quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Descontinuação

Este blogue foi descontinuado, mas todo o seu arquivo permanecerá online e disponível para consulta.

Poderá acompanhar o novo espaço online/blogosférico do autor em CIRCUNVAGANTE ( http://circunvagante.blogspot.com)

Grato pela visita e preferência.

O "Fim"

Prezados leitores, amigos e figueirenses.

Endereço-vos esta mensagem quatro dias após a data em que todos conhecemos os resultados das eleições autárquicas em Portugal e, em particular, no nosso concelho. Só hoje ganhei fôlego e coragem para escrever esta última mensagem enquanto autor do blogue/projecto "Autárquicas Figueira". Como se devem recordar, esta ideia teve o seu início nas duas primeiras semanas de Julho. Sendo assim, importa fazer um balanço da actividade do blogue nestes últimos meses. Após alguns dias de preparação do espaço online, à meia-noite do dia 11 de Julho de 2009, o blogue começou a sua actividade, precisamente três meses antes do dia das eleições autárquicas. As expectativas eram altas, mas mesmo assim foram esmagadoramente superadas. Pretendia promover um projecto independente, imparcial, dinâmico, acessível e que aproximasse os internautas figueirenses, em particular, e os figueirenses, no geral, da participação activa na vida política da Figueira da Foz e nos assuntos concelhios que devem merecer a atenção de todos os cidadãos. Era minha intenção fazer chegar à atenção dos leitores diversas informações relacionadas com as eleições autárquicas na nossa região, sobretudo em relação à Câmara Municipal e Assembleia Municipal. Divulguei artigos de jornais locais, blogues e sites figueirenses e durante algum tempo, uma vez por semana, publiquei artigos de opinião que foram, aparentemente, bem recebidos. Não posso esquecer a elaboração da Newsletter "Autárquicas Figueira", que contou com dez números e foi enviada para uma mailing list com 134 endereços de correio electrónico. É de salientar que dezenas de visitantes subscreveram este serviço do blogue, ao longo do tempo. Dei, igualmente, início ao caderno "Figueira - Figueira da Foz", que se encontra inacabado, mas que vai continuar a ser desenvolvido noutro espaço que abaixo indicarei. Interagi com os departamentos de informação de diversas candidaturas, que prontamente me enviaram notas de imprensa das suas acções. Tive o privilégio e oportunidade de contactar, frequentemente, com os grandes protagonistas destas eleições - os candidatos e os eleitores.

Um dos grandes objectivos deste projecto era, de igual forma, dar um sinal de que há jovens interessados na construção do futuro da Figueira da Foz e que possuem capacidades para assegurar a evolução e desenvolvimento do concelho. Posso afiançar que muitos dos visitantes do "Autárquicas Figueira" são jovens. Uma boa parte deles ainda nem idade tem para votar, mas decidiu acompanhar, a par e passo, este importante capítulo da história da Figueira.

Dando um especial destaque às estatísticas, em 94 dias, desde 11 de Julho até 12 de Julho (contabilizo este dia, pois está imediatamente a seguir ao dia do sufrágio), o blogue recebeu 16 586 visitas, o que perfaz uma média de 176 visitas por dia, facto que tornou o "Autárquicas Figueira" um dos mais visitados - senão o mais visitado - blogues da Figueira da Foz, neste período de tempo. Até ao dia 11 de Outubro, o número máximo de visitas num só dia era de 285. No dia 11 de Outubro este número fixou-se nas 2 804 visitas. Já no dia 12 de Outubro houve 1 220 entradas registadas no blogue. Convém ressalvar que as minhas visitas nunca foram contabilizadas, pois o Sitemeter permite ignorar as visitas do autor do blogue.

Após frequentes e exaustivas pesquisas, posso afirmar, quase sem contestação, que o "Autárquicas Figueira" foi o único blogue a nível nacional que de uma forma gratuita, imparcial e independente acompanhou as eleições autárquicas de 2009 num só concelho. É impossível determinar esta mesma constatação a nível internacional, mas é credível que não haja, usualmente, muitos projectos do género. Convém também apontar que o blogue conseguiu impor-se e servir de referência nos motores de busca online, sobretudo o Google. Centenas de visitantes chegaram até ao "Autárquicas" através de pesquisas com uma extentíssima variedade de "palavras/frases-chave". Houve também muitos visitantes residentes fora de Portugal a visitar o blogue, o que prova que houve alguns emigrantes portugueses interessados nas eleições na sua terra-natal e que tentaram obter informações através da Internet. Países como E.U.A. (sobretudo do estado do Massachusetts, onde há uma vasta comunidade portuguesa), Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Angola tiveram muitos visitantes ao longo destes meses de actividade.

Ao contrário de muitos blogues, decidi estabelecer uma política de comentários rígida, mas responsável - optei por impedir comentários anónimos. Não me arrependo, em nada, desta decisão. Este blogue pretendia tratar dos temas do nosso concelho com seriedade, responsabilidade e elevação, com o intuito de levar os visitantes a comentarem os diversos assuntos com total liberdade, desde que tivessem coragem e carácter para assumirem a sua identidade. Como era expectável, houve pouca intervenção escrita dos visitantes, mas não foi pela restrição a comentários anónimos que o blogue teve menos visitas. Esse facto não dificultou, de todo, a implantação do "Autárquicas Figueira" como um espaço de referência na blogosfera local.

Não pretendo alongar-me muito nesta mensagem, mas há coisas que gostaria, mesmo, de referir e há agradecimentos que não podem ser suprimidos.

Agradeço, em primeiro lugar, às pessoas que sempre acreditaram que este projecto podia assumir-se como uma referência na Figueira da Foz, nomeadamente os meus familiares e amigos mais próximos e os visitantes que, desde a primeira mensagem de lançamento do blogue, me incentivaram e parabenizaram. Não esqueço, igualmente, alguns candidatos e elementos das candidaturas aos órgãos autárquicos figueirenses. Não é por receio ou hesitação que não nomeio os candidatos, mas sim pela possibilidade de  me esquecer, momentaneamente, de alguém. Envio também uma palavra a todos os que subscreveram a Newsletter e aos que mesmo não se tendo manifestado acompanharam este espaço e que me deram ânimo e vontade de continuar, cada dia, a actividade do blogue.

Nem sempre foi fácil manter este blogue, mas a certeza de que houve constantemente interessados neste projecto fez com que o meu trabalho fosse mais facilitado, prazeroso e emotivo. Valeu a pena esta aposta.

Para a análise de factos, ficam 171 posts e 16 586 visitas. Para a história e recordações futuras fica uma inolvidável experiência de vida, em que conheci pessoas de grande carácter e personalidade, que contribuíram para a minha evolução enquanto pessoa e cidadão e que me fazem acreditar que podemos superar-nos e conseguir realizar sempre mais do que aquilo que inicialmente projectamos.

A minha actividade blogosférica terá uma continuidade num novo espaço - Circunvagante ( http://circunvagante.blogspot.com ). Queiram acompanhar-me, na certeza de que sempre vos acompanharei e respeitarei. Entre outras coisas, terminarei as edições do caderno "Figueira - Figueira da Foz", neste novo blogue.

Foi, é e será sempre um prazer contar convosco. Creiam-me sempre disponível.

Despeço-me com um até já,

Bem haja.


Pedro Fernandes Martins

domingo, 11 de Outubro de 2009

Nota

Vou interromper durante cerca de duas horas a minha presença no blogue, devido à viagem que vou fazer até ao Porto, porque amanhã, na ressaca da noite eleitoral, voltarei a ter aulas na faculdade.

Obrigado pela companhia e preferência e até logo.

Brancos e Nulos

Os votos brancos e nulos, na votação para a CM e AM, apresentaram-se como a quinta força política concelhia, o que não deixa de ser um sinal evidente de alguma insatisfação de muitos eleitores em relação aos candidatos apresentados. No caso específico da AM, este número de votos poderia eleger, pelo menos, um deputado.

A Abstenção

No nosso concelho, a abstenção, nestas eleições autárquicas de 2009, toma o valor de 42,78%, percentagem que será, aconteça o que acontecer, mais elevada do que a abstenção relativa a todo o país.

RESULTADOS FINAIS - ASSEMBLEIA MUNICIPAL



Apresento-vos, nesta imagem, o resultado do sufrágio para a Assembleia Municipal da Figueira da Foz. O lote de 27 vereadores é distribuído da seguinte maneira: PS - 11; PSD - 9; "Figueira 100%" - 5; CDU - 1; BE - 1. Luís Tovim será, então, se nada surgir em contrário, o próximo presidente da Assembleia Municipal.

RESULTADOS FINAIS - CÂMARA MUNICIPAL



Aqui estão os resultados finais da eleição para a Câmara Municipal da Figueira da Foz. O Partido Socialista elege 4 vereadores, enquanto que o Partido Social Democrata conta com 3 vereadores e o Movimento "Figueira 100%" consegue uma representação de 2 vereadores. Será esta a constituição da Câmara Municipal que, ao que tudo indica, será presidida por João Ataíde.

Resultados de S. Julião


Eis os tão aguardados resultados de S. Julião - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Momento Musical

Caros leitores,

enquanto os meios online não nos disponibilizam os resultados da freguesia de S. Julião da Figueira da Foz, permitam-me que vos sugira a audição da nossa "Canção da Figueira", pela voz inolvidável de Maria Clara.

Uma freguesia por apurar

Falta apurar apenas uma freguesia, no nosso concelho - S. Julião da Figueira da Foz. Após a divulgação destes resultados, ficaremos a saber, concretamente, o número de vereadores e deputados eleitos, respectivamente para C.M. e A.M., bem como o total de votantes e o número de votos válidos, brancos e nulos. Por conseguinte, será conhecido o valor da abstenção.

Resultados de Lavos


Resultados de Lavos - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados Buarcos


Resultados de Buarcos - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Maiorca


Resultados de Maiorca - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para ampliar

Os resultados que faltam

Falta conhecer os resultados de quatro freguesias do nosso concelho: Buarcos, Lavos, Maiorca e S. Julião. Esperamos fervorosamente a divulgação dos resultados finais destes locais.

Resultados de Quiaios


Resultados de Quiaios - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Em directo no Twitter

A pedido de um leitor, responderei a questões colocadas através do Twitter. Contudo, não emitirei tweets informativos antes do desfecho deste escrutínio, por uma questão de uma necessidade de actualização constante do blogue.

Utilizarei a conta @autarquicasff. Assim, não estarei disponível no perfil @pfmartins.

Aproxima-se a hora

Caros leitores,

aproxima-se muito rapidamente o momento em que iremos saber, definitivamente, como ficam os resultados das eleições autárquicas deste ano. Faltam apurar 5 (cinco) freguesias, entre as quais S. Julião, Buarcos, Quiaios, Maiorca e Lavos. Esperamos ansiosamente o desfecho deste sufrágio.

Continuo na vossa companhia. Queiram acompanhar-me neste momento.

Resultados de Vila Verde


Resultados de Vila Verde - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Primeiros vereadores e deputados eleitos


Quando faltam apurar 6 freguesias (de um total de 18), já há candidaturas com lugares garantidos na Câmara Municipal e Assembleia Municipal. Pode verificar isso mesmo nas imagens apresentadas (C.M. em cima e A.M. em baixo).

Resultados de Tavarede


Resultados de Tavarede - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de S. Pedro


Resultados de S. Pedro - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Ferreira-a-Nova


Resultados de Ferreira-a-Nova - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Freguesias

Até ao momento estão 10 (dez) freguesias apuradas, ou seja, mais de metade das freguesias existentes no concelho. Contudo, convém não esquecer que ainda não há resultados das freguesias urbanas, local onde há mais eleitores. Continuaremos com atenção aos resultados divulgados.

Conto com a vossa companhia e atenção.

Resultados de Santana


Resultados de Santana - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados ao fim de 8 freguesias apuradas


Depois de Alhadas, Alqueidão, Bom Sucesso, Borda do Campo, Brenha, Marinha das Ondas, Moinhos da Gândara e Paião apurados, os resultados para a C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) são os apresentados (clique nas imagens para ampliar).

Resultados de Paião



Resultados de Paião - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Marinha das Ondas



Resultados de Marinha das Ondas - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Alhadas



Resultados de Alhadas - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Nota aos leitores

Caros leitores,

informo que vou continuar, ininterruptamente, a publicar os resultados das freguesias que vão sendo apurados. Certo da vossa companhia, agradecendo a preferência, acompanhar-vos-ei nesta noite eleitoral que tem uma carga histórica assinalável no panorama do nosso concelho - o concelho da Figueira da Foz.

Fico à espera da vossa participação, através das caixas de comentários dos posts.

Resultados de Moinhos da Gândara


Resultados de Moinhos da Gândara - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados ao fim de 4 freguesias apuradas



Depois de Alqueidão, Bom Sucesso, Borda do Campo e Brenha apurados, os resultados para a C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) são os apresentados (clique nas imagens para ampliar).

Resultados Alqueidão



Resultados de Alqueidão - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Bom Sucesso



Resultados de Bom Sucesso - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Borda do Campo



Resultados de Borda do Campo - C.M. (em cima) e A.M. (em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Resultados de Brenha



Resultados da freguesia de Brenha - C.M. (em cima) e (A.M. em baixo) - clique nas imagens para as ampliar

Votação encerrada, contagem a decorrer

Encerraram, às 19 horas, as Assembleias de Voto no continente e na Madeira e, por conseguinte, no concelho da Figueira da Foz. Está a decorrer, nas dezoito freguesias, a contagem dos votos, por forma a apurar os resultados finais destas eleições, que irão trazer novos eleitos nos órgãos de gestão autárquica figueirenses.

Faço chegar à vossa atenção duas imagens, que contêm os resultados autárquicos de 2005 no que toca à Assembleia Municipal (em cima) e Câmara Municipal (em baixo). Mais tarde, quando possível, farei a análise comparativa dos resultados de hoje com os que foram obtidos há quatro anos.




(clique nas imagens para as ampliar)

Afluência até às 16 horas


A votação para as eleições dos órgãos autárquicos locais continua a decorrer e, até às 16 horas deste dia 11 de Outubro de 2009, 45,3% dos eleitores recenseados no nosso país tinham-se deslocado às Assembleias de Voto, exercendo livremente o seu direito/dever cívico. Em comparação com as eleições legislativas do passado dia 27 de Setembro, houve mais gente a votar para as autárquicas até às 16h. Recordo que até esta hora, há duas semanas, tinha votado 43,3% do eleitorado nacional, menos 2% do que o valor de hoje.

De momento, falta cerca de uma hora para fecharem as urnas no continente e na Madeira e duas horas para o mesmo acontecer no arquipélago dos Açores.

Aproxima-se, rapidamente, a hora da verdade, em que ficaremos a saber como ficarão constituídas as nossas Assembleias de Freguesia, Assembleias Municipais e Câmaras Municipais.

Afluência até às 12 horas


Até ao meio-dia (12 horas), três horas após a abertura das Assembleias de Voto, 21,23% dos eleitores recenseados em Portugal exerceram o seu direito/dever cívico. Há duas semanas, aquando das eleições legislativas, a afluência de eleitores às urnas, à mesma hora, foi de 21,29%. Comparativamente, há uma diferença de 0,06%, o que aparentemente não revela qualquer anormalidade estatística.

Pelas 17h deverá ser divulgado o valor da afluência verificada até às 16 horas. Nas legislativas, às 16h já tinha votado 43,4% do eleitorado nacional.

Siga estas e outras informações online, através dos sítios:

Votação a decorrer



Chegámos ao tão esperado dia 11 de Outubro de 2009, um domingo com o céu limpo e uma temperatura estival, na Figueira da Foz. Esta data tem todos os condimentos para ficar vincadamente marcada na história do nosso concelho, assim queiram todos os figueirenses. Eu já cumpri o meu direito/dever cívico.

Até às 19 horas (hora do continente e arquipélago da Madeira), decorre a votação para as eleições autárquicas do ano da graça de 2009, em todo o território nacional.

Até logo.

sábado, 10 de Outubro de 2009

Reflexão

Encerrada a campanha eleitoral autárquica, hoje vivemos o tradicional dia de reflexão. É tempo de fazermos uma avaliação cuidada das listas de candidatos que nos são apresentadas, dos programas eleitorais que foram distribuídos e publicados, das mensagens endereçadas pelos cabeças-de-lista aos vários órgãos autárquicos e, sobretudo, é tempo de tomarmos uma decisão em relação à acção que vamos tomar amanhã. É importante que todos os eleitores figueirenses se dirijam às assembleias de voto, nem que seja para votar nulo ou em branco. O fundamental é combater a abstenção e mostrar que todos estamos interessados em manifestar a nossa intenção de voto. Todos devemos ter uma palavra a dizer na construção dos próximos quatro anos do nosso concelho.

Não me alongarei neste texto, mas, voltando a uma ideia que escrevi no post "Regresso à base", reafirmo: a Figueira da Foz tem que caminhar. Temos que reflectir e retirar lições relacionadas com os passos que já demos, na certeza de que o próximo passo é o mais importante e tem que ser bem dado, sobre um chão sólido e num caminho que nos leve ao sucesso, ao progresso, à justiça, à qualidade de vida, à prosperidade e, convém não esquecer, à felicidade.

Façam o que quiserem com o boletim de voto, mas votem!

Voltarei ao vosso contacto com os resultados finais das eleições autárquicas de 2009 no concelho da Figueira da Foz. Até amanhã!

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Debate final

Este post é publicado a partir do Teatro Trindade de Buarcos, local onde está a desenrolar-se, desde as 17 horas, o debate final entre candidatos à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Este evento, transmitido em directo pela Rádio Foz do Mondego (99.1 FM), conta com a presença de cinco dos sete candidatos à Câmara. O candidato pelo PSD, Eng. Duarte Silva, e o candidato independente pelo movimento "Figueira 100%", Eng. Daniel Santos, não estão presentes neste último confronto autárquico, no dia em que termina a campanha eleitoral destas eleições.

Sendo assim, os presentes são, da esquerda para a direita, no palco: João Ataíde (PS), Javier de Vigo (MMS), Francisca Geraldes (CDS-PP), Rui Curado Silva (BE) e Silvina Queiroz (CDU).

Na primeira parte deste debate os candidatos deram algumas respostas relacionadas com os transportes no concelho (sobretudo autocarros e comboios), a relação entre os órgãos autárquicos e os munícipes e aproveitaram para expor as virtudes que justificam a existência das respectivas candidaturas. O tema da educação está também patente neste certame, bem como o inevitável saneamento financeiro da Câmara Municipal.

A hora e data da realização deste debate não trouxe muito público a esta antiga e bonita sala buarcosense, mas pode-se considerar que a plateia está bem preenchida, com cidadãos de todos os quadrantes políticos e outros cidadãos interessados na vida política do nosso concelho.

Regista-se o ambiente um tanto ou quanto frio na discussão das questões, não havendo indiscutivelmente a explanação de medidas concretas das cinco candidaturas presentes.

"Regresso à base"

Caros leitores,

antes de mais, lamento o facto de não ter actualizado, nas últimas semanas, este blogue de acordo com a minha e a vossa vontade. Tenho recebido alguns mails que dão conta dessa preocupação, mas acreditem que ninguém quer mais do que eu que o "Autárquicas Figueira" tenha uma actividade assídua. Porém, estou de regresso à foz do Mondego e por cá ficarei até ao final da noite do próximo domingo, 11 de Outubro - a data que todos esperamos há muitos meses. Pelo que tenho conseguido saber, as candidaturas têm estado empenhadas em promover acções de campanha bastante dinâmicas. Em relação ao debate entre os sete candidatos à Câmara Municipal, não tive oportunidade de me deslocar à Figueira, na passada terça-feira mas esforçar-me-ei para conseguir ouvir a gravação desse evento antes de me dirigir à mesa da Assembleia de Voto.

Apesar da minha intermitência na publicação de posts, julgo que nenhum leitor terá tido dificuldades de acesso às informações relacionadas com as candidaturas aos órgãos autárquicos locais. É certo que nem todos os movimentos candidatos possuem abrangentes e eficazes meios de divulgação de informação online, mas pode-se considerar que as eleições autárquicas trouxeram ao nosso concelho uma considerável inovação e transformação dos mecanismos de comunicação e formas de campanha das diversas candidaturas.

Avizinha-se o último dia desta campanha eleitoral. Devemos ler as propostas que cada partido/movimento defende, os projectos que são sugeridos e os perfis dos candidatos que nos são apresentados. No domingo, provavelmente mais do que em qualquer outra anterior votação, todos os votos serão decisivos. Há uma enorme dificuldade em prever quantos deputados e vereadores serão eleitos para a Assembleia Municipal e Câmara Municipal, respectivamente. Estas são as eleições mais importantes de sempre no nosso concelho, por uma razão muito simples - são as próximas. É este o pensamento que deve guiar a nossa acção. Quando caminhamos devemos reflectir sobre os passos que já demos, mas não há dúvida de que o passo seguinte é o mais importante. Se o próximo passo não for o mais importante é sinal de que vamos ficar parados, ou de que não estamos preocupados com o chão que vamos pisar.

Temos que reduzir a abstenção e dar uma prova de que estamos empenhados na construção de uma Figueira da Foz mais próspera e válida. O próximo passo é o mais importante - VAMOS VOTAR!

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Votação terminada



Está encerrada a sondagem do blogue "O Palhetas" relativa à preferência de voto dos cidadãos figueirenses nas eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro. Com 409 (quatrocentos e nove) votos esta foi, provavelmente, uma das votações mais participadas de sempre, no panorama cibernáutico figueirense. Os resultados finais podem ser vistos na imagem acima apresentada.

Nota: o candidato Javier de Vigo surge como independente nas opções de voto uma vez que aquando do lançamento da sondagem este ainda não tinha integrado a candidatura do Movimento Mérito e Sociedade.

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Política de posts até dia 11

Prezados leitores
Prezados candidatos aos órgãos autárquicos figueirenses

Desde o início da actividade deste blogue que tenho disponibilizado variados posts, dos quais muitos estão directamente relacionados com notícias de actividades promovidas pelas candidaturas figueirenses às próximas eleições autárquicas. Fiz chegar à vossa atenção notas de imprensa dos candidatos, artigos publicados em jornais e sítios online, entre outros.

Porém, até ao dia 11 de Outubro, dia em que saberemos o desfecho desta grande e viva actividade político-social, não publicarei qualquer artigo relacionado exclusivamente com um movimento candidato às eleições que se avizinham. Para além de não ter tido a disponibilidade que desejaria para actualizar o "Autárquicas Figueira", considero que devo tomar esta opção. Julgo que este é o tempo de dar uma decidida e centralizada atenção aos candidatos que se apresentam ao concelho, às suas acções de campanha, às ideias e aos projectos por eles defendidos. Cada candidatura saberá a melhor forma de se fazer ouvir e decerto não precisará deste blogue para esse efeito.

Os sites e blogues das candidaturas são o sítio apropriado para acompanhar a par e passo os eventos organizados pelos candidatos. Porém, isto não significa que o "Autárquicas Figueira" se ausente. Como certamente saberão, continuarão a ser publicadas mais edições do caderno "Figueira - Figueira da Foz", bem como outras considerações de interesse sobre as eleições no concelho.

Tentarei, igualmente, fazer todo o possível por assistir, in loco, ao debate entre os sete candidatos à Câmara Municipal e elaborar uma reportagem e algumas considerações sobre esse relevante acontecimento.

Sem mais assunto, espero que compreendam o que referi anteriormente.


PFM

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Campanha Eleitoral

Arrancou a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2009. Este período prolongar-se-á até ao fim do dia 9 de Outubro. Assim, os movimentos candidatos aos órgãos autárquicos figueirenses terão 11 dias completos, ou seja 264 horas, para esclarecer e cativar o eleitorado do nosso concelho. Espero que esta campanha eleitoral seja feita com elevação, seriedade, respeito e defendendo os superiores interesses das dezoito freguesias que constituem o concelho da Figueira da Foz. É importante e decisivo que haja um debate polivalente, democrático e que este se concentre, acima de tudo, nos verdadeiros problemas que precisam, com urgência, de uma resolução eficaz. Tempo de debate dedicado a críticas escusadas entre candidatos será tempo perdido e uma falta de consideração pelos eleitores e cidadãos em geral da Figueira da Foz. Precisamos de novas ideias, boas propostas, visão de futuro, altruísmo, civismo e consciência da realidade concelhia actual.

Estou confiante numa boa campanha eleitoral, levada a cabo por sete movimentos que considero capazes de darem uma lição de democracia à cidade e ao país. Teremos à nossa disposição, no dia 11 de Outubro, na Figueira da Foz, um dos maiores boletins de voto de Portugal. Considero que temos nove escolhas possíveis: ou passamos ao lado desta importante oportunidade de manifestarmos a nossa vontade, ou votamos em branco e pronunciamo-nos contra todas as candidaturas, ou colocamos uma cruz num das sete opções impressas no boletim. Acredito, sinceramente, que a abstenção não será muito elevada no nosso concelho.

Aos candidatos - sejam capazes, saibam agir!
Aos eleitores - sejam capazes, queiram escolher!

Ámem.

domingo, 27 de Setembro de 2009

Nota

Caros leitores,

como decerto compreenderão, esta semana não publicarei a Newsletter "Autárquicas Figueira". O arquivo de posts da última semana resume-se ao primeiro artigo do caderno "Figueira - Figueira da Foz", a um apontamento relativo ao 127.º aniversário da elevação a cidade da Figueira da Foz e uma nota aos leitores que tomei a liberdade de escrever nos últimos dias. A dificuldade no acesso pleno e assíduo à Internet revelou-se um grande obstáculo para a actualização deste blogue. Espero, durante a próxima semana, conseguir aceder diariamente ao painel de edição deste espaço, por forma a manter o volume de publicações que são apanágio do "Autárquicas Figueira".

Sugiro, novamente, que consultem com frequência os sítios online das diversas candidaturas, que podem encontrar na barra lateral da página.

Hoje é dia de eleições legislativas. Assim, faço votos para que haja uma ida massiva às urnas do eleitorado nacional e que as pessoas que forem hoje eleitas saibam desempenhar com competência e seriedade as funções que lhes são confiadas pelos eleitores.

Até ao próximo post.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Nota aos leitores

Caros leitores,

Escrevo-vos no sentido de esclarecer a minha ausência nos últimos dois dias. Por motivos académicos, relacionados com o meu reingresso no Ensino Superior, desta feita na Licenciatura em Ciências da Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, não tenho conseguido actualizar o blogue com a frequência que desejaria. Recebi diversas notas de imprensa via e-mail remetidas pelas candidaturas do PSD e Movimento "Figueira 100%". Porém, ainda não as consegui fazer chegar à vossa atenção. Sugiro que visitem os sítios online oficiais destes movimentos candidatos a órgãos autárquicos figueirenses, onde poderão encontrar os mesmos artigos que me foram enviados. Deixo-vos, seguidamente, os títulos que não publiquei:

Figueira 100%
"Sede da Marinha das Ondas"
"Daniel Santos responde a críticas"
"Jantar de confraternização em Tavarede"
"Trabalhar a 100% por S. Julião"
"Candidatos apresentados em Lavos"
"Apresentação de candidatos e projectos para Vila Verde"

PSD
"Apresentação de candidaturas a Maiorca e Ferreira-a-Nova"

Sem mais assunto de momento, farei todo o possível por conseguir uma actualização assídua do "Autárquicas Figueira". Certo da vossa compreensão, envio os meus cumprimentos neste primeiro post feito a partir da Foz do Douro.


Pedro Fernandes Martins

domingo, 20 de Setembro de 2009

127 anos como Cidade da Figueira da Foz



Foi neste dia, há 127 anos, que a Vila da Figueira da Foz foi elevada à categoria de Cidade da Figueira da Foz. O "Autárquicas Figueira" não pretende ignorar esta data e convida todos os leitores a verem e lerem o post "Efemérides" do blogue "Presente", desenvolvido e actualizado por Aníbal José de Matos.

Longa vida aos figueirenses! Longa vida à Cidade da Figueira da Foz!

sábado, 19 de Setembro de 2009

"Figueira - Figueira da Foz" - Capítulo I

Caros leitores, apresento, de seguida, o primeiro capítulo do caderno “Figueira – Figueira da Foz”, subordinado ao título “Beira-Mar e a Beira-rio”. Neste texto faço a minha análise à situação presente e lanço algumas ideias de futuro, sejam projectos a criar de raiz, ou alterações a coisas já existentes. Decerto notarão que alguns pontos estão envolvidos nalgum surrealismo e megalomania, mas outros caracterizam-se por realismo, discernimento e viabilidade. Aguardo a vossa participação através de e-mail ou de comentários no blogue “Autárquicas Figueira”. Caso esteja interessado em receber via e-mail os ficheiros PDF deste caderno, por favor solicite o envio da newsletter do "Autárquicas Figueira", no formulário que se encontra na barra lateral do blogue. Aproveito para referir que a leitura fica mais facilitada nos ficheiros PDF. Sem mais assunto de momento, deixo-vos com o primeiro capítulo deste novo projecto.

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Na análise deste tema centrarei, sobretudo, a minha atenção na faixa costeira compreendida entre a Murtinheira e o Molhe Norte da barra da Figueira da Foz, que inclui parte da frente marítima da freguesia de Quiaios e a totalidade das frentes marítimas das freguesias de Buarcos e S. Julião. Começando pela zona Norte desta faixa, encontramos uma fábrica de cimento enquadrada num local que é um autêntico museu geológico, com virtudes inigualáveis no panorama mundial. Grande parte deste património foi irremediavelmente devastada pela exploração frenética de calcário que se verificou durante décadas. O talvez mais sensível e precioso recurso do concelho é considerado Monumento Natural, mas poderia ter até condições para receber outro estatuto, quem sabe, o nível de Património Mundial. Neste local poder-se-ia desenvolver exaustivamente a investigação científica, fomentando um espaço museológico e de aprendizagem, que seria, decerto, utilíssimo e assiduamente visitado e preservado. Como o tempo não volta atrás e as grandes decisões nem sempre são bem tomadas, resta lamentar mas tentar remediar a situação, reunindo esforços com o intuito de criar condições para preservar e cuidar deste tão nobre local.

Mais a Sul, entramos na marginal oceânica de Buarcos e S. Julião. Nesta área, foco a minha atenção nos terrenos situados entre o cemitério de Buarcos e o Hotel Atlântida Sol (passe a publicidade). Nestes terrenos esteve instalada uma fábrica de cal, da qual hoje apenas resta a chaminé principal. Para além disso, houve, em tempos, o campo de futebol pelado do Grupo Desportivo de Buarcos. Após a extinção destas duas infra-estruturas os terrenos ficaram desertos, mas prontamente foram planeados projectos urbanísticos para a zona. Como se pode constatar in loco, esta projecção urbanística foi tremendamente mal feita e organizada. Um local privilegiado, junto ao mar, aparenta ter sido organizado "à podoa", sem qualquer sentido estético e de utilidade para a freguesia de Buarcos e o próprio concelho da Figueira da Foz. Ressalvo o Parque da Emide que aparenta alguma preocupação com o lazer, mas que, ainda assim, não tem a manutenção devida. Penso que esta área de, aproximadamente, 161 000 quilómetros quadrados merecia outra organização e visão de futuro. Infra-estruturas desportivas, culturais e turísticas poderiam ter sido projectadas. Esclareço que não me oponho à construção de habitações naquele local. Apenas defendo que deveriam ter sido projectadas de outra forma e devia ter ser sido feita uma conciliação dessas mesmas habitações com espaços e edificações de outros tipos.

Continuando a nossa viagem meridional, encontramos o centro da Vila de Buarcos, onde a sua Fortaleza salta logo à vista. Julgo que este Imóvel de Interesse Público é da responsabilidade do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico). Há algum tempo procedeu-se à recuperação do baluarte adjacente à Capela de N. Sra. da Conceição. Esta recuperação até poderá ter sido bem-feita (não sou especialista em recuperação arquitectónica de fortificações), mas não encontro palavras para descrever a discrepância total de aspecto da parte recuperada em relação às partes que não sofreram qualquer tipo de intervenção. Não só não é agradável à vista dos buarcosenses e figueirenses, como decerto causará espanto aos turistas que contemplam e fotografam o centro mais relevante da vila de Buarcos e um dos monumentos mais antigos do nosso concelho. Já que levaram a cabo a recuperação daquele baluarte, ao menos que façam o mesmo com toda a muralha. Talvez seja uma posição radical, mas é a minha posição. Actualmente estão a ser desenvolvidas obras que requalificarão a parte de cima da Fortaleza de Buarcos e que a transformarão numa verdadeira esplanada de cruzamento pedonal com uma vista privilegiada para o areal e marginal de Buarcos e Figueira da Foz. Esta intervenção poderá beneficiar os comerciantes da Rua 5 de Outubro e Largo Maria Jarra (Má Língua), bem como valorizar ainda mais esta zona que se pode considerar histórica, da vila de Buarcos.

Na zona defronte à Rotunda do Pescador encontramos o famoso "terrapleno de Buarcos", onde se encontram os balneários públicos, um parque infantil, um parque radical, entre mais algumas coisas, como é o caso dos carrosséis que frequentemente ali "assentam arraiais". Este local pode ser ainda mais organizado e dotado de estruturas que sirvam com mais qualidade as pessoas. No entanto, enquanto não surgirem boas ideias para essa requalificação, há que manter aquele espaço asseado, coisa que nem sempre se verifica.

No seguimento da Rotunda do Pescador até à Ponte do Galante, ou seja, na Avenida do Brasil, encontramos uma excelente estrutura de mobilidade "amiga do ambiente" - a ciclovia. A marginal oceânica está dotada com vários troços destas vias de circulação velocipédica. Ainda assim, há algumas críticas que têm que ser feitas. A ciclovia situada entre o cemitério de Buarcos e o final da Avenida D. João II, junto à estrada de acesso à estrada do Cabo Mondego, foi um pouco mal imaginada. Concordo que os ciclistas merecem ter uma vista de mar enquanto fazem os seus passeios, mas não posso ser a favor de uma ciclovia e de um passeio siameses. Não há nenhuma barreira que faça uma clara separação entre as duas vias. O desrespeito notório dos peões que invadem a ciclovia, que provoca muito frequentemente situações embaraçosas e extremamente perigosas, aliado à má localização da via reservada a ciclistas faz com que qualquer pessoa cometa uma contra-ordenação. Ao caminharem pelo ciclovia os peões cometem uma contra-ordenação que, em último caso, é punível com multa. Por sua vez, os ciclistas que não utilizam a ciclovia por recearem acidentes escusados cometem uma contra-ordenação ao circularem pela estrada, uma vez que há uma via reservada a velocípedes contígua à avenida. No que toca à ciclovia da Avenida do Brasil não há reparos a fazer, a não ser o facto de existirem partes de árvores e arbustos que obstruem partes da via e que obrigam os ciclistas a manobras, por vezes, bruscas de modo a tentar evitar um choque desnecessário mas perigoso. No caso da Avenida do Brasil, só circula a pé, ou noutro meio de locomoção que não seja uma bicicleta pela ciclovia, quem for completamente negligente e desrespeitador do ordenamento do trânsito, uma vez que logo ali ao lado tem ao seu dispor um dos passeios mais largos do concelho. 
Ainda assim, poderia ser feito mais um troço de ciclovia que ligasse a já existente na Av. do Brasil ao passadiço de madeira junto ao Oásis, que dá início a uma outra ciclovia cujo percurso sobre o areal termina já perto da Torre do Relógio. Sei que se trata "apenas" de uma distância de 100m, mas, em caso de acidente, poder-se-iam evitar complicações ao nível de atribuições de culpas, que será sempre dos ciclistas, caso circulem em cima da bicicleta no passeio. O primeiro erro acontece quando uma ciclovia é feita desembocando num passeio. Se a ciclovia é para velocípedes tem que acabar com uma rampa para a estrada e não com uma saída para um passeio, sítio onde as bicicletas não deveriam circular. Podem argumentar que o ciclista deve desmontar a bicicleta, mas sabe-se muito bem que isso não acontece. Não há dúvida de que era extremamente fácil fazer a via com fim na estrada. Se há uma ciclovia mais à frente e se a forma menos perigosa de os ciclistas a alcançarem é circulando pelo passeio, penso que o bom-senso deveria fazer com que fosse construído mais um pequeno troço, pois há espaço mais do que suficiente para o efeito. Aproveito esta onda em que abordo as ciclovias para apontar a recente construção de uma estrutura deste género na Avenida Saraiva de Carvalho, cuja extensão está compreendida entre a Praça da Europa e a Estação dos CP. Neste aspecto concreto penso que tudo está bem projectado e não há complicações dignas de serem criticadas. Sugiro, talvez, que podia ser projectada uma extensão desta ciclovia que ligasse a Praça da Europa à entrada da Marina de Recreio.

Voltando à marginal oceânica, chegamos a um local que não é menos do que o ponto de grande discórdia e contestação da actualidade figueirense - a Ponte do Galante. Vou começar por falar do Oásis. Na época da construção e projecção deste local julgo que a maioria tem uma opinião positiva em relação ao projecto edificado. Um oásis parecia uma boa ideia e era uma forma de diversificar e dinamizar a animação na cidade. O aspecto era agradável, a afluência de pessoas era grande. Foi chão que deu uvas. No entanto, e confesso que desconheço as razões, o espaço foi sendo abandonado e deixou de ser o que era. A manutenção foi muito reduzida e houve uma grande afluência, no Oásis, de outros animais que não as pessoas. Como é que uma cidade como a Figueira da Foz, que se gaba de ser um pólo turístico e pretende atrair turistas, permite que num dos espaços mais nobres do tecido urbano local haja aquele triste espectáculo? Como é que se chega ao ponto de haver uma praga de ratos em plena zona emblemática da marginal? Como é que se chega ao ponto de as infra-estruturas estarem completamente vandalizadas e não haver ninguém que mexa uma palha para reclamar? Como é que se chega ao ponto que todos nós conhecemos e que dispensa apresentações escritas? Se o Oásis não serve para nada, então tem que ser demolido, extinto e eliminado do mapa. Se o Oásis é para ser usado e aproveitado, a requalificação não é para ser feita para hoje ou para amanhã: é para ontem! É simplesmente inconcebível, inqualificável e repugnante a situação a que se deixou chegar aquele espaço. É preciso agir!

Em relação ao que resta falar da Ponte do Galante... também não sei como abordar a questão. A Figueira precisava de um (apart)hotel? Penso que sim, nisso não há dúvida. Contudo, precisava de um hotel daquela dimensão? Talvez, mas com um menor número de andares. Poderia ter uma fachada mais larga, o que permitia a construção do mesmo número de quartos num edifício com menor altura. Pronto, que precisava de um hotel de alguma dimensão, estamos esclarecidos. Mas agora surgem as restantes perguntas. A Figueira da Foz e os seus políticos precisavam de desencadear processos jurídicos por causa de terrenos e projecção de infra-estruturas? A Ponte do Galante merecia "levar" com sete (julgo que é este o número) torres de apartamentos e um hotel, que afinal é aparthotel, daquele tamanho? Seria preciso terem-se levantado tantas ondas e tanta contestação por causa de uma questão deste género? A Figueira da Foz dá-se ao luxo de se prejudicar quando tenta beneficiar-se. Num local onde poderia ser construído um hotel de qualidade, com um espaço circundante de grande categoria, nomeadamente ano nível de zonas verdes e de lazer, estão a ser edificadas 8 monstruosidades que nem espaço terão para respirarem em condições. Julgo que não é necessário fazer mais comentários a este respeito. Lamentável.

Entrando agora na Avenida 25 de Abril. Esta avenida e uma parte da Avenida de Espanha constituem a marginal oceânica da freguesia de S. Julião. O único apontamento que tenho a fazer sobre este local não se trata bem de uma crítica, mas sim de uma ideia. No meu ponto de vista, esta Avenida deveria ter um maior espaço pedestre. Julgo que faltam espaços pedonais de qualidade na nossa cidade. Tudo está projectado para que haja uma boa qualidade quando circulamos na rodovia (ainda que haja alguns pontos negros no trânsito, fruto de más decisões), mas para que haja um défice de qualidade quando caminhamos. Não encontramos infra-estruturas que possam satisfazer a nossa qualidade vida quando circulamos a pé, junto ao rio, ou junto ao mar. Vimos a pé desde o Cabo Mondego até à Estação dos CP, encontrando apenas três espaços de restauração junto ao passeio, na proximidade do rio e do mar, o antigo "Costa", o "Docas Bar" e o muito recente "Skiqper Bar", este último um espaço projectado pelo Clube Náutico da Figueira da Foz e que é uma indiscutível mais-valia para a zona ribeirinha da cidade, sendo um estabelecimento pioneiro que poderá fazer com que a cidade se vire mais para o Rio Mondego. Por isso, na Avenida 25 de Abril, preferia optar por aumentar o passeio junto aos prédios e chegar tudo o resto um pouco mais para o lado do mar. Contudo, sei bem que não é uma coisa prioritária, mas apenas uma ideia um tanto ou quanto megalómana. Mas não é muito agradável estar sentado numa esplanada de onde apenas se vêem veículos, ora estacionados, ora em circulação.

Em frente à Torre do Relógio encontramos a Esplanada Silva Guimarães, um espaço que ao longo dos tempos sofreu enormes alterações, variando entre um estilo mais clássico e um estilo mais vanguardista. É um espaço que deveria ser dinamizado de forma mais esclarecida e arrojada, com iniciativas culturais e temáticas, sobretudo na época balnear. Debaixo da esplanada temos alguns dos melhores restaurantes/marisqueiras/cervejarias da cidade. Ainda assim, facilmente nos apercebemos de que o passeio parece estreito e que as esplanadas dos estabelecimentos mereciam estender-se um pouco mais. No espaço compreendido entre o Turismo e o fim dos bares julgo que não ficaria nada mal a extinção da rodovia. Ainda assim, compreendo a dificuldade em arranjar alternativa. A não ser, talvez, um túnel nesse troço...

Chegamos, então, a um dos ex-líbris da cidade da Figueira da Foz - o Forte de Sta. Catarina. Um monumento considerável da nossa cidade que tem um exterior. Mas também possui um interior... Por que razão disse isto desta maneira? Porque quase aposto que mais de metade dos figueirenses nunca entrou no Forte de Sta. Catarina. Solicito, se possível, que alguém me explique as razões que impedem a abertura do Forte ao público. Será a peste, serão fantasmas dos mortos das Invasões Francesas, questões burocráticas, ou mera negligência e falta de vontade de quem de direito? A pergunta fica no ar, mas merece ser respondida. Não há uma vontade em recordar e abordar a Guerra Peninsular, a história do Forte de Sta. Catarina ou qualquer outro assunto digno de destaque, montando um pequeno núcleo museológico? Querem que o Forte de Sta. Catarina apenas sirva, como já serve, para ter um farolim e um mastro com luzes úteis às embarcações que cruzam a barra da Figueira? É que, quer se queira, quer não, o Forte tem servido somente para duas coisas: 1 - estar ali quietinho para ser observado e para as pessoas questionarem "como será por dentro?" / 2 - para ser útil à navegação entre o Oceano Atlântico e o Rio Mondego. Consta que foi anunciado um projecto de requalificação daquela zona que até prevê a criação de um espelho de água junto ao Forte. E nessa requalificação está incluída a abertura do Forte ao público? Não custa inserir esse tópico. Mesmo que todos venham a entrar no Forte e venham a não gostar da visita, ao menos puderam esclarecer a curiosidade.

Em frente ao Forte há o chamado Parque das Gaivotas. Este sítio possui, a meu ver, um terrível mau aspecto que podia ser contornado. Para além de uns arranjos no piso, fazem ali falta umas árvores e melhores condições para os eventos que ali ocorrem. O Parque das Gaivotas,     que possui um heliporto, acolhe circos, recebe a feira popular de S. João e até a Feira do Livro, que noutros tempos se realizou em sítios mais aprazíveis e que teve uma dimensão digna de registo e recordação. Este vasto parque de estacionamento também acolhe, como se sabe, centenas de auto-caravanistas ao longo do ano. Também o parque onde se realizava a Expo ACIFF (um evento infelizmente descontinuado) costuma acolher centenas de auto-caravanas, não só portuguesas como estrangeiras. Não há bem a noção deste facto, mas os auto-caravanistas também são turistas. Para se ser turista é preciso passar, pelo menos, uma noite fora da nossa localidade de origem. Concordo que o consumo e despesas que os auto-caravanistas fazem na Figueira não são semelhantes aos que são feitos pelos turistas de hotel, ou de residencial/pensão, mas não deixam de consumir e de dar vida à cidade, porque também frequentam as praias, os espaços públicos e até mesmo os restaurantes e lojas. A cidade pode até conseguir ter mais lucro com os auto-caravanistas do que aquele que imagina. Criando postos de abastecimento e manutenção das auto-caravanas, que precisam de água potável e um sistema de saneamento onde possam esgotar as suas águas sujas e os depósitos dos WC, a cidade poderia ficar a ganhar. Em França, por exemplo, há milhares de postos de abastecimento em que o utilizador paga, por exemplo, 1€ e dispõe de um determinado tempo para operar no posto de abastecimento. Ao fim e ao cabo, quase tudo é lucro, já que um auto-caravanista gasta pouco mais do que 100 litros de água para satisfazer a sua necessidade. Não há volta a dar, não vale a pena pensar que os auto-caravanistas vão recorrer aos parques de campismo, porque, em primeiro lugar, não há espaços para todos. Por outro lado, há-de haver sempre um sítio onde conseguem fazer a manutenção da viatura. Por muito que se tente desincentivar a sua visita, há sempre auto-caravanistas que passam alguns dias na Figueira, nem que estacionem longe da praia. Há que ter inteligência e noção da realidade e compete à Câmara Municipal dinamizar estas acções, porque pela vontade de alguns empresários e comerciantes, este tipo de turistas era erradicado da cidade. Pelo contrário, penso que devemos apoiar quem opta por visitar a cidade e tentar até obter algum lucro com isso, criando melhores condições por forma a fidelizar essas pessoas e atrair outras. Não podemos expulsar com ignomínia quem nos concedeu a honra da sua visita, mas sim tentar proporcionar boas condições e até lucrar com isso.

Fazendo agora um último balanço em relação à área compreendida entre a Rotunda do Pescador e o Forte de Sta. Catarina, falta referir um aspecto que não desprezo - as infra-estruturas desportivas na praia. É inegável que são espaços de destaque, porque proporcionam condições para a actividade física, o que é sempre útil e digno de destaque. Ainda assim, às vezes há falta de manutenção, mas também existe algum descuido e falta de preservação por parte dos utilizadores dos campos...

Antes de entrarmos na beira-rio, resta referir a barra da Figueira da Foz, mais concretamente a questão do prolongamento dos molhes. Sou apologista desta obra, uma vez que, pelo que li e ouvi da boca de alguns especialistas, é uma coisa realmente útil, que pode trazer mais fluxo comercial à cidade e um crescimento económico. Ainda assim, não sou alheio à erosão costeira a Sul da barra. Não posso ficar indiferente à destruição de praias e redução acentuada de alguns areais da margem Sul do Mondego. Não me pode passar ao lado a ameaça que algumas infra-estruturas sofrem com as investidas do mar. Não fico, igualmente, impávido e sereno quando percebo que as condições para a prática de desportos náuticos, neste caso os desportos com pranchas, podem ver a qualidade das ondas fortemente afectada. Não sou grande sabedor da matéria, mas há, com certeza, soluções que reduzam o impacto do prolongamento dos molhes. É preciso não esquecer uma coisa - na margem Sul haverá erosão costeira, mas na margem Norte haverá um aumento dos areais das praias. Sim, o areal vai ficar ainda maior. Já estivemos mais longe de poder realizar uma mini-maratona entre a Torre do Relógio e a zona de rebentação das ondas do mar só numa viagem de ida.

Abordo, agora, o tal parque já acima referido, onde agora funcionam os estaleiros da obra de prolongamento do molhe Norte. Este parque, conforme já disse, recebeu, em tempos a Expo ACIFF (já depois de esta se realizar no Jardim Municipal), mas também foi o local escolhido para a recepção de vários circos. No fundo, foi sempre um espaço amplo e deserto, que passou a funcionar como local de estacionamento de viaturas. Não conheço o que poderá ter sido projectado para este local no tal plano de requalificação da zona ribeirinha, mas um espaço que pudesse ser ordenado por forma a receber eventos de ar livre, como exposições de grandes dimensões ou até algumas provas/demonstrações de desportos motorizados seria uma boa ideia. A única certeza que tenho é que não se deve apostar na construção de edifícios naquele local. Ou, caso isso aconteça, deverão possuir baixa altura e ser em pouca quantidade, uma vez que considero de vital importância existir um espaço amplo e livre junto ao Rio Mondego, que igualmente não tape a "cara" que a cidade tem virada para o rio.

Chegámos, agora, à zona da marina de recreio. Mais uma vez temos um espaço pedonal de excelência que só este ano teve um estabelecimento de lazer instalado. Ficou provado que aquele sítio pode acolher um café/bar/restaurante daquele género. Nem muito grande, nem muito pequeno, simples e eficaz, bem enquadrado na paisagem. Pelo que se tem visto, as pessoas procuram aquele local e viram-se para o rio. Ainda assim, nem tudo é perfeito na beira-rio. Temos a Avenida Foz do Mondego, com quatro faixas de rodagem. Um parque de estacionamento ao longo do passeio da marina, que acrescenta mais uma faixa de rodagem. Um parque de estacionamento e mais uma faixa de rodagem junto à Casa do Paço. Temos, desde a Câmara Municipal até à Capitania do Porto sempre, no mínimo, três faixas de rodagem entre o rio e os edifícios. Não será muito? Não terá sido esta uma má projecção? Lá está, proporcionou-se uma boa circulação rodoviária, mas houve um deficiente aproveitamento das potencialidades que o local tem para conceder um local pedonal mais alargado, com a possibilidade de existência de mais espaços verdes e até a tal ciclovia que percorresse toda a beira-rio. Há excesso de alcatrão naquela zona, decididamente.

Passo directamente desta última zona para a Praça da Europa. Sou um confesso admirador desta zona, uma vez que vai de encontro àquela minha ideia da existência de um espaço verde de lazer e descontracção junto ao rio. Ainda assim, nem tudo é perfeito. O Relógio de Sol é outro dos ex-líbris da cidade, que pode não ser muito útil, mas traz um encanto diferente e uma mística especial àquele sítio. Ainda assim, como não podia deixar de ser, entre a Praça propriamente dita, e o rio há mais alcatrão, uma ligeira estrada. Penso que a Praça da Europa tinha mais a ganhar se houvesse uma melhor exploração das suas potencialidades. Um pequeno café bem enquadrado e projectado no local seria uma mais-valia, assim como o “Skiqper Bar” foi uma boa aposta. Não considero que esteja a fazer aqui publicidade gratuita, uma vez que é incontornável falar de nomes de locais, neste caso que é único. É preciso trazer mais qualidade de vida aos cidadãos e isso passa por pequenos pormenores, por levar as pessoas a frequentar sítios onde não costumam passar tempo e fazer com que usufruam das suas melhores condições.

Surge, por último, o projecto e sonho mais megalómano e surreal que tenho para a cidade da Figueira da Foz – a deslocalização do Porto Comercial. Presumo que esta infra-estrutura tenha sido desenvolvida naquele local por causa da antiga ponte que fazia a travessia entre a cidade e a parte Norte da Ilha da Morraceira. Essa ponte não permitia que todas as embarcações passassem por baixo de si. O Eng. Edgar Cardoso (famosíssimo engenheiro civil que projectou a ponte da Figueira, que agora tem o seu nome) teve uma grande visão de futuro e planeou a ponte para que todas as embarcações passassem sob ela. Para mim, isto é um convite a que o Porto Comercial seja deslocalizado mais para montante do rio. Tenho a perfeita noção de que é um projecto dispendioso, quase surreal e incomportável, mas já imaginaram como poderia ser a baixa da cidade, junto à Avenida Saraiva de Carvalho? Aí sim, tenho a completa certeza de que a Figueira da Foz se viraria para o rio. Tenho a segura convicção de que a Figueira se viraria para a coisa que está na origem do seu nome – o Rio Mondego, o maior rio inteiramente português e a quem o concelho deve muito. Não é um riacho qualquer que corre por aí em qualquer lugar, mas sim o maior curso de água completamente nacional, que tem na sua foz um dos sítios mais belos do seu percurso, constituindo um magnífico estuário. A deslocalização do Porto Comercial traria uma grande amplidão àquela tão relevante zona da cidade, que só não tem mais destaque porque está afogada pelo cais que, não deixando de ser extremamente importante e influente no desenvolvimento do concelho, tira alguma beleza e potencialidade à baixa citadina. Um extenso espaço verde e de lazer poderia ser desenvolvido, podendo ser instalado um complexo com circuitos de manutenção desportiva, e até mesmo algo mais vasto e temático, com possibilidade de realização de eventos culturais, desportivos e lúdicos. A Figueira da Foz poderia apostar na criação de um centro de ciência viva relacionada com o mar. Uma espécie de Visionarium (Santa Maria da Feira) ou Pavilhão do Conhecimento (Lisboa) ligado aos temas marítimos, como a pesca do bacalhau, a construção naval, a arte xávega, a importância da água, a influência das zonas costeiras no desenvolvimento dos tecidos urbanos, entre outros. A par deste centro poderia ser desenvolvido um centro de investigação marítimo que contribuísse para os conteúdos apresentados no museu. É igualmente necessário atrair mais competições de desportos náuticos, como regatas de vela, motonáutica e tentar instalar na Figueira da Foz um desporto que está, em tudo, relacionado com a Figueira – o triatlo. A Figueira tem um concelho polivalente, como se sabe. Desde o rio, ao mar, à serra, às lagoas… Temos todas as condições para receber quase todos os tipos de desportos e não custa assim tanto promover competições desportivas.

E assim acabo esta minha análise e viagem à beira-mar e beira-rio, desde a Murtinheira até ao Porto Comercial. Qualquer coisa relacionada com este tema poderá ser acrescentada noutro capítulo deste caderno “Figueira – Figueira da Foz”. Espero contar com a vossa participação, seja através de críticas, elogios, ideias, ou qualquer outro tipo de intervenção. Até ao próximo capítulo.


Pedro Fernandes Martins
19 de Setembro de 2009

Newsletter n.º 10

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Sondagens

O jornal "O Figueirense" publica, na sua edição de 18 de Setembro de 2009, um artigo de reportagem relacionado com sondagens e outros tipos de avaliação estatística da intenção de voto do eleitorado que conta com as posições e opiniões de seis candidatos à Câmara Municipal. António Duarte Silva é o único candidato que não vê publicada a sua posição, uma vez que não a comunicou aos responsáveis do semanário até à hora de fecho da edição desta semana.

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Não há período pré-eleitoral sem sondagens. Mas, afinal, para que servem? Que credibilidade têm? Que efeitos - positivos ou negativos - podem ter? E, não menos interessante, o que pensam os sete candidatos à Autarquia figueirense - que até ao momento, que se saiba, não encomendaram qualquer sondagem - sobre este instrumento de aferição do sentido de voto?
Estas e outras questões serão debatidas no próximo ReAcontece (no Casino Figueira, terça-feira, dia 22, pelas 22h00, com entrada livre), onde Carlos Pinto Coelho recebe os politólogos António Costa Pinto e José Adelino Maltez, a consultora de comunicação Helena Branco, o director do Centro de Estudos e Sondagens de Opiniões da Universidade Católica Portuguesa, Pedro Magalhães, e o responsável da empresa de sondagens AXIMAGE, Jorge de Sá. Convidados estão também os sete candidatos à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Segundo a Wikipédia, a palavra sondagem tem a sua raiz etimológica na palavra francesa sondage, que terá surgido no século XIV para expressar o acto de, com recurso a uma sonda, investigar a profundidade da água e a natureza do fundo de um rio ou de um mar. Só no século XIX o romancista francês Honoré de Balzac utilizaria este termo para expressar a ideia de uma pesquisa ou investigação rápida. Hoje, para além do domínio marítimo, a sondagem aplica-se a outras áreas, da geologia à medicina, passando pela estatística - onde se inserem as sondagens políticas. Como metodologia de pesquisa, a sondagem possibilita o conhecimento momentâneo de um universo de elementos, numa perspectiva descritiva e quantificada. A escolha e análise de dados são feitas com base numa amostra de elementos que deverá permitir a extrapolação das interpretações à totalidade do universo que se pretende.


Perversões das sondagens
 

As áreas de aplicação das sondagens estatísticas são muito diversas, tendo especial destaque os estudos das populações humanas, nomeadamente sob a forma de estudos pré-eleitorais ou de opinião pública. É aqui, porém, que se levantam dúvidas sobre a sua fiabilidade: quando são efectuadas, mesmo considerando a margem de erro que é calculada em função da proporção entre a amostra e o universo representado, as sondagens funcionam como uma fotografia instantânea das intenções de voto declaradas pelos inquiridos. Mas o universo representado, bem como o da amostra, inclui uma quantidade indefinida dos chamados indecisos - e estes são os mais susceptíveis de serem influenciáveis pelos resultados da sondagem. Assim, ao interpretarem a sondagem como dando a vitória a um determinado partido, ou atribuindo uma derrota renhida a outro, os indecisos poderão decidir dar o seu voto à força que consideram poderem reforçar ou ajudar a melhorar o resultado. E, assim, em função da importância relativa do número de indecisos nos resultados, altera-se o quadro final - o mesmo que a sondagem pretendia, dentro de uma margem de erro estabelecida, definir.

“Para si, o que valem as sondagens? Que importância real acha que têm?”


“Parece-me óbvio que as sondagens, quando executadas com base técnica isenta, são um importante instrumento de informação para manter ou eventualmente corrigir o modo como se transmite a mensagem junto do eleitor.
A questão é saber quando é que as sondagens merecem credibilidade. E ter essa noção, por muito que seja divulgada a respectiva ficha técnica, não está ao alcance da maior parte das pessoas, ou pura e simplesmente não lhes interessa analisar os termos da sua elaboração.
Importa distinguir o que são simplesmente sondagens meramente quantitativas ou inquéritos qualitativos, este últimos mais utilizados como instrumentos de análise com destino a corrigir orientações na campanha.
A opinião pública retém habitualmente os números, os resultados que chegam ao seu conhecimento, os quais são, as mais das vezes, desde que não se trate de trabalhos divulgados e registados, tratados e manipulados a bel prazer dos interessados, em função da forma como as questões foram colocadas aos inquiridos e das respectivas respostas e, habitualmente, a seu favor.
O que é relevante é aquilo a que alguém chamou a teoria da reflexividade, ou seja, o modo como a divulgação de sondagens durante as campanhas eleitorais influencia o comportamento dos eleitores, introduzindo um efeito subliminar, com eventual consequência no sentido do voto.
Mais: a divulgação de uma sondagem que agrada a um determinado grupo, pode ter o efeito de o motivar e lhe potenciar a acção, ou, ao contrário, deixá-lo adormecido. Terá contudo, um determinado efeito. Não é indiferente.
Sei da existência de uma lei das sondagens, que não domino. Espero que nela seja tratada a matéria de modo a evitar aproveitamentos e (já agora) que seja devidamente fiscalizada a respectiva aplicação.”
Daniel Santos
Candidato pelo Movimento Figueira 100%


"AS SONDAGENS SÃO FEITAS DE FORMA POUCO SÉRIA"

Para Javier Mendez de Vigo, "as sondagens são feitas de forma pouco séria e pouco esclarecedora", não acreditando que possam influenciar o voto dos portugueses. "São sempre motivo de grande curiosidade, mas não passa disso mesmo", salienta. Explicando melhor, o candidato à presidência da Câmara da Figueira da Foz (que concorre pelo Movimento Mérito e Sociedade - MMS) lamenta que algumas sondagens surjam "perfeitamente condicionadas e direccionadas. Ao perguntar-se directamente se vota neste ou naquele partido, esquecendo-se outros, está-se a limitar o resultado. As sondagens, por norma quando são publicitadas, só favorecem quem as manda fazer".
Deixa mesmo um exemplo concreto: "sei de uma sondagem, feita junto ao eleitorado da Figueira da Foz, na qual nem sequer se perguntava da intenção de voto em relação à minha candidatura. Nessa sondagem eu fico com apenas 0,2% dos votos. E isto porque temos eleitores informados e que, apesar de não lhes ser questionado, sabem de outras candidaturas".
Desta forma, defende Javier de Vigo, "especialmente nesta altura as sondagens deveriam ser muito bem explicadas. Deveria ser obrigatório informar quem as faz, quando, de que forma e quais as perguntas que contêm".

AS SONDAGENS JÁ NÃO SÃO O QUE ERAM

Para o candidato pelo Partido Socialista, João Ataíde das Neves, as sondagens não são uma preocupação. O independente admite que a sua candidatura venha a fazer, não uma sondagem, por ser "muito caro", mas uma indicação de voto. Para João Ataíde, estes instrumentos "servem sobretudo para dissipar boatos e confirmar alguns dados", até porque, sublinha, as actuais oscilações de votos, decorrentes de "uma menor fidelização aos partidos", tornam mais incertos os resultados, que têm ainda que ter em conta os cada vez maiores níveis de abstenção. "As sondagens já não são, hoje, tão fiáveis como há uns anos trás", conclui.

SOLIDEZ DEPENDE DO NÚMERO DE INQUIRIDOS

Quando pensa em sondagens, Rui Curado da Silva, o candidato pelo Bloco de Esquerda, não pensa nas que são encomendadas por parte interessada. "São muito susceptíveis a indicações de votos que convêm aos partidos que as encomendam…, nem são bem sondagens", considera. Em relação às outras, o investigador atribui-lhe um valor meramente estatístico, mas compara-as a uma fotografia instantânea, desfocada pela margem de erro. "Há sempre uma componente psicológica no efeito das sondagens, que acabam por ser um elemento perturbador, tanto junto dos eleitores como junto dos candidatos, que têm que ter estofo para lidar com os resultados", afirma.
Rui Silva não duvida, no entanto, da credibilidade das sondagens, considerando-as tão mais sólidas quanto maior for a amostra, ou seja, o número de inquiridos.

“INFLUENCIAM OS INDECISOS”

Para Francisca Geraldes, a candidata pelo CDS-PP, as sondagens “têm um valor relativo”, não tomando “o seu resultado como certo”. A psicóloga admite, porém, que as sondagens “podem influenciar o sentido de voto dos indecisos”.

“SÃO UM ELEMENTO PERTURBADOR”

“As sondagens são um elemento perturbador do bom funcionamento da campanha”, diz Silvina Queiroz, candidata da CDU. “A escolha da zona da amostragem, da hora do contacto, tudo isso tem influência nos resultados”, explica a professora, que prefere esperar pelo “dia das idas às urnas” para apurar o sentimento dos eleitores. Silvina Queiroz acredita que muitas das sondagens tornadas públicas “se destinam mais a fazer sentido de voto, manipulando-o, do que a apurá-lo”.
 

Até à hora do fecho desta edição, o candidato do PSD, Duarte Silva, não nos transmitiu a sua posição sobre este tema.

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

PSD - Duarte Silva e a Saúde no concelho

Publico, de seguida, uma nota de imprensa recebida por e-mail, cujo conteúdo revela algumas acções de campanha realizadas pela candidatura social-democrata aos órgãos autárquicos da Figueira da Foz.
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Duarte Silva mostra preocupação com Saúde do Concelho

Duarte Silva, candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo Partido Social Democrata, dedicou o final da manhã de ontem, 15 de Setembro, à saúde do concelho, visitando o Hospital Distrital da Figueira da Foz, o Centro de Saúde da Figueira da Foz – Buarcos e a Unidade de Saúde Familiar de São Julião.

Duarte Silva e a sua comitiva visitaram o Centro de Dia do Hospital e ouviram de elementos do Conselho de Administração e Direcção Clínica as suas principais preocupações.

Nas palavras de Ferraz e Sousa, director clínico, estamos perante “um hospital que serve actualmente 120 mil pessoas, de referência em cirurgia de obesidade e em fisioterapia, e cujo objectivo actual é garantir cuidados de saúde em áreas base mas inovar nalgumas áreas como a cirurgia de ambulatório”. As dificuldades financeiras, a proximidade geográfica com os dois Hospitais de Coimbra, HUC e Covões, a necessidade de finalizar as obras da nova urgência e uma reforma da valência de consultas externas foram os pontos-chave enumerados ao candidato. Outra preocupação sentida pelos membros da comitiva de Duarte Silva é a possível perda da valência pediátrica com o novo Hospital Pediátrico de Coimbra, tendo esta área registado, em 2008, 22 mil urgências, algo que o candidato considerou assinalável.

Duarte Silva afirmou que, se for eleito, voltará a insistir com a administração central para que a Casa da Mãe seja posse da Câmara. “A ideia é transformar o espaço numa Unidade de Cuidados Continuados, algo essencial na Figueira da Foz”, rematou.

Em visita ao Centro de Saúde de Buarcos, Duarte Silva, acompanhado por Alice Mano Carbonnier, candidata à Junta de Freguesia da localidade, visitou as instalações que empregam mais de 340 pessoas e ficou a conhecer o projecto de Agrupamento dos Centros de Saúde do Baixo Mondego II, no qual o centro se insere. O candidato concordou com a necessidade apresentada pelo centro de alargar os cuidados médicos a outras valências, tal como a psicologia, a nutrição e a terapia da fala.

Na Unidade de São Julião, Duarte Silva elogiou a aposta na inovação, bem patente com a atribuição do prémio de Hospital do Futuro 2008/09, já que foi a primeira unidade de cuidados primários a ter essa honra. José Luís Biscaia, médico do centro, apresentou à comitiva o sistema informático inovador, que possibilita aos cerca de 10 mil utentes aceder um serviço online que lhes permite marcar consultas, consultar o seu processo clínico e pedir receitas médicas e documentos vários.

No início da manhã, o candidato e os vários elementos da sua lista à Câmara visitaram a lota da Figueira da Foz. Na Docapesca, Duarte Silva inteirou-se das obras previstas pela empresa, tais como zonas climatizadas, uma lota específica para embalamento do peixe, automatização de vários processos e uma zona de tanques para lampreia e crustáceos. De seguida, a comitiva visitou a Cofisa, empresa dedicada a conservas de peixe, tendo ficado a conhecer as várias fases do seu processo de produção.

No cais de descarga da lota, a comitiva assistiu à chegada dos pescadores e foi realçada por todos a importância desta, a nível nacional, na pesca da sardinha.

A tarde foi dedicada à visita a IPSS’s e Colectividades da freguesia de Quiaios, na qual Duarte Silva se fez acompanhar por José Augusto, candidato independente à Junta de Freguesia da localidade.

Na Casa do Povo de Quiaios, onde a comitiva visitou o Lar de Idosos e o ATL, Duarte Silva falou da importância da solidariedade com os idosos e deixou um “abraço de fraternidade” aos presentes, ao mesmo tempo que todos partilharam de um momento de alegria com as actuações dos artistas Maria José Valério e Artur Garcia.

A comitiva de Duarte Silva visitou ainda, em Quiaios, o Grupo Instrução e Recreio, a Creche e Jardim de Infância da Casa do Povo, a Sociedade Filarmónica e o Quiaos Club, a Associação Recreio e Mocidade Agrícola da Cova da Serpa [deve ler-se Cova da Serpe], e na Serra da Boa Viagem, o Grupo Recreativo, a Associação Prosserra e o União, Instrução e Recreio. Apesar de conhecer bastante bem todas estas associações, Duarte Silva quis deixar o seu reconhecimento ao papel que desempenham junto das respectivas colectividades.

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

PSD - Visita à Zona Industrial

Transcrevo, seguidamente, uma nota de imprensa do Partido Social Democrata que noticia a visita de uma comitiva do supramencionado movimento político à Zona Industrial da Figueira da Foz, situada na freguesia de S. Pedro.
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Progresso e crescimento marcam história da Zona Industrial na Figueira da foz

Nos últimos anos a Figueira da Foz foi escolhida para a implantação de unidades industriais de grande prestígio e forte componente tecnológica. Duarte Silva, Candidato a esta Câmara Municipal, e profundo conhecedor da realidade destas empresas, deslocou-se ontem em visita à Zona Industrial que as hospeda, para mais uma vez se inteirar das suas aspirações/ambições para o futuro. 

Tendo em consideração as características e dinâmicas das actividades económicas do concelho, o Candidato foi, mais uma vez, manifestar o seu total apoio na consolidação destes e de outros projectos de mais-valia para a Figueira da Foz. Testemunhou que a localização estratégica do Parque Industrial e Empresarial da Figueira da Foz, no centro de Portugal, foi determinante para a decisão de aí implantar muitas destas unidades industriais.

“O Parque está integrado no mais completo nó de distribuição de tráfego da região centro em que as redes marítima, ferroviária e rodoviária estão interligadas entre si”, conforme destacou Pedro Jordão, Administrador da empresa Gyptec Ibérica, uma das muitas empresas visitadas ontem.

Esta é a única empresa nacional de gesso cartonado que escolheu a Figueira da Foz para se fixar por essa “série de condições inegáveis”. A produzir há 6 meses, a Gyptec tem já cerca de 25% da sua produção direccionada para a exportação. Duarte Silva congratulou-se pelo facto da cidade dispor de uma indústria tão inovadora, como esta, em Portugal e que está a contribuir para a diminuição da dependência nacional de importação do gesso. 

O acolhimento e receptividade ao Candidato foi igualmente próximo na Plasfil, uma das 61 unidades do Grupo CIE Automotive. A empresa que desenvolve peças e subconjuntos de plástico para automóveis, e que dispõe também de um Centro Tecnológico, deixou toda a equipa de Duarte Silva agradada pelos números que apresentou: “transforma um total de 300 toneladas, por mês, em 1900 referências distintas, totalizando cerca de 5 milhões de peças produzidas mensalmente”.  Os dados avançados por Gonçalo Tomé, Director Geral, apontaram ainda para o facto de actualmente a maioria da produção desta empresa ser para a exportação. Entre os cerca de 260 colaboradores desta unidade, Duarte Silva encontrou entusiasmo.

No período da manhã de ontem o Candidato visitou ainda a Cliper Cerâmica, que destacou a “preocupação constante de Duarte Silva em seguir a evolução do seu negócio, agradecendo os seus contactos telefónicos durante estes últimos anos”, referenciou o seu Administrador José Carlos.

O Candidato verificou uma empresa de referência no sector dos materiais de construção, tanto no mercado nacional como internacional, satisfazendo-se pelo aumento em cerca de 73% dos postos de trabalho, em dois anos de laboração. Deixou, ainda, garantias de que esta empresa, como todas as outras, pode contar com o apoio do município para o seu crescimento

A administração ressalvou ainda o crescimento sustentado e consolidado da sua empresa, para o qual contribui também a exportação de 50% da sua produção, “acreditando, por isso, nas potencialidades da Figueira da Foz, nomeadamente pelo seu porto marítimo, rede viária e proximidade das matérias primas”.

Da parte da tarde, a visita contemplou ainda a Metalúrgica, empresa figueirense no mercado desde 1984, a Vidrocliclo, projecto que se dedica à reciclagem de vidro e uma das maiores impulsionadoras nacionais da política de redução do impacte financeiro, a Somitel o maior representante nacional de operadoras móveis, a Lupabiológica, empresa 100% nacional e a Sorefoz, uma das maiores centrais de compras de retalhistas e única representante nacional da Tien 21.

Em todas foram, mais uma vez, reforçadas as mais-valias da cidade para a fixação de empresas, destacando-se o porto marítimo como uma “grande âncora na indústria”, como evidenciou Paulo Roque, Administrador da Vidrociclo.

Continuar a captar investimentos de alto valor acrescentado é o objectivo de Duarte Silva e da sua equipa para o futuro próximo. Exemplos disso mesmo são novas empresas com fixação, para muito breve, neste Parque Industrial.

PSD - Apresentação de candidatura a Buarcos

Faço-vos chegar, através deste post, uma nota de imprensa enviada pelo PSD, precisamente a primeira que o referido partido envia ao blogue "Autárquicas Figueira", que relata a apresentação formal da lista social-democrata candidata à Assembleia de Freguesia de Buarcos, encabeçada por Alice Mano Carbonnier.
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PSD apresenta candidatura à Junta de Freguesia de Buarcos

Respeito, trabalho e envolvimento foram definidos como os valores orientadores da candidatura de Alice Mano Carbonnier à Junta de Freguesia de Buarcos pelo Partido Social Democrata, numa apresentação oficial que teve lugar ontem, ao final da tarde, no Largo da Má Língua da vila, e que contou com a presença de dezenas de simpatizantes.

Sob o lema “Abrir uma janela de esperança para Buarcos”, Alice Mano apresentou os membros da sua lista de candidatura, contando com a presença de Duarte Silva, candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo PSD, Lídio Lopes, presidente da Concelhia do PSD e Vítor Pais, candidato à Assembleia Municipal pelo PSD.

A candidata apresentou aos buarcosenses a sua “Carta de Prioridades”, que será distribuída em breve, onde se definem as prioridades para uma gestão “criteriosa, equilibrada e realista” da freguesia. “É meu objectivo assumir compromissos verdadeiros, que possam ser honrados em tempo útil. Estamos dispostos a ouvir as pessoas, que são a nossa prioridade, e colocar a Junta ao serviço de todos vós”, afirmou a candidata. As áreas de actuação foram então apresentadas: apoio aos munícipes, ambiente, segurança e bem-estar, apoio social/saúde, infra-estruturas, trânsito, transportes e novas estruturas, património, educação, cultura e animação e associativismo e desporto.

Convicta de que não poderá fazer tudo sozinha, Alice Mano apelou à ajuda da Câmara Municipal para cumprir as promessas feitas. Dirigindo-se a Duarte Silva, afirmou: “Em troca de disponibilidade e apoio, daremos o que a freguesia tem de melhor: gente mais feliz e uma terra de que o senhor se orgulhe como nós nos orgulhamos”.

Duarte Silva respondeu ao apelo da candidata louvando a sua determinação e trabalho. “Temos sentido algum antagonismo, por parte da oposição socialista, a qualquer projecto que pretenda melhorar Buarcos. É essencial a pressão da Junta sobre a Câmara, e Alice Mano dá-nos essa garantia”. Duarte Silva referiu-se ainda à candidata independente como “100% vira-casacas”, afirmando que há pouco tempo se dispunha a trabalhar com a candidata da qual é actualmente adversária. 

O candidato realçou ainda a importância da freguesia de Buarcos para a cidade: “Buarcos é essencial para a componente balnear e turística da Figueira da Foz. A frente marítima da Figueira descaracterizou-se mas Buarcos, felizmente, não. Este é um valor acrescido, que temos que saber aproveitar.”

Lídio Lopes também usou da palavra para apelar ao voto de confiança em Alice Mano, para que esta possa continuar o trabalho que colocou a Figueira da Foz no caminho certo. Lídio Lopes saudou ainda todas as mulheres que integram as listas do PSD, e agradeceu o seu valioso contributo em todas as frentes. Lançando fortes críticas à oposição, o presidente da concelhia afirmou que a campanha do PSD não é como a oposição socialista, em que se assiste a um “rodar constante de protagonistas”, nem se trata de uma “birra pessoal”, referindo-se ao candidato independente. “Não amuamos, não desaparecemos em combate. Temos um projecto que nos une e somos todos por esta candidatura”, concluiu.

Lídio Lopes finalizou a sua intervenção afirmando não querer “uma aldeia de mar, mas uma cidade do mar, moderna, que se afirme fora de portas, e um trabalho que assegure que todos possam sonhar na sua terra.”

A apresentação contou com momentos musicais interpretados por Maria José Valério e Marisa Cardoso, que receberam das mãos de Alice Mano um quadro com uma pintura alusiva a Buarcos, da autoria da artista Tesha, como forma de agradecimento do seu apoio à campanha.

O evento encerrou com o hino da campanha, interpretado por Puto Silva e Xdyes.

Figueira 100% - Actividades do último fim-de-semana

Divulgo, neste post, uma nota de imprensa enviada por e-mail pelo Movimento "Figueira 100%" onde este projecto independente dá conta das actividades que desenvolveu no passado fim-de-semana.
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100% activo

Este fim-de-semana revelou-se, mais uma vez, extraordinário para o movimento independente Figueira 100%.
Sexta-feira, 11 de Setembro, Daniel Santos, Rosa Batista e Nogueira Santos, acompanhados por uma vasta comitiva, calcorrearam as ruas de Buarcos, em discurso directo com a população local. Sempre bem recebida, a comitiva passou por alguns espaços emblemáticos da vila tendo, como de costume, ouvido as preocupações e as sugestões de comerciantes e dos buarcosenses.
No sábado, Nelson Marques apresentou publicamente a sua equipa 100% pela Borda do Campo e comprometeu-se, perante uma vasta assistência, a trabalhar afincadamente pela freguesia. O PDM, as novas tecnologias, as vias de comunicação, bem como o saneamento, a limpeza da freguesia e o ambiente foram alguns dos problemas apontados pelo cabeça de lista à Junta de Freguesia da Borda do Campo que prometeu "reivindicar e trabalhar por melhorar". "Ainda não temos acesso à banda larga na Borda do Campo, as nossas estradas estão em mau estado de conservação, há ainda localidades que não têm uma das infra-estruturas básicas essenciais à qualidade de vida de todos nós: o saneamento básico. Não podemos continuar assim. Os Borda Campenses merecem mais e melhor e nós vamos lutar por uma Borda do Campo a 100%", afirmou o candidato.
O primeiro presidente da Junta da Borda do Campo, Jorge Coelho, mandatário da candidatura de Nelson Marques, fez um discurso emocionado, "com o coração aos saltos porque estava à espera que um dia surgisse um movimento de cidadãos como este disposto a trabalhar pela nossa terra", afirmou visivelmente comovido. Em jeito de desabafo, o mandatário confessou-se desiludido com "certos políticos que têm denegrido a imagem da política" e com a desertificação da freguesia, por causa de "um PDM que é uma vergonha". Por isso "estou aqui com esta equipa, com estes jovens de verdade e confiança, que vão dar um novo rumo à Borda do Campo".
Nogueira Santos, candidato à presidência da Assembleia Municipal, elogiou o candidato escolhido para a Borda do Campo. "Uma força da natureza que vai fazer por esta freguesia um enorme trabalho", afirmou.
O discurso mais aguardado do final de tarde era naturalmente o do candidato à Câmara Municipal. Afirmando que "os contribuintes da Borda do Campo são iguais aos das outras freguesias" e que por isso "merecem o mesmo tratamento dos outros habitantes do concelho", Daniel Santos colheu sentidos aplausos e garantiu que "connosco é isso que vai acontecer". Referindo-se à "peste" com que a freguesia se tem deparado nos últimos anos, o Plano Director Municipal, o candidato pelo movimento "Figueira 100%" reafirmou a promessa de "na primeira metade do meu mandato vou aprovar a revisão daquele instrumento de gestão territorial". Ao som da canção "100% Borda do Campo", interpretada por Marcílio, Daniel Santos afirmou-se motivado a continuar a "fazer o melhor pela nossa terra", para levar o concelho "ao lugar que merece".
A noite de sábado continuou no Bairro Novo com a Festa 100%. Com a animação a cargo do Rubi e da sua banda, os Arriaga, o movimento Figueira 100% conseguiu, de novo, lotar o picadeiro, a lembrar as quentes noites de Agosto de outros tempos. Jovens e menos jovens dançaram e vibraram ao som do electro-kuduro empolgante dos músicos figueirenses. O tema "Figueira 100%" foi o sucesso da noite. Numa curta intervenção, "para não fazer perder o ritmo", Daniel Santos disse apostar numa "juventude a 100%, responsável e interventiva, que contribua para uma Figueira da Foz de futuro". Rubi, o jovem músico, natural de Buarcos, que compôs, produziu e interpreta o tema "Figueira 100%", afirmou acreditar "na vontade do movimento independente" em dar à Figueira da Foz a vida que ela merece, um concelho "muito rico e activo para além dos períodos de campanha eleitoral".

As festas em honra de Nossa Senhora da Encarnação foram o último destino da comitiva de Daniel Santos numa noite já longa. Mais uma vez, o movimento Figueira 100% não passou despercebido aos milhares de populares que estavam no arraial. A comitiva conviveu com os presentes e Daniel Santos não escapou a um pezinho de dança.

Já no Domingo, o candidato assistiu à procissão em honra de Nossa Senhora da Encarnação, após, pela manhã, ter ouvido as preocupações do líder do movimento cívico SOS Cabedelo. Eurico Gonçalves expôs, in loco, a Daniel Santos a urgência de salvar aquele que é um dos ex-libris da Figueira da Foz. Não sendo contra a obra de prolongamento do molhe norte, Eurico Gonçalves afirma-se "contra os efeitos negativos que aquela obra está a ter na onda do Cabedelo", daí a necessidade de encontrar "soluções que viabilizem simultaneamente uma maior capacidade de exploração do porto comercial e a manutenção das condições ambientais que estão na base da praia do cabedelo e das suas tão conhecidas ondas".

domingo, 13 de Setembro de 2009

Análise - Figueira da Foz

Quando quero falar sobre a Figueira da Foz (seja como cidade, ou como concelho), tenho alguma dificuldade em saber por onde começar. Começo por evocar um passado próspero de que tenho conhecimento não por vivência própria, mas sim através de pesquisa, consulta de arquivos fotográficos, textos e do contacto com pessoas mais velhas? Ou, por sua vez, será mais adequado abordar um presente que vivencio desde que comecei a ter verdadeira consciência do ambiente que me rodeia? Ou será melhor tentar projectar um futuro que viverei e que poderei proporcionar a quem ainda não nasceu? Bem, de qualquer das formas tenho uma convicta certeza: o presente e o futuro dependem fortemente do passado. Ainda assim, depender do passado não implica que tudo tenha que ser regido, orientado e projectado de forma semelhante ao que já foi feito. Concordo que é prazenteiro recordar com saudade o que de bom já passou, mas não sou adepto da defesa acérrima dos tempos pretéritos. Tudo é bom na dose certa e é indiscutível que é preciso ter noção da evolução das coisas e ter a percepção de que excessivos lamentos de já "nada é como dantes" podem inviabilizar a construção do futuro.
Publicarei, nos próximos tempos, vários textos em que farei a minha análise à realidade da Figueira da Foz (sobretudo da cidade) e partilharei a minha opinião sobre a construção do futuro do nosso concelho. Não me assumo como especialista em economia, urbanismo, educação, cultura, ou qualquer outro tema que deve preocupar os cidadãos, mas apresentarei a minha actual opinião sobre os assuntos da cidade e aceitarei, com todo o gosto, opiniões e ideias que se mostrem contrárias aos meu pontos de vista.
Estão, assim, lançadas e anunciadas as publicações cujo conjunto se intitula "Figueira - Figueira da Foz", a forma que encontrei de homenagear Maria Clara, recentemente falecida, e os homens que compuseram o hino não oficial mais famoso da nossa cidade, Nóbrega e Sousa e António Sousa Freitas.
Posto isto, caros leitores, até à primeira edição deste novo projecto do blogue "Autárquicas Figueira".

sábado, 12 de Setembro de 2009

PSD - Apresentação de Candidatos

O PSD apresentou de forma oficial e formal os seus candidatos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e diversas Assembleias de Freguesia do concelho da Figueira da Foz. Este evento ocorreu na noite de ontem, 11 de Setembro de 2009, no pavilhão gimnodesportivo da Escola Infante D. Pedro (Buarcos). Para além dos responsáveis concelhios e candidatos pelo Partido Social Democrata estiveram igualmente presentes Paulo Rangel e Paulo Mota Pinto. Transcrevo, seguidamente, uma notícia que pode ser vista no sítio oficial da candidatura social democrata aos órgãos autárquicos figueirenses.
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Casa cheia na apresentação formal das listas de candidatura

Cerca de mil pessoas marcaram presença, ontem 11 de Setembro, na apresentação formal das listas do Partido Social Democrata à Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia da Figueira da Foz, numa forte manifestação de apoio aos candidatos que acreditam na vitória, no próximo dia 11 de Outubro.

Numa clara demonstração de confiança no candidato do PSD, Eng. Duarte Silva e na sua equipa, o Deputado Europeu Paulo Rangel, uma das figuras políticas presentes, afirmou a necessidade da sua comparência para testemunhar a transformação que o PSD e Duarte Silva imprimiram ao concelho. Reforçou o trabalho de anos e anos de uma figura que considera “ímpar, pelo percurso político nacional que tem, e por ter sido capaz de o interromper para se dedicar à Figueira da Foz.”

Paulo Rangel salientou, ainda, a forte aposta do PSD na reconquista do poder autárquico na Figueira da Foz, cidade que classificou como “de grande referência nacional”, considerando mesmo como uma das prioridades nacionais do partido, “pelos resultados de primeira qualidade que Duarte Silva conseguiu obter nos últimos 8 anos de mandato”.

Lembrou que é necessário um grande carácter para se estar disponível e se dedicar a causas comuns, nomeadamente servir as populações, como é exemplo disso, Duarte Silva.

À chegada, o autarca local e candidato, foi efusivamente saudado pelas várias centenas de apoiantes presentes no local, que fizeram questão de manifestar fortemente o seu apoio ao Líder da Candidatura. Foi, também, a Duarte Silva que coube o encerramento da cerimónia, começando por dizer que a sua candidatura se distingue das demais por “em primeiro lugar colocar as pessoas, assumindo a política como um acto de compromisso, de partilha e de co-responsabilização”.

No seu discurso de apresentação sublinhou as diferenças em relação às demais candidaturas. Ressalvando que, em Democracia, as divergências são legítimas, diferenciou o seu projecto dos que afirmam tomar medidas que já estão em execução há 8 anos, mudando apenas os nomes às coisas, e dos projectos que se aportam apenas em divergências de carácter pessoal.

Duarte Silva defendeu, ainda, a ideia de confiança no futuro e acrescentou que todo o seu empenho disponibilizado no passado continuará no próximo mandato, em prol do projecto de internacionalização da Figueira da Foz. Terminou a sua intervenção garantindo a todos os figueirenses que só a sua Candidatura pode oferecer estabilidade e eficácia de gestão.

Ao som da Marcha do Vapor de Maria Clara, com a imagem das bandeiras bem altas, Duarte Silva retomou à plateia e à multidão que o recebeu calorosamente.

A noite ficou marcada, ainda, pelas intervenções do Professor Doutor Paulo Mota Pinto, figura política que também apoiou o evento por considerar estar a cumprir um dever, na medida em que acredita que o eleito local tem dos actos mais nobres da política e para testemunhar, mais uma vez, a mudança impressa pelo PSD na Figueira da Foz.

Foi sob a voz de Vítor Pais, Candidato à Assembleia Municipal, que todos os elogios à obra feita foram sustentados com exemplos concretos de vectores e projectos estruturantes levados a cabo nos anteriores mandatos. Obras fundamentais como o prolongamento da A17 e do Molhe Norte foram assinaladas pelo papel decisivo que todos consideram que Duarte Silva teve no necessário desbloqueio e aceleração da sua concretização.

Para dar a conhecer os eixos prioritários das suas candidaturas, apresentaram-se, também, nesta noite as Listas pretendentes às Juntas de Freguesia do Concelho. Os vários candidatos figueirenses passaram por este mesmo palco, em defesa do seu projecto local.

Num ambiente de festa e confiança, as cerca de mil pessoas que esgotaram o Pavilhão da Escola EB 2+3 Infante D. Pedro, revisitaram sons e temas dos mais conhecidos da música calma e popular portuguesa, pela voz dos artistas Rita Nascimento, Artur Garcia e Maria José Valério. Em primeira-mão, conheceram ainda o hino de campanha de Duarte Silva, com letra e música de Pedro Silva e Bruno Quaresma, que em jeito de homenagem à cantora Maria Clara, gritaram as estrofes “Marchando pela Figueira, marchando a todo o vapor”, por uma “Figueira Mais”.

Newsletter n.º 09

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

PSD - Entrevista a António Duarte Silva

O jornal semanário "O Figueirense" publica, na sua edição impressa de hoje (11/09/2009), a sétima entrevista a um candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz. Faltava entrevistar António Duarte Silva, presidente da CMFF nos últimos oito anos e recandidato pelo Partido Social Democrata a mais um mandato. Faço-vos chegar, seguidamente, as declarações de Duarte Silva ao referido jornal.
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Duarte Silva: “a lista é da minha responsabilidade”

(Re)candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo PSD

Duarte Silva é o único, dos sete candidatos à autarquia local, que tem que responder aos eleitores não apenas por projectos, mas pela obra feita. Por cada intenção que anuncia para o seu eventual futuro mandato, o actual Presidente da Câmara ouve a mesma pergunta: e por que é que ainda não fez isso?

Nesta entrevista - a última, de uma série de entrevistas individuais aos que se perfilam para liderar a edilidade nos próximos quatro anos - Duarte Silva explica que o terceiro mandato a que concorre não estava nos seus planos: foram as dificuldades criadas pelas administrações nacional e regional, a nível externo; e os obstáculos erguidos pela oposição dos vereadores socialistas - mas também, admite, ou sobretudo, por alguns da sua bancada - a nível local, que o "empurraram" para esta terceira corrida.

Aliás, o autarca assume, nesta entrevista, uma posição que se presta a múltiplas leituras: se pudesse escolher entre eliminar a oposição que teve e a equipa geradora de instabilidades que liderou ao longo mandato que agora finda… Duarte Silva salvava os eleitos pelo PS.

Talvez por isso, a lista com que se apresenta agora a sufrágio reflecte mais as suas preferências, e menos as do partido que o apoia: José Elísio (ex-presidente da Concelhia laranja) e Paulo Pereira Coelho (vice-presidente do PSD nacional) ficam de fora; Lídio Lopes (actual presidente da Concelhia) integra as listas, mas relegado para segundo no elenco que concorre à Assembleia Municipal.

A excepção é Teresa Machado, que Duarte Silva faz subir a segundo lugar, por considerar que a vereadora tem levado a bom porto os pelouros da Acção Social e Educação, que reputa de fundamentais para o futuro. E, não nega, como reconhecimento de uma lealdade que não teve eco nos seus colegas de bancada. Ainda assim, o edil rejeita liminarmente as acusações de falta de liderança, e diz que o que fez foi, isso sim, "um esforço para segurar as pontas".

Com uma campanha pela frente, Duarte Silva está convicto da vitória e é peremptório: candidata-se a presidente da Câmara, não a vereador.

Por que é que se recandidata?

Quando me candidatei a primeira vez, e depois a segunda vez, se as coisas tivessem corrido como eu tinha a expectativa que pudessem correr, eu teria conseguido alcançar os objectivos com que me apresentei a votos nos dois mandatos. Mas como isso não aconteceu, estou a candidatar-me a um terceiro mandato.

Que projectos, desses que ficaram por concretizar, mais o motivam a recandidatar-se?

Há coisas que até agora ainda não consegui desbloquear, e pelas quais pretendo continuar a lutar, como sejam os golfes, que eu considero que são da maior importância. Temos dois projectos, e eu acho que é quase inexplicável todas as dificuldades que nos têm sido criadas quer - e essas são mais difíceis de compreender - por forças locais, quer pela própria Administração Central. É inconcebível que, no projecto para a Lagoa da Vela, o plano de pormenor, que foi aprovado em Junho de 2007, na Assembleia Municipal, ainda hoje não esteja publicado. E não está por questões que a Administração Central tem levantado, apesar de termos todos os pareceres positivos necessários. É a boa demonstração do mau funcionamento da Administração Pública portuguesa. É por isso que é tão necessária uma maior descentralização… tem sido apresentada legislação nesse sentido, mas o facto é que, na prática, as coisas ainda não estão a funcionar.

Ao longo deste mandato, retirou a confiança política e os pelouros a Paulo Pereira Coelho, mais tarde viu serem-lhe retirados alguns poderes. Alguma vez pensou em desistir?
Estou a recandidatar-me, não estou? Não era a minha intenção, quando me candidatei pela segunda vez, mas as próprias circunstâncias da intranquilidade - que não pode ser confundida com falta de capacidade de liderança - assim o ditaram. É curioso que haja acusações de falta de liderança… às vezes parece que as pessoas não se vêem ao espelho. A minha sogra costumava dizer, por graça, que se abrisse uma fábrica de espelhos em Portugal rapidamente ia à falência… é um defeito muito nacional. Não se pode confundir falta de liderança com a persistência que eu tenho tido, e que se não a tivesse nem sequer haveria determinadas obras que estão a ser feitas, seja de quem for a responsabilidade. Porque a Administração Central e a Administração Local têm que funcionar em conjunto, para bem da sua região, do seu concelho e do país. Mais do que interesses partidários, têm que pesar os interesses nacionais. Felizmente encontrei, nalguns sectores deste último Governo, atitudes correctas, de responsáveis governamentais que se preocuparam de facto com o interesse nacional, e não se refugiaram noutros interesses. Também houve sectores em que, infelizmente, não encontrei esse entendimento e receptividade. Mas o que mais me confunde é que, em termos locais, muitas vezes não haja esse entendimento. Quando logo à partida se impede o desenvolvimento, é difícil de governar.

Concorda com todas as opções da Administração da Figueira Grande Turismo (FGT)?


Duma forma geral, sim. Eu sei as críticas que há à FGT, mas acho que têm desenvolvido o trabalho que é possível, e que não é fácil. O Centro de Artes e Espectáculos (CAE) é um equipamento pesado, em termos de encargos, mas a cultura é assim.Se queremos trazer à Figueira da Foz espectáculos do nível dos que têm vindo, há custos grandes a suportar. A ópera, por exemplo... são espectáculos que em nenhuma parte do mundo são sustentáveis sem o apoio público. Há é países onde a participação empresarial tem uma força que, infelizmente não existe no nosso país, à excepção de duas ou três grandes empresas e da Banca. O resto do tecido empresarial não tem capacidade para dar o apoio que seria desejável. E portanto fica tudo em cima dos ombros da administração, seja central ou local. Tudo isso tem pesado na gestão da FGT. Mas é evidente que a nossa intenção, desde o início, é estabelecer parcerias para gerir este equipamento, garantindo sempre a parte do serviço público que entendemos que este equipamento terá sempre que fazer. E se isso até agora não foi viável também é porque há uma potencialidade que este equipamento oferece e que ainda não será devidamente rentabilizada - congressos - se não houver, localmente, um parque hoteleiro de categoria correspondente. Quando isso acontecer acredito que será possível alterar a forma de gestão deste equipamento, tornando-a menos onerosa para a autarquia.

A equipa que escolheu para este mandato, voltava a escolhê-la?

Fazer a História, depois dela feita, é fácil. Antes é que é difícil. A constituição das equipas municipais é muito difícil. E as reuniões de Câmara são quase mini-assembleias municipais, com a oposição a aproveitar para fazer a sua política. Ainda que, sobretudo no primeiro mandato, até tenha havido alguma colaboração por parte da oposição. O que faz sentido, porque há projectos que são de interesse local, goste-se ou não.

A lista com que se apresenta… é a sua lista?

A lista é da minha responsabilidade. Nunca me candidataria dentro do nosso sistema, apesar de ser legítimo, como independente.
Sou defensor que as candidaturas devem ter uma base de sustentação partidária, é assim que foi desenhada a nossa democracia, e quando isso acontece não se pode descurar completamente que existe um acordo partidário. É natural olhar para as pessoas do partido. Às vezes é difícil de gerir, há tempos e tempos, funções e funções. Mas desta vez, embora tivesse mantido alguma atenção a essa vertente de um partido que me apoia, tive aquilo que tinha posto como condição: a liberdade total de escolher a minha equipa. Das outras vezes tive mais a preocupação de dar resposta a algumas solicitações que tive. Desta vez o partido não me colocou solicitações.

Lídio Lopes sai da Câmara, Teresa Machado mantém-se na sua lista. Porquê?

A opção pelo vereador Lídio Lopes, no outro mandato, foi por minha estrita vontade. Da mesma maneira que é por minha vontade que agora não consta da lista, porque me parece que deve haver alguma renovação.
Quanto à vereadora Teresa Machado, mantive-a pela lealdade, sim, mas sobretudo por já ter tido responsabilidades nas áreas da educação, da acção social e da saúde, que são seguramente das nossas maiores preocupações. Entendi que era de realçar e dar maior destaque à pessoa que, na vereação, tem desempenhado, e bem, estas funções.

Porquê a aposta no ainda deputado Miguel Almeida?

É uma pessoa com experiência autárquica e política, e que tem tido um bom desempenho nos lugares por onde tem passado. Está ligado à estrutura do partido, e achei que era a melhor pessoa para estar representada na vereação.

Se pudesse mudar uma de duas coisas - a oposição ou equipa - do anterior mandato, o que escolheria?

Quem causou mais dificuldades? A própria instabilidade da equipa foi o que me causou mais dificuldades. Mas é claro que a oposição também me causou algum desgaste. Principalmente em questões difíceis de entender...

Das críticas que lhe têm feito, nesta pré-campanha, quais são as que mais considera injustas?

Numa campanha todos querem ganhar e por isso dizem o que lhes interessa para defenderem os seus pontos de vista. Agora, há o que dizem com mais e os que dizem com menos credibilidade... Há pessoas que se estão a apresentar e não se sabe quais são as suas capacidades de gestão autárquica. Mas há outras que conhecemos, porque já houve experiências e sabemos o que fizeram e não fizeram. Por outro lado, tirando uma ou outra coisa, não vejo que algo de novo relativamente àquilo que nós apresentamos, que temos vindo a procurar fazer e que queremos continuar a fazer. À excepção de uma pequena situação que realmente acho que é diferente, acho que não há nada de novo.

O facto de surgirem tantas candidaturas, o que lhe sugere?

Tinha a ideia, pela minha própria experiência, de que não é fácil gerir uma autarquia, como não é fácil governar. Estive em pastas difíceis, como Pesca e Agricultura, e sei bem quais são as dificuldades. Não tinha noção de que este seria um lugar tão apetecível... Tenho dificuldade em perceber algumas das outras candidaturas, mas é tudo legítimo, e ainda bem. Embora isto possa ter consequências... Quanto mais divisão houver, mais difícil será gerir a Câmara.

Qual é a sua percepção em relação a esta recandidatura?

Estando convicto de que vou ganhar. Mas devo dizer que, na minha opinião, a lei das autarquias tem que mudar, de forma a permitir uma melhor governabilidade. Respeitando todos os interesses dos munícipes, e as suas concorrentes, a verdade é que para gerir é preciso ter suporte para isso. As divisões internas de que falamos, se houvesse outra lei, seriam ultrapassadas. Não faz sentido o presidente da Câmara constituir uma equipa e depois haver problemas - que há em qualquer lugar - e ficar manietado. Com a actual lei não é possível fazerem-se substituições. Quando há uma incompatibilidade, se o lugar é "cativo" só pode ser substituído se o próprio entender, como aconteceu no meu primeiro mandato: houve desentendimentos mas as pessoas saíram e permitiram que continuasse a haver alguma confiança. Desta forma é difícil, porque se um vereador sai, o presidente tem de o substituir pelo que está a seguir, e esse pode não ser o mais indicado para o cargo. Qualquer membro da lista tem de ter capacidades infinitas e estar apto a tapar qualquer buraco.

Sobre as críticas de desleixo da cidade, o que tem a dizer?

Não concordo. Não corresponde à verdade. É preciso ver o mundo em que estamos. No Verão chegamos a ter equipas a retirar o lixo duas ou três vezes por dia. Que na zona urbana há pisos com necessidade de reparação? É verdade. Mas que os espaços verdes estão votados ao desleixo, não concordo. Não acho que a cidade esteja suja e conheço muitas cidades, dentro e fora do país - há melhores e piores do que a Figueira da Foz. Muito do que motiva as críticas parte da participação dos munícipes. Há-de ir..

E nas freguesias?

No primeiro mandato houve mais investimentos nas freguesias do que em qualquer outra altura. A conjuntura não permitiu, porém, que se mantivesse aquele ritmo, e as pessoas perceberam isso. Mas fizeram-se obras de saneamento, de electrificação, de pavimentação... não era, contudo, possível manter o ritmo anterior. O objectivo é procurar continuar a dar o apoio indispensável ao funcionamento das freguesias, ajustando esse apoio às necessidades. O mesmo se passa com as colectividades, em que terão que ser privilegiadas as que se dedicam às questões sociais.

Aceitará um lugar na oposição, se os votos assim o ditarem?

Essa questão nem se coloca. Estou a candidatar-me, como sempre fiz, a presidente da Câmara.

BE - Tribunal rejeitou novamente as listas

Faço chegar, com relativo atraso, uma notícia publicada no sítio online do jornal "O Figueirense", no dia 04 de Setembro de 2009.
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Bloco de Esquerda: Tribunal voltou a rejeitar listas, Rui Silva fala esta noite

O candidato à autarquia figueirense pelo Bloco de Esquerda, Rui Curado Silva, informou hoje O Figueirense de que o Tribunal já divulgou a sua decisão, tendo mantido a rejeição das listas deste partido às próximas eleições autárquicas. O candidato anunciou que o Bloco de Esquerda vai agora recorrer para o Tribunal Constitucional, considerando esta decisão insólita. «Sabemos que em todo o país houve listas aceites - umas de imediato, outras depois de recurso - sem terem preenchidos todos os lugares suplentes", explicou, acrescentando que há decisões anteriores, do Tribunal Constitucional, que "praticamente afirmam, textualmente, o contrário do que a juíza alega", e que a magistrada não invoca, para fundamentar a decisão, qualquer preceito legal.
Esta noite, às 21h00, na Associação Cultural e Recreativa do Bom Sucesso, Rui Silva promete esclarecer o caso da recusa de lista do BE por parte do Tribunal Judicial da Figueira da Foz, seguindo-se uma sessão pública do Bloco de Esquerda, em que o candidato do BE Figueira irá apresentar as linhas principais do seu programa aos habitantes da freguesia, e ouvir as suas principais preocupações.

In "O Figueirense" - 11/09/2009

A edição impressa de hoje, 11 de Setembro de 2009, do jornal "O Figueirense" apresenta alguns artigos com temas já desenvolvidos neste blogue, pelo que não publicarei os textos do semanário mais antigo da nossa cidade. Destaco, então, os títulos "João Ataíde assume compromisso com Rede de Cidades Saudáveis", "Daniel Santos juntou mais de 700 em comício Figueira 100%" e "100% em ronda pelas freguesias".

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

PS - Fóruns Acreditar de Novo - "Educação e Cultura"

Publico, no presente post, um texto recebido via e-mail que aborda a realização de mais um debate inserido no projecto Fóruns "Acreditar de Novo" (desta feita sobre "Educação e Cultura) que a candidatura do Partido Socialista aos órgãos autárquicos figueirenses tem promovido. Este evento decorreu na Escola Cristina Torres na passada quarta-feira, dia 09 de Setembro de 2009 e contou com a presença dos palestrantes José Manuel Silva e António Pedro Pita.
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A candidatura de João Ataíde realizou, na passada quarta-feira, mais um dos fóruns “Acreditar de Novo”, desta vez dedicado ao tema Ensino e Educação, com a presença de José Manuel Silva, ex-presidente da Escola Superior de Educação de Leiria e ex-Director Regional da Educação de Coimbra e António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do Centro.
Os intervenientes centraram as suas palavras nos temas propostos, associando-os às atribuições e competências das autarquias.
José Manuel Silva teceu o enquadramento das últimas alterações legislativas na gestão das escolas e lamentou que os executivos autárquicos não aproveitem os poderes que têm e a autonomia dos estabelecimentos de ensino para levar por diante verdadeiras políticas educativas. A este propósito referiu que as autarquias, ora concorrem com as escolas “em animação”, ora limitam-se a uma intervenção material, com “arranjos e pinturas”. “Verdadeira política autárquica na educação, não há”, salientou o palestrante, que se serviu de vários exemplos de como as Câmaras poderiam definir princípios de intervenção, como os currículos locais ou uma participação mais interveniente na gestão, oferecendo, como salientou no caso da Figueira que tem uma forte ligação ao mar, o ensino de desportos náuticos.
António Pedro Pita, por seu turno, fez menção às crises económica, ambiental e social para referir que a solução para as ultrapassar se encontra na Cultura, porque é a cultura que “pensa e define” a sociedade de hoje e a do futuro e que estabelece “pontes de diálogo”. “Cabe à cultura dizer que sociedade queremos amanhã e fazer cultura é construir essa sociedade”. Pedro Pita realçou a necessidade de a cultura partir da identidade local, de encontrar aquilo que é genuíno e de se afirmar num espaço de escala, aproveitando ao máximo as ligações, as redes e as parcerias, não só numa lógica de custos mas também de afirmação. O delegado da Cultura citou vários exemplos de como pequenas iniciativas, depois de estabelecidas parcerias conseguiram transformar-se em grandes eventos de cariz regional, com afirmação nacional.
No final e depois de algumas intervenções do público presente, João Ataíde referiu que mais uma vez se apercebia da importância e da necessidade de ouvir os técnicos e aqueles que conhecem o terreno a uma escala maior, salientando que alguns dos princípios deixados pelos palestrantes iriam “certamente passar para o programa da candidatura”, como a nota deixada por Pedro Pita de que a grande dificuldade do movimento associativo é a dificuldade de gerir as organizações e de os dirigentes carecerem de formação administrativa e de gestão cultural.

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Figueira 100% - Actividades de fim-de-semana

Publico, de seguida, um texto recebido por e-mail que dá conta das actividades promovidas pelo Movimento "Figueira 100%" no primeiro fim-de-semana do presente mês de Setembro.
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Depois de uma noite de sexta-feira apoteótica, com um jantar convívio que juntou mais de 700 apoiantes do movimento "Figueira 100%", o fim-de-semana só podia correr da melhor maneira para os candidatos daquele movimento independente. Sábado começou bem cedinho, no mercado de Buarcos, com Rosa Batista e Daniel Santos a conviverem com os buarcosenses e a anotarem sugestões. A equipa "Figueira 100%" continuou o périplo pelas freguesias em São Julião onde contactou com diversos comerciantes e transeuntes.

À tarde a comitiva rumou ao Paião para, com Olga Brás, candidata àquela Junta de Freguesia, inaugurar a sede "100% Paião". Depois de "tempos de pura estagnação, em que pouco ou nada se fez em prol do desenvolvimento do Paião", chegou a altura de dizer "chega de compadrios e de interesses pessoais" e "de exigirmos uma mudança". "Vamos servir uma causa", afirmou Olga Brás acrescentando estar motivada para trabalhar por um melhor e maior desenvolvimento da freguesia do Paião. Daniel Santos, candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz, firmou, mais uma vez, a confiança numa "candidata de força que vai mexer com o Paião a 100%".

No Domingo, foi a vez de Tavarede inaugurar a sua sede de candidatura. Paula Simões, candidata à Junta, apresentou perante centena e meia de apoiantes as motivações que a levaram a avançar para o desafio de "liderar uma das Juntas de Freguesia mais importantes do concelho". Além da Unidade de Saúde Familiar  “porque a saúde é um bem fundamental”, e do parque de lazer a edificar “no terreno anexo à Junta de Freguesia - local onde há alguns anos atrás, alguém enganou os Tavaredenses dizendo que iria ser lá construído um centro escolar”, Paula Simões prometeu também lutar pela aquisição da antiga Casa da Câmara de Tavarede para aí instalar “um Museu de Teatro e uma Biblioteca Pública”. A “revisão do Plano Director Municipal”, a “recuperação e requalificação dos arruamentos” e a revitalização dos espaços desportivos e de lazer existentes são outras das propostas de Paula Simões, para quem Tavarede “não pode ser apenas um dormitório da cidade”. “Vamos defender um maior apoio às 1ª e 3ª idades, através da criação de infra-estruturas públicas, como creche, infantário, e um Centro de Noite para os idosos”, sublinhou. Entre os temas que considerou “essenciais”, sublinhou ainda o aumento da “segurança para a nossa população”, e a colaboração com “todas as colectividades e Instituições da nossa freguesia” para que “se desenvolvam, participem em projectos” e “estejam cada vez mais ao serviço das populações”. ”E podeis estar certos que as entidades competentes terão de nos ouvir, não os vamos largar”, salientou, concluindo que é ambição da sua equipa “colocar Tavarede entre as melhores freguesias do país”.

Daniel Santos exortou os tavaredenses a seguir o “exemplo de participação cívica e cultural de José da Silva Ribeiro”  e referiu que Paula Simões é “um exemplo de trabalho com e para os tavaredenses” pelo que é “a pessoa melhor preparada para liderar” a Junta de Freguesia de Tavarede.

O encerramento do FestAlhadas09 fechou o programa de um fim-de-semana a 100% com chave de ouro. O convívio e a receptividade dos Alhadenses ao movimento "Figueira 100%" demonstrou, uma vez mais, a crescente implantação da candidatura na sociedade figueirense e a premente vontade de mudança.

BE - "Programa em 5 pontos"

Divulgo, seguidamente, o intitulado "O programa do Bloco para a Figueira em 5 pontos". Esta informação pode ser encontrada no sítio oficial do BE Figueira.

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1 - Um concelho mais ecológico e ordenado
É urgente cessar a betonização e a descaracterização do concelho e impedir a construção em área recentemente ardida. Deve ser dada prioridade à recuperação de zonas e de edifícios históricos do concelho. A autenticidade das freguesias costeiras e rurais deve ser restabelecida através da recuperação arquitectónica da habitação e de espaços que testemunham as suas raízes histórico-culturais. As freguesias periféricas deverão ser equipadas das infra-estruturas básicas em falta e servidas por uma rede de transportes de qualidade. Os serviços da linha do Oeste, da ligação a Coimbra e Pampilhosa deverão ser profundamente remodelados de forma servir as populações. Propomos a implementação de redes de percursos pedestres e de pistas para bicicletas abrangendo todo o concelho para promover um turismo descentralizado, de iniciativa local, menos sazonal, ligado à actividade física, à terapêutica e ao repouso, em simbiose com os recursos paisagísticos do concelho.
2 – Democracia participativa: mais transparência
A democracia representativa tem os seus limites. Um projecto que envolva município e empresas geralmente exclui os cidadãos das decisões. O BE propõe que os cidadãos participem no orçamento e na fiscalização de projectos a implementar nos seus bairros e nas suas freguesias, em articulação com um Conselho Consultivo constituído por eleitos das juntas. Este procedimento combaterá a falta de transparência e diminui a probabilidade de ocorrência de práticas fraudulentas.

3 – Emprego e combate à exclusão social
Deve cessar a exploração dos trabalhadores e o incumprimento de obrigações sociais de empresas do sector das pescas e do turismo (o Casino em particular) que têm contribuindo para a decadência destas actividades fulcrais para o concelho. Defendemos o reforço do orçamento, da qualidade e da modernização dos serviços municipais responsáveis pela habitação social e pelo apoio à infância e terceira idade.

4 – Cultura para tod@s
É necessário promover a dinamização cultural e artística em todo o concelho reabilitando centros sociais e culturais, equipando-os de bibliotecas e videotecas com qualidade, apoiando associações culturais, grupos de teatro e projectos artísticos alternativos. Subaproveitado, o CAE deverá ser um espaço aberto aos jovens das escolas do concelho para a sua formação artística e cultural.
 
5 – Um concelho sustentável
O município deverá criar condições favoráveis à instalação de empresas que tirem proveito da especificidade de recursos marinhos e costeiros, e por isso menos sujeitas a deslocalizações. Em articulação com universidades ou institutos, propomos o recurso a financiamentos europeus para a instalação de um pólo tecnológico dedicado à investigação em biologia marinha, oceanografia e ao desenvolvimento de energias alternativas (ondas, marés ou eólicas marítimas). Contribuindo simultaneamente para atrair jovens qualificados e para a sustentabilidade energética do concelho.

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Figueira 100% - Jantar-comício

O Movimento "Figueira 100%" levou a cabo, na noite da passada sexta-feira, 4 de Setembro de 2009, um jantar-comício de apresentação oficial dos seus candidatos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e onze Assembleias de Freguesia. Após a reunião de todos os convidados, foram recebidos, de forma apoteótica, Daniel Santos e Nogueira Santos, candidatos, respectivamente, à Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Figueira da Foz. Após terem cruzado todo o salão, começou a ser servido o jantar, em clima de confraternização. A sobremesa do jantar foi servida ao mesmo tempo que se deu início à apresentação dos candidatos às Assembleias de Freguesia do concelho. À medida que, por ordem alfabética, eram chamados os nomes das freguesias, as respectivas equipas de candidatos perfilavam-se junto ao palco, onde o cabeça-de-lista à respectiva Assembleia de Freguesia dirigia algumas palavras aos presentes. Nas curtas declarações dos candidatos aos ditos órgãos esteve sempre presente um denominador comum - confiança, esperança e a promessa de dedicação máxima por freguesias a "100%".
Após a apresentação deste lote de candidatos, subiu ao palco José Augusto Bernardes, mandatário da candidatura do Movimento. Numa intervenção de cerca de dez minutos, sem recurso às habituais "cábulas", iniciou a sua exposição, referindo que "há três meses, quando esta candidatura apareceu, já se sabia que ela vinha preencher um vazio. Não se sabia, contudo, não se podia saber na altura, que esse vazio era tão grande". Congratulou-se com o facto daquela candidatura independente surgir como alternativa aos dois principais partidos políticos nacionais - PS e PSD. Assim assim, elencou os dois principais tipos de adversários do Movimento "Figueira 100%" - "os adversários naturais, que são os adversários que estão connosco no terreno - as candidaturas adversárias; e outros tipos de adversários, adversários menos visíveis que eu identifico da seguinte forma - o conformismo e a desconfiança". Segundo José Bernardes, o conformismo está mais ligado aos eleitores que votam, por tradição, nos dois principais partidos políticos, mesmo sem terem "argumentos para votar" neles. Já a desconfiança foi rotulada como "uma doença que afecta a democracia portuguesa, cada vez mais. É a desconfiança que graça por aí que afecta os desmobilizados, os indiferentes, aqueles que desconfiam que todos aqueles que têm um gesto cívico, um gesto político (...) têm seguramente algum objectivo, algum interesse em vista". Depois desta explicação, o mandatário de candidatura deixou uma palavra de apreço e reconhecimento aos candidatos do Movimento pelo trabalho que têm desenvolvido no combate ao conformismo e à desconfiança, nomeadamente no contacto que têm estabelecido com os cidadãos do concelho. Por último, transmitiu a importância da "Carta de Princípios" que rege o Movimento "Figueira 100%" e que foi dada a conhecer a todos os convidados do jantar, não se esquecendo de referir que "no dia 11 de Outubro à noite, as outras candidaturas hão-de estar a fazer contas para prestar contas aos estados maiores partidários. A nossa candidatura, na noite do dia 11 de Outubro, há-de estar a fazer contas a pensar naquilo que vai acontecer à Figueira, no futuro".
Seguidamente, foram apresentados os candidatos à Assembleia Municipal, episódio que culminou no discurso do candidato cabeça-de-lista a esse órgão. José Nogueira Santos começou por referir que apenas um movimento independente o faria participar activamente na vida política do concelho da Figueira da Foz, elogiando ainda a forma como o Movimento de que faz parte tem crescido, ao referir que "o que era um pequeno núcleo de figueirenses determinados em remar contra a maré transformou-se numa enorme força politica imparável e incontornável". De seguida, Nogueira Santos destacou a forma pacífica, "cívica" e "elevada" como foram formadas as listas dos candidatos aos diversos órgãos autárquicos, ao contrário do que sucedeu com outras candidaturas, onde "o espectáculo indecoroso do clientelismo e carreirismo partidário voltou de novo a ser exibido a todos os figueirenses." Confiante, o candidato à Assembleia Municipal, garantiu que o Movimento possui os melhores candidatos, com provas dadas a nível pessoal e profissional. Respondeu também aos que acusam esses mesmos candidatos de falta de experiência política, colocando uma série de perguntas retóricas, seguidas de uma conclusão - "O que é a experiência politica? É o carreirismo e o interesse pessoal? É a intriga e a trapaça para conseguir os fins sem olhar aos meios? É colocar o interesse próprio sempre à frente do do colectivo? Então, meus amigos, nós não temos, de facto, experiência política." Seguidamente, prosseguiu a sua intervenção dando especial destaque às virtudes que considera associadas aos seus candidatos e à forma como quer dinamizar a Assembleia Municipal, caso seja eleito como presidente desse órgão. Por fim, focou a sua atenção na forma como as populações têm recebido, de forma positiva, o Movimento nos eventos dinamizados nas freguesias, prometendo que os candidatos independentes ontem apresentados terão sentido de responsabilidade e espírito cívico condizentes com os desafios que serão colocados.
Como forma de encerrar o serão que juntou largas centenas de pessoas, foram apresentados, um por um, os candidatos à vereação da Câmara Municipal da Figueira da Foz, numa lista em que Daniel Santos foi ovacionado efusivamente por todos os seus apoiantes. Coube ao candidato à Câmara Municipal a maior intervenção da noite, que durou cerca de 40 minutos. Contudo, este último discurso não começou sem que antes fosse homenageada Maria Clara, cantora recentemente falecida, e que, através da sua voz, levou a milhares de pessoas a "Canção da Figueira" e a "Marcha do Vapor". De pé, todos os presentes entoaram a melodiosa "Canção da Figueira", acompanhando a gravação de Maria Clara que era passada no sistema de som. Feita esta singela, mas marcante homenagem, foi tempo de os presentes ouvirem as palavras de Daniel Santos.
Na sua exposição, o candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz referiu que os momentos áureos do concelho, que tiveram lugar no passado, devem servir como inspiração para a construção de um futuro mais próspero e criticou aqueles que apenas recordam o passado e lamentam as diferenças entre o tempo presente e o tempo que o tempo se encarregou de deixar para trás - "todos sabemos que não é possível voltar para trás. A Figueira da Foz pode inspirar-se nos momentos bons que teve durante todo esse período para projectar o futuro de que necessitamos, (...) mas os tempos são outros, a forma actual de viver da sociedade é outra completamente diferente. E é essa que temos que encarar." Este apontamento crítico não terminou sem que o candidato referisse que "por ventura haverá alguns problemas que se sentem aqui na Figueira porque há protagonistas que passam muito mais a vida a olhar para trás e com saudades do passado do que a preocuparem-se com aquilo que nos deve preocupar, que é o futuro da Figueira da Foz e dos figueirenses." Daniel Santos prosseguiu a sua intervenção anunciando as causas que desencadearam o processo de fundação do Movimento "Figueira 100%", apontando também que muitos terão duvidado da capacidade de organização e potencialidades desse grupos de cidadãos. Depois de abordar a "Carta de Princípios" que deve orientar a conduta dos apoiantes do movimento, o ex-presidente da CMFF e ex-presidente da Assembleia Municipal, vincou que "não dizemos como outros, que aceitamos cá toda a gente. Não, nós não aceitamos cá toda a gente. Nós aceitamos gente como esta que está aqui hoje, que é gente de boa vontade, que está aqui pela causa da Figueira da Foz." O discurso continuou, havendo lugar a críticas às pessoas que constituem os partidos e que não seguem os estatutos e orientações que deviam ser peças-chave na conduta política. O actual presidente da Câmara Municipal, António Duarte Silva, e a restante equipa de vereação foram alvos das críticas de Daniel Santos, que afirmou que nem o líder nem a equipa desempenharam os seus cargos com sucesso. Na óptica do candidato independente, muitos "assuntos ficaram por resolver", como a limpeza das ruas, a degradação das escolas, os meios que não chegam às freguesias e a revisão do PDM e do PU. Por fim, acusou a recandidatura do PSD de se aproveitar de "obras da administração central" para efectuar campanha eleitoral, numa alusão ao lema "Valeu a pena lutar" que está presente em cartazes junto à Ponte dos Arcos, obras dos molhes da barra e Variante de Tavarede. Seguiu-se a apresentação de algumas medidas concretas que o líder do único movimento independente candidato aos órgãos autárquicos figueirenses defende para o concelho. Para além de uma auditoria à situação financeira da Câmara, "primeira coisa que vamos fazer quando ganharmos a Câmara no dia 11 de Outubro e quando tomarmos posse", houve a promessa da revisão e aprovação do PDM e do PU, que deverão estar concluídas ao fim de 2 anos, sensivelmente a meio do próximo mandato. Também a intervenção mais determinada na isenção e regulação de taxas municipais, nomeadamente o IMI e IMT, são um instrumento que o Movimento pretende utilizar com mais frequência, por forma a combater alguns problemas sociais, mais precisamente ao nível dos mais desfavorecidos. Ficou também lançada a vontade de, em conjunto com a vontade dos figueirenses, reeditar alguns eventos que podem dar a devida projecção ao concelho, tais como o Festival de Cinema, o Festival de Música e os concursos hípicos. Em relação à questão ambiental, Daniel Santos frisou que não está posta de parte "a instalaçao de um parque eólico para fornecimento de energia eléctrica ao concelho, à semelhança do que é feito noutros concelhos, com diminuição dos gastos em energia". A juventude não foi esquecida, mas foi ressalvado pelo candidato que "nós não temos uma fórmula mágica. O que temos é a vontade de, em conjunto com aquelas organizações e entidades que nos podem ajudar a resolver esse problema, (...) como é o caso da ACIFF, tentar resolver essas questões". Para finalizar a sua intervenção, Daniel Santos afirmou a todos os descontentes com a situação actual da política, com as irregularidades cometidas na gestão pública, com o estado actual do concelho da Figueira da Foz e com a má aplicação dos dinheiros públicos - "Contem connosco".
Reportagem exclusiva do blogue "Autárquicas Figueira"

domingo, 6 de Setembro de 2009

Opinião

No decorrer da última semana, recebi um e-mail enviado pelo Maestro João da Silva Cascão. Nessa mensagem estava presente uma frase que me serve de epígrafe ao artigo de opinião desta semana - "finalmente, e se me permite glosar uma frase que era muito usada nos Teoremas da Geometria no Espaço (...) penso que, para que a Democracia se afirme, a existência de Partidos Políticos é CONDIÇÃO NECESSÁRIA MAS NÃO SUFICIENTE". Não podia estar mais de acordo com este simples, mas acertado pensamento. Os partidos, como instituições disponíveis para contribuir para a evolução, desenvolvimento e progresso do país, são organismos que se regem por estatutos, regulamentos e princípios. Como é lógico, uma organização não vale por si só, mas sim pelas pessoas que a integram e lhe dão vida. Um organismo como um partido político deve estar muito acima dos perfis e meios de acção dos seus apoiantes. A essência basilar dos partidos e os seus ideais de liberdade, pluralidade de opinião e pensamento, devem ser o Norte que orienta os militantes na sua conduta cívica. Não podemos criticar, constante e erradamente, os partidos políticos, como instituição. Podemos, isso sim, criticar as pessoas que dão a cara por essas organizações e que não seguem, nem respeitam, os princípios fundamentais estabelecidos há, pelo menos, 35 anos, aquando da fundação oficial e legal de partidos políticos, em Portugal.
Os partidos são, indiscutivelmente, uma condição necessária para o exercício da democracia e cidadania num país como Portugal. Ainda assim, não são, de todo, suficientes. A participação cívica e política de agentes independentes é essencial, nos dias que correm. Quando somos confrontados com um descontentamento generalizado em relação à forma como a política é praticada em Portugal, quando os valores da abstenção são elevadíssimos e quando só é oferecido ao eleitorado "mais do mesmo", não será tempo de reflectir e pensar que algo está mal? Não será necessário reestruturar a legislação no que toca à participação de candidaturas independentes nos órgãos de gestão política do país? Por que razão a Assembleia da República é o único órgão de soberania ao qual não podem concorrer movimentos única e exclusivamente compostos por cidadãos independentes? Então a política é para todos ou é só por alguns? O país é de todos, ou é só daqueles que têm um cartão de militante, ou daqueles que integram partidos, mesmo não sendo militantes? Que país é este em que há centenas de políticos que, diária e assiduamente, violam os princípios das instituições partidárias, revelando uma clara fraqueza de carácter e um assumido desrespeito por aqueles que exercem a política com ética, cidadania e espírito de serviço?
Resumindo, que país é este? Que pessoas são estas? Há que lutar, não ficar indiferente, combater o conformismo e arranjar alternativas válidas àqueles que conduzem o país a um estado de podridão, letargia e falsa democracia.

sábado, 5 de Setembro de 2009

Newsletter n.º 08

PS - Fóruns "Acreditar de Novo" - Saúde

A candidatura socialistas aos órgãos autárquicos figueirenses promoveu, na passada quarta-feira (2 de Setembro de 2009), o segundo debate inserido no projecto "Fóruns Acreditar de Novo". Este espaço de reflexão teve como tema "A Saúde - por uma Cidade Saudável". Faço chegar à vossa atenção um texto recebido por e-mail que aborda este evento.
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João Ataíde assume compromisso com Rede de Cidades Saudáveis

A candidatura de João Ataíde promoveu na passada quarta-feira mais uma edição dos fóruns “Acreditar de Novo”, desta vez subordinado ao tema “A saúde – por uma Cidade Saudável”, tendo sido palestrante o médico José Luís Biscaia.
O orador, também mandatário dos socialistas, desenvolveu o conceito em causa referindo-se à chamada rede de cidades saudáveis, a qual constitui uma das apostas da candidatura. O projecto das “cidades saudáveis”, que inclui 21 cidades portuguesas, constitui um compromisso de criação de um desenvolvimento sustentado e harmonioso para que todos atinjam o máximo do seu potencial o que passa por oferecer uma rede social de apoio e de inter-ajuda. De momento, o projecto está na sua quinta fase, cujos objectivos vão até 2013, traduzindo-se na prossecução de um ambiente físico e social de apoio e suporte ao nível do urbanismo.
Para José Luís Biscaia a Carta Social e a implementação de um Plano de Acção Social são imprescindíveis, permitindo levar a cabo os objectivos da rede. Para tal torna-se necessário integrar e articular competências e atribuições, vulgarizar as práticas saudáveis e criar novos espaços e conceitos de mobilidade urbana. O palestrante referiu que tudo passa por uma nova cultura de exercício do poder político, mais dialogante, mais activo e mais presente, o que, em seu entender, não tem acontecido.
Foi ainda salientado que o conceito de “Cidade Saudável” pode ser vendido turisticamente como actividade sustentada e organizada, procurando parcerias com clubes, agentes turísticos, associações, etc.
Depois de várias intervenções dos presentes, o candidato João Ataíde referiu que a sua candidatura “abraça por inteiro” este projecto e que irá integrar a Figueira da Foz na rede de cidades saudáveis, implementado o que for necessário para atingir os objectivos consignados nos compromissos da declaração de Zagreb. Salientou que constituía um atraso para a Figueira da Foz não estar a aplicar os princípios da Carta de Aalborg e os princípios das declarações de Lisboa e de Hannover, “o que faria da nossa terra uma cidade mais europeia e mais moderna”.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Figueira 100% - Daniel Santos em entrevista

O jornal "O Figueirense" publica, na sua edição de 4 de Setembro de 2009, uma entrevista ao candidato independente à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo Movimento "Figueira 100%", Daniel Santos. Através das suas respostas às questões do jornalista Jorge Lemos, poderão tomar conhecimento de alguns pontos de vista, opiniões, projectos e ideias do único cabeça-de-lista à Câmara Municipal que concorre por um movimento independente.
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“Duarte Silva tem demonstrado total incapacidade de liderança”

DANIEL SANTOS, UM INDEPENDENTE COM EXPERIÊNCIA AUTÁRQUICA

Daniel Santos foi vereador e vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, no mandato liderado por Pedro Santana Lopes. Mais tarde, foi presidente da Assembleia Municipal. À época, Duarte Silva era o presidente da Câmara.

Descontente com a gestão autárquica, Daniel Santos decidiu avançar para uma candidatura independente. Nogueira Santos é o candidato à Assembleia Municipal e Augusto Bernardes o mandatário do "Movimento Figueira 100%".

Nesta entrevista Daniel Santos diz que a que a principal crítica que endereça ao actual executivo "é a de que a falta de coesão dos seus membros é a maior responsável pela incapacidade na prossecução das políticas que se propôs, e esse facto conduziu a estagnação nas diversas áreas da governação municipal".

Quanto a Duarte Silva, Daniel Santos critica a "total incapacidade de liderança" e "absoluta ausência de coordenação política".
Se for eleito presidente da Câmara, irá solicitar uma auditoria externa à gestão camarária e às suas contas.


MESES ANTES DE AVANÇAR COM UMA CANDIDATURA À CÂMARA, NESTE MESMO JORNAL O CIDADÃO DANIEL SANTOS LANÇAVA ALERTAS SOBRE A POLÍTICA DE URBANISMO PRATICADA NESTE MUNICÍPIO.
O SENHOR FOI VEREADOR NESTA CÂMARA E PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL. A "VOX POPULIS" NÃO ENTENDE COMO PODE CRITICAR UMA POLÍTICA DA QUAL TAMBÉM TEM RESPONSABILIDADES. OU NÃO?
Fui vereador no mandato 1998-2001 e presidente da Assembleia Municipal entre 2002 e 2004.
Não desempenhei quaisquer funções, nem na actual Câmara nem na actual Assembleia Municipal, pelo que, como é óbvio, não pode ser afirmado que tive a mínima responsabilidade na actual gestão. Só pode associar-me com as actuais políticas quem desconheça esta realidade.
Deve registar-se que a principal crítica que faço ao actual executivo é a de que a falta de coesão dos seus membros é a maior responsável pela incapacidade na prossecução das políticas que se propôs e esse facto conduziu a estagnação nas diversas áreas da governação municipal.
Não pode esquecer-se que me candidato como alternativa de liderança ao actual presidente de Câmara, pelo que a principal crítica que deve fazer-se é não ao executivo mas sim ao seu líder, quer pela falta de liderança que evidenciou ao longo de todo o seu mandato - falta de liderança essa que permitiu a desagregação do executivo e consequentemente a sua total desarticulação - como também pela total ausência de um fio condutor, que se quer coerente, na actuação do presidente de Câmara ao longo do seu mandato, e que era indispensável ao desenvolvimento do concelho.
NO SEU MANDATO, TAMBÉM COMO VICE-PRESIDENTE DESTA AUTARQUIA, TEVE MOMENTOS EM QUE FOI "OBRIGADO" A VOTAR ALGO CONTRA O SEU ENTENDIMENTO PESSOAL E NÃO POLÍTICO?
O meu entendimento sobre esta matéria é o de que o desempenho de um autarca deve ter sempre em vista o interesse público, independentemente da vontade do grupo a que se pertence.
Nem sempre votei com a maioria de que fiz parte, até porque entendo que há dois limites inultrapassáveis para uma qualquer cedência. Esses limites são a defesa do interesse público, que se sobrepõe ao de grupo e outro, que para mim é igualmente prioritário, o da minha consciência. Nunca votei contra a minha consciência.

INDO AO PORMENOR, CONCORDA COM O PROJECTO DA UNIDADE HOTELEIRA DA PONTE DO GALANTE? SE A DECISÃO FOSSE UNICAMENTE SUA, IRIA CONSTRUÍ-LO?
Era presidente da Assembleia Municipal quando o Plano de Pormenor do Vale do Galante foi submetido à apreciação daquele órgão. A minha posição foi a de não votar favoravelmente, tendo-me abstido na votação. Fui, aliás, o único membro do grupo parlamentar que representava, a fazê-lo. Todos os outros votaram a favor.
Na minha opinião a Ponte do Galante é um local privilegiado para a construção de uma unidade hoteleira de referência, equipamento de que a Figueira carece.
Tal não significa, porém, que a unidade hoteleira (que deveria ser um hotel e não um aparthotel) tivesse que se ver envolvida por uma tão grande densidade de habitação, o que aliás conduziu a um agravamento da violação da estrutura ecológica urbana e à desfuncionalidade urbanística, para além de se constituir como uma mancha inestética desajustada às características do local.
Teria defendido a elaboração de um Plano de Pormenor ou uma alteração do Plano de Urbanização que conduzisse à edificação de um hotel com cércea superior àquela que se encontrava prevista e que era de apenas quatro pisos, envolvido por espaços livres, para o que poderia ter bastado aplicar o índice urbanístico pré-existente.

O OÁSIS, TAMBÉM NA PONTE DO GALANTE, COMO POPULARMENTE SE DIZ, NÃO ATA NEM DESATA. QUAL A SOLUÇÃO POR SI DEFENDIDA?
O oásis está lá. Goste-se ou não, é uma realidade. Nestes termos, há que tratá-lo e valorizá-lo, criando as condições para que o respectivo concessionário possa ser parte nesse processo de valorização.
O que não pode acontecer é ficar votado ao abandono, como tem acontecido ultimamente, com evidente prejuízo da paisagem, do ambiente e até da saúde pública.

ESTAMOS A FALAR DE UMA VERTENTE DO TURISMO. PELOS RESULTADOS E ACTIVIDADE DEMONSTRADOS, DEFENDE A EXTINÇÃO OU REMODELAÇÃO DA EMPRESA MUNICIPAL FIGUEIRA GRANDE TURISMO?
Por princípio, não sou contra as empresas públicas municipais, desde que, analisada a relação custo-benefício se infira da sua viabilidade, tendo em vista o interesse público.
O Turismo constitui um importante sector de actividade económica do concelho e, à Câmara Municipal, em íntima relação com os agentes privados, compete encontrar as melhores soluções para a promoção da Figueira da Foz.
O que defendo depende daquela análise, não descartando qualquer possibilidade, o que pode passar pela remodelação ou pela extinção da Figueira Grande Turismo, desde que se conclua que o interesse público e o dos operadores nesta área fiquem melhor garantidos.

O CENTRO DE ARTES E ESPECTÁCULOS, NESTE CENÁRIO, DEVE PERMANECER SOB A SUPERVISÃO DA FGT OU ENTREGUE À TUTELA DA CULTURA?
O Centro de Artes e Espectáculos é um equipamento importante para a Figueira da Foz que é actualmente gerido pela FGT. É sobretudo um equipamento regional na medida em que uma grande parte dos seus frequentadores é oriunda de concelhos limítrofes e até de fora do distrito e que compensa carências de outros municípios.
Tal como outros equipamentos existentes em outros concelhos e que servem também a Figueira da Foz.
Nestes termos, a sua gestão deverá equacionar-se numa perspectiva de interesse regional e não apenas municipal, pelo que deverá procurar-se um modelo que leve em conta esta realidade.
Naturalmente que, nesta perspectiva, qualquer solução terá considerar um diálogo de âmbito regional, o qual deverá procurar-se rapidamente.

AS OUTRAS EMPRESAS MUNICIPAIS DEVEM CONTINUAR A EXISTIR?
Às restantes empresas municipais aplicar-se-á o mesmo princípio que enunciei para a Figueira Grande Turismo.
As empresas e os serviços municipais não se destinam a fornecer receitas por lucros ao erário municipal mas tão só a prestar um serviço público.
Os seus resultados não se medem em euros mas sim na quantidade e qualidade do serviço público prestado com o menor custo possível. Essa análise será efectuada de imediato e as consequentes decisões serão tomadas rapidamente.

EM RELAÇÃO A OUTROS CANDIDATOS (À EXCEPÇÃO DE DUARTE SILVA), TEM A VANTAGEM DE CONHECER OS BASTIDORES DA GESTÃO CAMARÁRIA.
CASO SEJA ELEITO PRESIDENTE, COMO IRÁ PROCEDER AO SANEAMENTO FINANCEIRO DESTA CÂMARA MUNICIPAL?
É verdade que o facto de ter sido anteriormente vereador e Presidente da Assembleia Municipal confere-me a vantagem de conhecer os bastidores da gestão camarária, com a ressalva que tais bastidores divergem dos que encontrei quando assumi as descritas funções, vantagem que me dá a aptidão para e logo que tome posse diagnosticar os problemas existentes e para eles encontrar vias de solução.
Vantagem, porém, que não prescinde de, e também de imediato, determinar auditoria externa à gestão camarária e suas contas, por forma a aferir e determinar, com exactidão, a extensão da gravidade da situação financeira da Câmara Municipal da Figueira da Foz e formas de a minorar.
É minha convicção que, após a necessária auditoria, o saneamento financeiro terá que passar pela renegociação do passivo municipal e por uma racionalização dos meios de gestão.
A Câmara Municipal possui um corpo de funcionários de qualidade que, devidamente organizados e racionalizado o seu desempenho, poderão evitar custos desnecessários com outsourcing.
Só é possível sanear as finanças da Câmara pelo aumento de receitas e/ou pela diminuição das despesas. Como, nos tempos que correm, é difícil aumentar as primeiras, teremos que nos debruçar afincadamente sobre as segundas.

PARA SI E PARA A EQUIPA QUE O ACOMPANHA, QUAIS SÃO AS PRIORIDADES?
A primeira das prioridades é exactamente o saneamento financeiro. Mas também na protecção social adveniente da fase de recessão económica que se atravessa e na reorganização dos procedimentos administrativos com vista a uma rápida resposta aos interesses mais imediatos dos cidadãos.
A higiene e salubridade urbanas, a descentralização e consequente valorização das freguesias, o reordenamento do trânsito, bem como a reabilitação urbana, a revisão dos actuais e elaboração de novos instrumentos de gestão territorial, como o PDM e os Planos de Urbanização, a criação de incentivos à fixação de novas actividades económicas, o enquadramento das condições escolares e culturais do concelho, e o recurso aos fundos comunitários disponíveis são alguns dos pilares fundamentais em que vamos intervir.
O programa da "Figueira 100%" centra-se, em suma, na criação das condições para que a Figueira da Foz venha a assumir-se como um concelho de referência e os seus cidadãos possam encarar o presente como um meio de preparar o futuro. Construir uma Figueira a 100% é a nossa meta.

QUE BALANÇO FAZ DA GESTÃO PROTAGONIZADA POR DUARTE SILVA?
Infelizmente não posso dar-lhe nota positiva, tendo sido determinante para a sua prestação negativa, com prejuízo evidente para o concelho da Figueira da Foz, a sua total incapacidade de liderança e absoluta ausência de coordenação política para a prossecução de projectos que conduzam a Figueira na senda do progresso, bem-estar e qualidade de vida de todos nós figueirenses.
É igualmente contributo significativo para esta avaliação negativa a circunstância da falta de liderança do actual presidente de Câmara não ter permitido a formação duma equipe coesa e competente.
Não é possível gerir bem com uma tal falta de coesão, tendo tido que assumir praticamente todos os sectores da governação municipal.
Após oito anos de governação, com maioria no executivo o resultado está à vista: o passivo aumentou exponencialmente, o PDM e o PU ficaram por rever, as freguesias estão entregues a si próprias, a limpeza urbana é deficiente, os agentes económicos estão insatisfeitos, o concelho não fixa habitantes, a deterioração do equipamento escolar e desportivo é uma infeliz realidade…

POLITICAMENTE, DIZ-SE QUE A SUA CANDIDATURA É UMA ALTERNATIVA SOCIAL-DEMOCRATA AO ELENCO LIDERADO, UMA VEZ MAIS, POR DUARTE SILVA. PREOCUPA-SE QUE HAJA QUEM ASSIM PENSE?
Não é verdade. A minha candidatura é transversal do ponto de vista ideológico. Tenho na minha candidatura apoiantes e candidatos de todos os quadrantes políticos.
A Carta de Princípios que serve de base à minha candidatura refere que o Movimento Figueira 100% se assume como uma forma alternativa de participação cívica que visa liderar e construir uma solução de governo municipal, política e financeiramente sustentável, de forma a transformar o concelho da Figueira da Foz num dos concelhos com melhor qualidade do país.
Prevê e estimula a liberdade individual de pensamento e decisão dos seus eleitos em todos os assuntos ausentes da sua Base Programática, nomeadamente em assuntos de política geral.
O presidente da Câmara e os vereadores são, antes de mais, administradores do concelho, e a sua acção deve pautar-se pela defesa dos interesses dos cidadãos, independentemente das suas opções ideológicas.

A "MAIORIA" NA GESTÃO CAMARÁRIA É DESEJÁVEL?
Estou convicto que a estabilidade e a coesão são valores fundamentais da governação municipal.
Sou dos que defende que a legislação eleitoral deveria adjudicar a governação à candidatura mais votada.
Se, porém, como deveria acontecer, todos os eleitos estiverem unidos na defesa do interesse dos cidadãos, em lugar de se digladiarem em tricas originadas por interesses de grupo, a governação é possível, mesmo sem maioria.
Se vencer as eleições, como espero, pugnarei por uma gestão participada da qual não serão excluídos os eleitos pelas listas ditas de "oposição". Conto com todos os que estiverem com este espírito.

OLHANDO PARA A SUA CANDIDATURA, ALGUNS NÃO ACREDITARAM QUE ELA FOSSE MESMO PARA AVANÇAR. MAS AS ASSINATURAS FORAM RECOLHIDAS E OS APOIOS CHEGAM DE DIFERENTES SECTORES DA SOCIEDADE.
SENDO ESTA UMA CANDIDATURA INDEPENDENTE, O SENHOR E OS SEUS APOIANTES TÊM SENTIDO PRESSÕES PARA A ABANDONAR EM DETRIMENTO DE UMA OUTRA?
O Movimento nasceu há pouco mais de dois meses e fez neste período mais do que alguém poderia esperar: encontrou facilmente, entre os melhores cidadãos, os candidatos à Câmara e à Assembleia Municipais e a onze freguesias, viu engrossar espontaneamente a sua base de apoio e recolheu facilmente muito mais proponentes do que os que necessitava, sem necessidade de proceder a acções específicas de recolha de assinaturas. Foi um processo expansivo, natural.
Cada dia que passa, cada evento que ocorre, indica-nos que o Movimento vai crescendo mais e mais e dá-nos a certeza de que os nossos objectivos serão atingidos.
As lamentáveis pressões de que foram alvo alguns dos nossos candidatos apenas tiveram o condão de fortalecer o Movimento, pois ele gerou-se e emergiu espontaneamente da sociedade, também por oposição a determinado tipo de comportamentos e interesses de grupo.

O CIDADÃO DANIEL SANTOS É SOCIAL-DEMOCRATA POR CONVICÇÃO. DEIXOU DE TER UMA PRESENÇA ACTIVA NA POLÍTICA LOCAL POR DISCORDAR DA ACTUAÇÃO E LIDERANÇA DO ACTUAL PRESIDENTE, LÍDIO LOPES.
COMO ENCARA AS CISÕES TORNADAS PÚBLICAS NO SEIO DA MAIORIA SOCIAL-DEMOCRATA? TÊM PREJUDICADO A GESTÃO OU NÃO PASSAM DE QUESTÕES APENAS POLITICAMENTE EXPLORADAS?
Sou social-democrata no sentido ideológico. Há-os em vários partidos e há os que o são sem nunca terem estado ligados a qualquer partido. Respeito a diferença de opiniões em relação à intervenção do Estado.
Não é verdade que tenha abandonado o PSD por discordar da liderança de Lídio Lopes. Aliás, ele ainda não era oficialmente o líder. Fi-lo pela convicção que a actuação do partido na fase eleitoral interna se comportou muito mal e prejudicou a Figueira da Foz. E, para mim, já o disse, e repito-o, a Figueira está acima de qualquer partido.
Sinto-me muito confortável nesta posição.
NO SEM ENTENDIMENTO, QUAL É O PAPEL DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL NO DESENVOLVIMENTO CONCELHIO?
Agradou-me muito desempenhar a função de presidente da Assembleia Municipal
Procurei, insistentemente, inteirar-me dos problemas do concelho e contribuir para a sua solução, deles dando nota ao presidente da Câmara, pois é ele que detém o poder executivo.
Tive a oportunidade de mediar o diálogo e o confronto das diferentes visões sobre a Figueira da Foz e de contribuir para o verdadeiro exercício da democracia.
Sei que o candidato do Movimento Figueira 100%, Nogueira Santos, partilha comigo um estilo participativo de funcionamento da Assembleia Municipal e que este órgão, apesar de ainda não lhe serem actualmente adjudicados os poderes a que, no meu entender, tem direito, poderá assim servir melhor os interesses da Figueira da Foz.

QUAL SERIA O RESULTADO IDEAL PARA SI, NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS?
Claro que o meu desejo é vencer as eleições e estou convencido que o Movimento Figueira 100% tem todas as condições para o alcançar.
Esse seria naturalmente o resultado ideal já que estamos convencidos o que será o que melhor defende os interesses da Figueira da Foz.

BE - As listas e o Tribunal

Conforme já publiquei no "Autárquicas Figueira", o Tribunal chumbou as listas do Bloco de Esquerda aos órgãos autárquicos figueirenses. O jornal "O Figueirense" divulga, hoje (04/09/2009), um artigo relativo a este tema, que abaixo transcrevo.
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Bloco de Esquerda: listas aguardam decisão do tribunal

O Tribunal da Figueira da Foz recusou no final da semana passada as candidaturas do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara e Assembleia Municipal, por alegadamente apresentarem um número de candidatos suplentes inferior ao exigido por lei, refere o despacho judicial.
"A candidatura do BE não apresenta uma lista que satisfaça o número mínimo de candidatos suplentes. Assim não se admite a candidatura do BE à Câmara Municipal", lê-se no despacho manuscrito do juiz.
Em causa terá estado a falta da declaração de aceitação e certidão de eleitor de João Paulo Tomé, suplente na referida lista e que encabeça a candidatura à Assembleia Municipal.
Ouvido pela Lusa, João Paulo Tomé contestou a decisão judicial, mencionando um acórdão do Tribunal Constitucional (TC), datado de 2005, que, alegadamente, "não obriga a que as listas, para serem aceites, apresentem todos os suplentes desde que apresentem todos os efectivos", afirmou.
A lista do BE é liderada pelo investigador universitário na área da Astrofísica, Rui Silva, 38 anos, o mais jovem dos sete candidatos camarários. Pela mesma razão - falta de candidatos suplentes - o tribunal chumbou as listas do BE à Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Buarcos, mas o partido já recorreu das decisões judiciais, disse, por seu turno, Bruno Gonçalves, mandatário da candidatura autárquica. No período reservado à supressão de eventuais irregularidades, após a entrega das listas, o BE mencionou o referido acórdão do TC e voltou a fazê-lo, segunda-feira, quando entregou em tribunal o recurso da decisão. "Se o juiz voltar a não atender as nossas pretensões, vamos recorrer para o Tribunal Constitucional", anunciou Bruno Gonçalves. No despacho em que recusa a candidatura camarária do Bloco de Esquerda, o juiz considera ainda "sanadas" as irregularidades que pendiam sobre as candidaturas do PSD - definido, por lapso, como PSP/PPD - CDU, PS e movimento independente Figueira 100 por Cento. A candidatura do CDS/PP, a outra que estava em risco de poder concorrer às eleições autárquicas por omitir "totalmente" a indicação dos candidatos suplentes, conseguiu suprimir as irregularidades apontadas pelo tribunal e foi admitida.
Já a lista do Movimento Mérito e Sociedade (MMS) foi a única das sete candidaturas à Câmara da Figueira da Foz que não apresentou qualquer irregularidade processual.

Decisão esperada hoje
Contactado pelo jornal O Figueirense, Rui Silva, desvalorizou as consequências do sucedido - por não dúvidas de que listas serão aceites, "à semelhança do que aconteceu no resto do país" - mas não os acontecimentos. "Chegaram a exigir, no Tribunal da Figueira, fotocópias dos bilhetes de identidade dos candidatos, mas só depois das listas do PS terem entregue esses documentos, que não fazem parte dos requisitos e que nenhuma outra lista entregou", explicou o candidato à autarquia por este partido de Esquerda. "Acho que não tenho que explicar a ninguém quais as relações entre a candidatura do PS e o tribunal", ironizou Rui Silva, convicto de que "a única decisão possível", e que deverá ser anunciada hoje, "será a aceitação das listas do Bloco de Esquerda". Rui Silva lamenta ainda a publicidade dada a uma alegada irregularidade processual, o que acredita só ter acontecido "porque alguém, com acesso à informação no tribunal, contactou a TVI". O candidato do BE à autarquia local prometeu, para breve, uma conferência de imprensa "para denunciar tudo o que se passou". O BE informa que a sede figueirense foi já reactivada, na Rua do Mato, n.º 11, 2.º andar, na Figueira da Foz.

CDU - Alqueidão

O jornal "O Figueirense", na edição de 4 de Setembro de 2009, divulga um artigo relacionado com a apresentação dos candidatos da CDU à Assembleia de Freguesia do Alqueidão. Abaixo transcrevo a notícia indicada.
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CDU quer "melhorar qualidade de vida" no Alqueidão

O candidato da CDU à presidência da Junta de Freguesia de Alqueidão, José Henriques Caeiro quer "melhorar a qualidade de vida" naquela freguesia. A garantia foi dada durante a apresentação dos candidatos da CDU, "uma equipa de trabalho que se propõe intervir na defesa colectiva dos interesses e aspirações da população", disse José Caeiro.
O candidato à presidência da Junta de Freguesia do Alqueidão sublinhou que a CDU assumirá "todas as responsabilidades que lhes forem confiadas pela expressão dos resultados eleitorais do próximo dia 11 de Outubro", defendendo um programa "que identifica as necessidades sentidas e vividas pela população, apontando caminhos para a sua satisfação".
Sobre os candidatos da CDU ao Alqueidão, José Caeiro referiu serem todos "cidadãos com provas dadas de dedicação à nossa Freguesia, não só pela participação social nas instituições culturais, como também nos eventos e festividades ao longo dos últimos anos", garantindo o conhecimento dos problemas e as necessidades da Freguesia e a existência de propostas para os resolver. "A esmagadora maioria dos membros da nossa lista, não possui filiação partidária", sublinhou, acrescentando que os independentes que concorrem pela CDU o fazem por acreditarem "nos princípios de honestidade, competência e trabalho, que norteiam a intervenção de todos os que compõem as candidaturas desta força política no Concelho da Figueira da Foz".
José Caeiro apelou aos seus concidadãos para que "deixem de vez o preconceito e votem na CDU", já que, sustentou, "para as eleições na Freguesia, importam as pessoas, com quem convivemos todos os dias e em quem confiamos para tratar dos destinos da nossa terra".

Figueira 100% - Actividades em Buarcos

O movimento independente "Figueira 100%" esteve em Buarcos, vila onde inaugurou a sua sede de campanha e apresentou publicamente os candidatos à Assembleia de Freguesia local. O jornal "O Figueirense" noticia estes acontecimentos na sua edição de hoje, 4 de Setembro de 2009.
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Rosa Batista "A favor das gentes e do desenvolvimento de Buarcos"

Movimento independente "Figueira 100%"

O movimento independente "Figueira 100%", liderado por Daniel Santos, inaugurou, dia 29 de Agosto, a sede de candidatura de Buarcos, situada junto ao jardim Dr. Fernando Traqueia.
Na ocasião, que juntou centenas de apoiantes e que contou com a animação do Rancho dos Pauliteiros da Serra da Boa Viagem e da Bateria da Escola de Samba "Unidos do Mato Grosso", foram ainda apresentados os candidatos a Buarcos pelo movimento "Figueira 100%".
Rosa Batista, candidata à Junta de Freguesia de Buarcos pelo movimento independente, assumiu este desafio por acreditar que a freguesia "pode, deve e merece mudar o rumo", referiu.
"A favor das gentes e do desenvolvimento de Buarcos", Rosa Batista destacou que esta candidatura pretende "governar os destinos da freguesia e dos Buarcosenses com isenção, frontalidade e transparência", apoiada por uma "equipa forte, coesa, empenhada e representativa".
Daniel Santos, candidato independente à Câmara Municipal da Figueira da Foz, frisou nesta inauguração que este espaço "será uma sede de trabalho" em prol de "uma melhor qualidade de vida" para a freguesia de Buarcos.
"É por querermos um Buarcos a 100% e um concelho a 100% que escolhemos pessoas profundamente conhecedoras das suas freguesias e que vão certamente conduzir as suas terras a um bom rumo", realçou, sublinhado ainda que "os melhores estão aqui e estão dispostos a trabalhar, a lutar e a acreditar por um valor comum: a Figueira da Foz e os Figueirenses".

PS - Espectáculo-comício na Vila de Buarcos

Conforme noticiado anteriormente neste blogue, o PS Figueira promoveu um espectáculo-comício na Vila de Buarcos, no passado domingo, dia 30 de Agosto. O jornal "O Figueirense" dá conta desta actividade na sua edição de hoje, 4 de Setembro de 2009. Os interessados poderão aceder a esse texto no sítio oficial do referido semanário.

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

In "A Voz da Figueira" - 2 de Setembro de 2009

O jornal "A Voz da Figueira", na edição impressa de 2 de Setembro de 2009, apresenta alguns curtos artigos noticiosos relacionados com as eleições autárquicas no nosso concelho.
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Duarte Silva participou em sardinhada em Buarcos

Duarte Silva, acompanhado pela candidata à junta, Alice Mano, e vários apoiantes, marcou presença na Junta de Freguesia de Barcos, para um almoço convívio (sardinhada), que tem vindo a ser levado a cabo, todos os sábados, para a angariação de fundos com destino a obras do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação. Depois do almoço, Duarte Silva agredeceu a todos as diversas manifestações de apoio à sua candidatura.
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Apresentação da lista da CDU no Alqueidão

A CDU apresentou os candidatos à junta de freguesia do Alqueidão, no passado sábado, verificando-se uma clara aposta na juventude. A lista é liderada por José Henrique Caeiro, que ocupa já um lugar na Assembleia de Freguesia, eleito pelas CDU no último acto eleitoral de 2005. Nuno Costa, Guida Guardado, Manuel Simão, Lino Pereira dos Santos e Tânia Gouveia são alguns dos nomes que o acompanham.
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Destaco, ainda, dois títulos relativos ao Movimento "Figueira 100%" e ao Partido Socialista - "Movimento Figueira 100% vai apresentar todos os candidatos num jantar comício" e "PS realizou festa em Buarcos". O primeiro tema será desenvolvido, no blogue, após o referido jantar-comício, ao passo que a notícia relativa ao Partido Socialista já foi divulgada, oportunamente, no "Autárquicas Figueira".

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Segunda Guerra Mundial

Assinala-se, hoje, o 70.º aniversário da invasão da Polónia por parte da Alemanha Nazi, episódio histórico que desencadeou a Segunda Guerra Mundial. Estes acontecimentos deveram-se, acima de tudo, à sede de poder do Homem. Esta obcecação de alguns líderes e dos seus seguidores conduziu a uma calamidade totalmente catastrófica e sangrenta, que tirou a vida a milhões de inocentes e alastrou destruição e conflitos um pouco por todo o planeta.

As guerras passadas não devem alimentar ainda mais a ambição dos líderes contemporâneos, mas sim servir como objecto de reflexão para que episódios desse género não voltem a repetir-se.

Os conflitos e querelas pessoais, principalmente na política - que deve, acima de tudo, servir a causa pública -, não devem ser a primeira preocupação dos agentes que nela intervêm. Há que saber respeitar os limites da liberdade, pluralidade de opinião, diversidade de ideologias e, sobretudo, contribuir para que os interesses de determinada sociedade se sobreponham a interesses pessoais dos indivíduos que exercem a política.

Muitas "pequenas guerras mundiais" são amiúde alimentadas escusadamente, prejudicando a satisfação das necessidades das populações. Há que saber e querer dar lugar ao debate, à reflexão e procura de consensos úteis ao colectivo, em vez de "guerrilhar" por "dá cá aquela palha".

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

PS - comício-espectáculo em Buarcos

O PS dinamizou no passado domingo, 30 de Agosto de 2009, um comício/espectáculo no Largo Maria Jarra, na vila de Buarcos. Neste evento foram apresentados os candidatos à Assembleia de Freguesia buarcosense e o serão contou, ainda, com a presença do cantor Vitorino. Perante o público daquela vila secular discursaram individualidades como João Ataíde, José Esteves, Vítor Baptista e a ministra da saúde, Ana Jorge. Publico, então, um texto recebido por e-mail que aborda esta actividade desenvolvida pelo Partido Socialista.

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Espectáculo comício de João Ataíde com solidariedade do cantor Vitorino

A candidatura de João Ataíde realizou, no passado domingo, em Buarcos, um enorme espectáculo-comício com a presença dos cantores Vitorino e António Ataíde, acompanhados de uma dezena de músicos, entre eles o guitarrista de Coimbra, António Portugal.
O Largo da Má Língua encheu-se de gente para ouvir os discursos de José Esteves, candidato à junta de freguesia de Buarcos e de João Ataíde, candidato socialista à Câmara da Figueira da Foz. A festa serviu igualmente para apresentar os candidatos à Assembleia de Freguesia daquela vila e deu azo, pelo meio, a uma sardinhada de convívio.
José Esteves apelou à identidade da sua terra, espraiada junto à serra e ao mar e relembrou os seus tempos de criança e de homem marítimo, como tantos conterrâneos seus que tem entregado o seu suor e o seu labor à faina do Atlântico.
João Ataíde retomou o tema da genuinidade buarcosense e sustentou a importância que Buarcos merece ter no desenvolvimento, sobretudo turístico, do concelho. Referiu que os sinais de abandono da vila, ao longo destes últimos anos, estão à vista e que as suas potencialidades são imensas e que estão por aproveitar. Referiu que as promessas eram muitas mas que ficaram todas por concretizar.
Referindo-se à sua amizade com o cantor Vitorino que serviu de propósito ao concerto, Ataíde mencionou o valor da solidariedade que vai estar na base da sua presidência camarária, enquanto valor central de um percurso que começará em Outubro próximo. “Estou preocupado com as assimetrias sociais que tenho encontrado por todo o concelho, muitas delas agravadas pelo envelhecimento da população”. “Desenvolver, fixar os jovens, acreditar que podemos ansiar por um concelho melhor, será o mote da nossa actuação”, salientou o candidato.
O comício contou ainda com as intervenções de Vítor Batista, que dedicou um espaço de canção à conhecida Rosa Amélia, e da ministra Ana Jorge, cabeça-de-lista às legislativas por Coimbra que realçou os investimentos que os socialistas têm feito no seu sector na Figueira da Foz: o centro de saúde de Buarcos, no governo de António Guterres, e os melhoramentos e requalificação no hospital distrital, ainda a decorrer.

O voto em branco - Esclarecimento

Como saberão, o meu último artigo de opinião debruça-se sobre a importância do voto e o apelo ao voto em branco, como forma de protesto e como forma de combate à abstenção. No seguimento dessa publicação, o Maestro João Silva Cascão colocou-me uma dúvida relativa ao peso e as repercussões que o voto em branco pode ter no apuramento final de uma votação. A verdade é que não conheço bem esse assunto ao ponto de poder responder convictamente à questão colocada. Apesar de toda a pesquisa não consegui chegar a uma conclusão inequívoca.

Ainda assim, sugiro que os interessados consultem, tal como fiz, a legislação relacionada com os assuntos eleitorais que pode ser encontrada no sítio oficial da Comissão Nacional de Eleições (ligação também presente na barra lateral deste blogue). Para além dessa forma de consulta de informação, encontrei também uma notícia do jornal "Público" datada de 2005 e que tece algumas considerações sobre o peso do voto em branco nas eleições presidenciais, contendo também algumas comparações com outras eleições.

Lamento não ter conseguido esclarecer de forma eficaz esta dúvida. Apelo, assim, a que os leitores que sejam entendidos nestas matérias que deixem o vosso comentário no blogue, por forma a esclarecer esta questão.

PS - Inauguração da sede de campanha de Tavarede

No passado domingo, 30 de Agosto de 2009, foi inaugurada a sede de campanha do Partido Socialista, na freguesia de Tavarede. Vítor Madaleno e João Ataíde, candidatos, respectivamente, à Assembleia de Freguesia tavaredense e à Câmara Municipal da Figueira da Foz, discursaram perante os apoiantes e candidatos da lista que se apresenta às próximas eleições autárquicas, na "terra do limonete". Apresento, de seguida, um texto recebido via e-mail relacionado com este evento promovido pelo Partido Socialista.

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Tavarede - Vítor Madaleno inaugura sede de campanha

Rodeado de apoiantes e elementos da sua lista, Vítor Madaleno inaugurou a sua sede de candidatura à Freguesia de Tavarede no passado domingo.
Com o sentido de querer prosseguir o trabalho já desenvolvido, o candidato anunciou alguns dos projectos que têm vindo a funcionar de forma a garantir a “qualidade de vida dos tavaredenses”. Referiu assim a prestação da Comissão Social de Freguesia que “tem feito um esforço para responder aos casos de pobreza, solidão e marginalidade que foram detectados”, salientando que esta tem sido uma “comissão modelo”. O candidato pelo Partido Socialista mencionou a necessidade de criar um centro de noite ou lar para sanar uma das carências sociais da freguesia. “Enquanto houver um tavaredense carente nenhum de nós pode ficar indiferente”, adiantou o, ainda, presidente da Junta.
Referindo que estão inscritos oito mil tavaredenses nos centros de saúde da Figueira da Foz e Buarcos reivindicou a construção da extensão de saúde de Tavarede. Entre outros problemas da freguesia, o candidato apontou a degradação de algumas habitações no centro histórico da vila e defendeu a revisão do PDM e do PU, bem como a construção do parque urbano. Referiu ainda a ligação Chã-Carritos como via estruturante e a ligação da rua das Arroteias à rua 1º de Maio, tal como a requalificação de algumas vias como as do Casal da Robala, rua dos Moinhos, rua 1º de Maio, rua António Graça e Saltadouro da Ponte.
O candidato à Câmara Municipal, João Ataíde, fez menção à importância que Tavarede teve, como berço do concelho e que ainda tem com o seu visível crescimento. Referiu que gostaria de ver avançar rapidamente o centro escolar e congratulou-se pela obra do governo com a variante do Galo d` Ouro. Mencionou o associativismo como uma das marcas do concelho em geral e de Tavarede em particular, fazendo promessa de apoiar as suas actividades pela qualidade do trabalho desenvolvido.

domingo, 30 de Agosto de 2009

Opinião

No artigo de opinião de hoje abordarei a importância do voto no panorama político nacional da actualidade. É inegável que a taxa de abstenção tem crescido de forma acentuada. Facilmente se pode presumir que o valor da abstenção representa uma forma de protesto motivada pelo crescente desinteresse que os cidadãos têm em relação à política. Mas, na verdade, considero que é um erro as pessoas não votarem, privando-se de um dos direitos mais nobres de que as sociedades democráticas dispõem. Não há direitos sem deveres, nem deveres sem direitos. O voto deve ser encarado como um direito fulcral, mas também como um dever cívico. Se não estivermos satisfeitos com os rostos que dão a cara pela política e com as suas acções temos todo o direito a criticá-los, desde que assumamos uma atitude construtiva e preocupada com o melhoramento dos órgãos de soberania que nos representam. Se não estamos agradados há que manifestar o nosso descontentamento. Essa manifestação pode e deve ser feita, precisamente, através do voto. Os boletins de voto facultam várias opções - temos sempre "um número de opções correspondentes ao total de quadrados em que podemos colocar uma cruz + 1". Este 1 representa um bónus extremamente importante - o voto em branco. Haverá algo melhor do que ter um voto válido que afirma "eu quero e vim votar, mas não me agradam os candidatos apresentados"?

Um grão de areia isolado talvez não seja muito mais do que isso. Contudo, milhões de grãos de areia conseguem formar uma praia. Assim como nos mobilizamos para criticar, para promover manifestações, greves ou para apoiar determinada causa, podemos mobilizar-nos para demonstrar os nossos desagrados em relação à política da forma mais eficaz - votando em branco. Podemos passar anos a fio a bradar insultos, injúrias e críticas dirigidos aos políticos, mas, quando chega a hora de "ir às urnas", muitos optam pela atitude mais cómoda - ficar em casa, ou noutro lado qualquer longe das mesas de voto. Enquanto não tomarmos uma atitude pragmática e ousada, o rumo dos acontecimentos não vai, decerto, alterar-se. Não é com a abstenção que se mudam mentalidades e não é com comodismo e pensamentos de "deixar correr o marfim" que se alteram os acontecimentos para melhor. A política nacional e o Estado português não pertencem exclusivamente aos políticos, mas a sim a todos e cada um de nós, cidadãos de Portugal.

O voto é GRATUITO, FÁCIL, SECRETO e EFICAZ. E é escusado afirmar que os portugueses não sabem fazer cruzes. Não há assim tanta abstenção em relação ao Totoloto, Totobola, ou Euromilhões... Infelizmente, temos tendência a preferir boletins que podem contemplar-nos com um aumento substencial da conta bancária.

Permitam-me, para acabar, a adaptação de uma famosa frase que todos conhecem: "Votar não custa, custa é saber votar".

Figueira 100% - "Acções em S. Julião e Buarcos"

Publico, de seguida, um texto recebido via e-mail que dá conta de algumas actividades promovidas pelo movimento independente "Figueira 100%" - acções de campanha por ruas da freguesia de S. Julião, inauguração da sede de campanha "100% Buarcos" e apresentação pública dos candidatos à Assembleia de Freguesia buarcosense.

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Acções 100% em São Julião e Buarcos

O movimento independente "Figueira 100%" continua a contactar directamente com os figueirenses. Este sábado, Daniel Santos e Mário Barreira percorreram a baixa de São Julião, acompanhados por uma vasta comitiva, em acção directa com os figueirenses, que foram transmitindo as mais variadas preocupações, desde o estado em que se encontra a cidade, a questões de índole económica.

De tarde, o candidato à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz juntou-se a Rosa Batista, candidata à Junta de Freguesia de Buarcos, para a inauguração da sede de candidatura "100% Buarcos", situada junto ao Jardim Dr. Fernando Traqueia. Na ocasião, que juntou centenas de apoiantes e que contou com a animação do Rancho dos Pauliteiros da Serra da Boa Viagem e da Bateria da Escola de Samba "Unidos do Mato Grosso", foram ainda apresentados os candidatos a Buarcos pelo movimento "Figueira 100%".
"Nascida, criada e sempre a viver em Buarcos", Rosa Batista assumiu o desafio de concorrer à Junta de Freguesia de Buarcos com "paixão" por acreditar que a freguesia "pode, deve e merece mudar o rumo". "A favor das gentes e do desenvolvimento de Buarcos", esta candidatura promete "governar os destinos da freguesia e dos Buarcosenses com isenção, frontalidade e transparência", apoiada por uma "equipa forte, coesa, empenhada e representativa", afirmou ainda a candidata.
"É por querermos um Buarcos a 100% e um concelho a 100% que escolhemos pessoas profundamente conhecedoras das suas freguesias e que vão certamente conduzir as suas terras a um bom rumo", reforçou Daniel Santos. Confiante de que "os melhores estão aqui e estão dispostos a trabalhar, a lutar e a acreditar por um valor comum: a Figueira da Foz e os Figueirenses", o candidato independente afirmou, parafraseando uma canção popular, que a equipa de Rosa Batista vai transformar Buarcos no "local da felicidade", com qualidade de vida, um "Buarcos a 100%", resumiu.

Hoje, domingo, o movimento "Figueira 100%" vai estar presente nas Festas em honra de Nossa Senhora da Saúde, no Alqueidão.

sábado, 29 de Agosto de 2009

Listas do BE chumbadas pelo tribunal

O Tribunal da Figueira da Foz rejeitou as listas do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal e Assembleia Municipal. Sabe-se, ainda, que a candidatura do Movimento Mérito e Sociedade foi a única que não apresentou qualquer irregularidade. Já o CDS/PP, CDU, Movimento "Figueira 100%", PS e PSD conseguiram corrigir as falhas processuais apresentadas. Fique a saber mais sobre este assunto lendo a notícia que abaixo transcrevo, do jornal "O Figueirense". Aproveito para agradecer ao jornalista Jorge Lemos o envio desta informação via e-mail, que também está publicada no seu blogue, "O Que Eu Penso".

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Autárquicas/Figueira da Foz: Tribunal chumba listas do BE à Câmara e Assembleia Municipal

O Tribunal da Figueira da Foz recusou hoje as candidaturas do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara e Assembleia Municipal, por apresentarem um número de candidatos suplentes inferior ao exigido por lei, refere o despacho judicial.

“A candidatura do BE não apresenta uma lista que satisfaça o número mínimo de candidatos suplentes. Assim não se admite a candidatura do BE à Câmara Municipal”, lê-se no despacho do juiz, manuscrito e com data de hoje.

Em causa está a falta da declaração de aceitação e certidão de eleitor de João Paulo Tomé, suplente na referida lista e que encabeça a candidatura à Assembleia Municipal.

Ouvido pela Lusa, João Paulo Tomé contestou a decisão judicial, mencionando um acórdão do Tribunal Constitucional (TC), datado de 2005, que, alegadamente, “não obriga a que as listas, para serem aceites, apresentem todos os suplentes desde que apresentem todos os efectivos”, afirmou.

“Estamos perante uma tentativa declarada de impedir o Bloco de Esquerda de concorrer às eleições autárquicas na Figueira da Foz”, acusou João Paulo Tomé.

A lista do BE é liderada pelo investigador universitário na área da Astrofísica, Rui Silva, 38 anos, o mais jovem dos sete candidatos camarários.

Pela mesma razão - falta de candidatos suplentes - o tribunal chumbou as listas do BE à Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Buarcos, mas o partido vai recorrer das decisões judiciais, disse, por seu turno, Bruno Gonçalves, mandatário da candidatura autárquica.

No período reservado à supressão de eventuais irregularidades, após a entrega das listas, o Bloco de Esquerda mencionou o referido acórdão do TC e vai voltar a fazê-lo, segunda-feira, quando entregar em tribunal o recurso da decisão.

“Se o juiz voltar a não atender as nossas pretensões, vamos recorrer para o Tribunal Constitucional”, anunciou Bruno Gonçalves.

No despacho em que recusa a candidatura camarária do Bloco de Esquerda, o juiz considera ainda “sanadas” as irregularidades que pendiam sobre as candidaturas do PSD - definido, por lapso, como PSP/PPD - CDU, PS e movimento independente Figueira 100 por Cento.

A candidatura do CDS/PP, a outra que estava em risco de poder concorrer às eleições autárquicas por omitir “totalmente” a indicação dos candidatos suplentes, conseguiu suprimir as irregularidades apontadas pelo tribunal e foi admitida.

Já a lista do Movimento Mérito e Sociedade (MMS) foi a única das sete candidaturas à Câmara da Figueira da Foz que não apresentou qualquer irregularidade processual.

Newsletter n.º 07

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Javier de Vigo (MMS) concedeu entrevista

O jornal "O Figueirense" (edição de 28 de Agosto de 2009) promoveu uma entrevista a Javier de Vigo, candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo Movimento Mérito e Sociedade (MMS). Ao longo da entrevista são enunciados alguns dos pontos de vista do referido candidato sobre o concelho e as próximas eleições autárquicas.

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“ESTA É A ÚNICA LISTA EM QUE TODOS OS CIDADÃOS TÊM LUGAR”

JAVIER DE VIGO, CANDIDATO ‘INDEPENDENTE’ DO MOVIMENTO MÉRITO E SOCIEDADE À CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ

CHEGOU À CIDADE HÁ SEIS ANOS PARA ADMINISTRAR UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO MAS FOI ELE QUEM APRENDEU ALGO IMPORTANTE: A GOSTAR DA PRAIA DA CLARIDADE. TANTO QUE ACABOU POR ADOPTÁ-LA. ESPANHOL DE BERÇO, GARANTE QUE É POR SE SENTIR TAMBÉM UM FILHO DA FIGUEIRA QUE DECIDIU APRESENTAR-SE A VOTOS, COM O APOIO DO MOVIMENTO MÉRITO E SOCIEDADE. CONSIGO VAI UMA EQUIPA DE “PESSOAS QUE GOSTAM DA FIGUEIRA”, E UM PROJECTO QUE É ACIMA DE TUDO UMA GRANDE CONSTRUÇÃO, PARA A QUAL JAVIER MENDEZ DE VIGO ESPERA CONTAR COM TODOS.
“DESDE GESTORES, PASSANDO POR ARQUITECTOS E ENGENHEIROS, A MECÂNICOS E PEDREIROS, TODOS TÊM LUGAR NUM PROCESSO QUE SE PRETENDE DINÂMICO”, DIZ.
Quando começa a sua ligação à Figueira da Foz?

Aceitei a indigitação para Presidente do Conselho de Administração da SIPEC, SA em Junho de 2003. Por força da profissão aprendi a gostar da Figueira da Foz. Aliás, a cidade é receptiva a pessoas de fora. Foi anfitriã de milhares de pessoas de outras paragens. Como eu. Com uma diferença. Eu quero ficar e participar no desenvolvimento activo do concelho. Sabe, todos são poucos para um esforço que se avizinha muito difícil. A saber, mudar os destinos da nossa cidade. E para que não se espantem, digo nossa, porque a adoptei como minha. E creio que ela me adoptou como sua. Aqui já tenho muitos amigos.

O que o fez decidir-se por uma candidatura?

A inércia em assuntos prementes para o concelho da Figueira da Foz fez-me reflectir sobre a necessidade de mudança. O Executivo em exercício não fez quase nada para determinar o futuro do concelho. Em matérias estruturantes foi ambíguo. Interiorizei que, no cenário anterior à data da minha apresentação, não se perfilava nenhum candidato que não preconizasse mais do mesmo. Assim aconteceu! Basta observar o movimento político dos candidatos. Seria sempre mais do mesmo.

A ligação ao MMS foi de puro racionamento de custos humanos e financeiros, ou existe alguma identificação de valores entre si e este movimento?
Os valores defendidos pelo MMS são em grande parte aqueles que defendo para a nossa Autarquia. Apenas temos a coragem de entender premiar o mérito e a competência, sem ser pelo simples facto de, ao galardoarmos alguém, o mesmo nos trazer votos. Uma gestão capaz trará frutos. Mesmo que os frutos demorem a crescer.

Não é a prova de que o seu projecto pessoal não mereceu o apoio dos figueirenses?
De todo. Percebemos que o sistema e a Lei está organizada por forma a que os eleitores votem sempre nos mesmos… os partidos. Uma candidatura independente encara dificuldades que os partidos não sentem. Repare, desde que mudámos, por força das assinaturas e da logística a que as mesmas obrigam, apareceu a subvenção do Estado ao partido que nos apoia. Nós somos todos independentes, mas a matriz está cá. O acordo - se é que se pode chamar acordo - rege-se pelas nossas ideologias. Nesse sentido, como em todos os outros, não nos submetemos à disciplina de voto. Quanto ao projecto pessoal, acredito que é o projecto da maior parte dos figueirenses. Um projecto despretencioso, fixo no bem comum, naquilo que os figueirenses querem para a nossa terra.
A candidatura é uma forma de pressionar a resolução política do dossier da Universidade Internacional da Figueira da Foz?

O Senhor Ministro da Tutela vai "despachando" contra nós. Inundando os interessados (entenda-se os estudantes) com receios sobre o fim da Universidade. Mas o que é certo é que nenhuma outra força política se manifesta claramente sobre a situação. Eu sou, sem dúvida, Presidente do Conselho de Administração da Sipec SA, por conseguinte, responsável pela decisão final. Eu e o Sr. Ministro. Portanto, se alunos em regime pós laboral ficarem sem hipóteses de estudar, o ónus será de quem for visado pelos meritíssimos juízes do processo.

Segundo o contrato de cedência, até quando as instalações da UIFF (propriedade da autarquia) poderão ser utilizadas?

Não volto a falar sobre a SIPEC, ou sobre as suas instituídas, no caso, a UIFF. Sou candidato À Câmara Municipal da Figueira da Foz e é nessa qualidade que respondo. Qualquer outra questão, terei que remeter para o Conselho de Administração.

Há quem defenda que a melhor opção seja a instalação de pólos de outras universidades, como a de Coimbra, com cursos relacionados com o mar. A investigação é apontada como uma boa aposta.
Concorda ou não?

Claro que concordo. Era bom que a investigação jornalística chegasse ao ponto de perceber quais os cursos que estão à espera de homologação. Mas volto a dizer que a Universidade tem órgãos próprios que respondem pela sua legítima actividade.

Os projectos situados em área da chamada orla costeira respeitam legislação própria. Ainda assim, e porque temos exemplos de norte a sul do país, o que defende em relação ao extenso areal da praia da Figueira?

Em relação ao areal da praia, bem como em relação a toda a zona costeira, estabelecemos como regra o diálogo. Bem sabemos que, desde sempre, o poder central foi diferente do poder local, contudo se mais diálogo não existiu entre as partes foi porque as cúpulas do poder não se dão entre elas. Um elo de independência dá sempre jeito nesta matéria.
Uma requalificação da orla costeira dentro dos limites do concelho é um assunto que carece de aceitação da parte do poder central. Ainda assim, arrogo-me o direito de pensar que é possível mudar todo o cenário existente na orla costeira. É um facto que existem responsabilidades tripartidas, ainda assim, honra seja feita a quem quer avançar tendo em conta a legislação existente, embora sofrendo as penalizações que a Lei prevê. O que é preferível, por exemplo: ter um oásis penalizado pela Lei, onde a autarquia "enterrou" vários milhares de euros, ou dinamizar um espaço que até já existe?
Creio já ter respondido a sua pergunta, contudo reafirmo, ou aliás reafirmamos, que existem regras para a construção fora do nosso foro, contudo tendo em atenção as existências, claro que preferimos manter o investimento, mesmo que isso contrarie a regra instalada por Lisboa.

Sustenta então o aproveitamento do oásis? De que forma?

Defendo a legalidade, mas acima de tudo defendo os interesses legítimos de autarcas que querem que a sua autarquia esteja à frente dos areais do resto do país. O "Oásis" existe. Se deve ser reabilitado, deve sê-lo urgentemente. Independentemente da cor que tutela tal espaço. Ele existe. Não pode ser deitado fora.

Pela proximidade física, olhando para o urbanismo, qual a sua opinião sobre a unidade hoteleira da Ponte do Galante? A exemplo de outras vozes, considera que houve atropelos dos direitos dos cidadãos?

Considero que a Lei deve ser cumprida. Se houve atropelos à Lei, então devem ser denunciados. Não vejo outras candidaturas manifestarem-se sobre o assunto. Se à época dos factos, eu fosse Presidente de Câmara, então a volumetria de construção teria sido outra. É um problema, mas que pode ser resolvido. Duvido que algum candidato tenha o arrojo de dizer que vai mandar abaixo o existente. Acredito que é possível encontrar, junto dos promotores, contrapartidas que beneficiem o concelho.

Também há quem diga ser este um bom exemplo da má ligação entre o poder autárquico e o da construção civil. Fala-se de corrupção no processo. Concorda? Se sim, em que sentido?

Não concordo. Não existe (creio eu) e não pode existir ligação entre o poder autárquico e a construção civil. Isso seria ilegal. O que existe são articulados legais que é preciso respeitar. E mesmo que estes estejam fora do prazo, existe a razoabilidade. E é assim que entendo que a relação entre as partes deve ser gerida. Os casos devem analisados, consoante a urgência dos mesmos. Se me perguntar o que faria em relação à Ponte do Galante, dir-lhe-ia que reuniria urgentemente com o promotor e tentaria encontrar alternativas ao massificado de betão que ali se encontra.

Que avaliação faz do actual executivo? E da oposição?

De um executivo fragilizado, não pode surgir boa oposição. Eu esclareço. Não é possível que num mandato autárquico do Eng. Duarte Silva as convulsões se traduzam em processos atrás de processos de autarcas da sua confiança política. Isto de termos arguidos em processos directamente ligados ao exercício das funções autárquicas… tem muito que se lhe diga. Naturalmente a oposição faz o que lhe compete. Embora, neste caso, convulsões também tenha sido coisa que não faltou no PS. Nomeadamente aquando da saída da vereadora Aida Cardoso. Foi preciso rebuscar a lista para encontrar um substituto. Na minha lista, aliás na minha e na da Assembleia Municipal, os lugares são para ocupar, quer seja no poder, quer seja na oposição.
Pretende-se que a entrada da cidade tenha uma nova frente através da retirada das bombas de gasolina e da própria estação da CP, que deverá recuar.
Concorda? Se sim, como pretende - caso seja eleito presidente da Câmara - convencer a CP a assumir os custos desta obra?

Naturalmente essa obra é da esfera estrita do Estado Central. Ainda assim é possível exercer o magistério de influência para convencer a empresa pública a assumir os custos de todo o processo. O que não se me afigura possível é que o dito "Centrão" possa exercer esse privilégio de fazer a Figueira da Foz renascer.

E por falar em custos e Câmara, qual a sua opinião sobre a transferência de verbas do Estado para as juntas de freguesia?
Deverá a autarquia assegurar mais verbas, dar mais meios? Se sim, de que forma?

Temos um projecto específico em relação a esta matéria. Perdoe-me, mas remeto esta questão para os nossos colóquios sobre orçamento participativo. Falaremos com todos e cada um dos munícipes.

Deve, na sua opinião, o Centro de Artes e Espectáculos ser gerido pela empresa municipal Figueira Grande Turismo?

Todas as decisões no âmbito das empresas municipais devem ser analisadas a fundo antes de qualquer decisão. Já ouvimos outros partidos dizer que encerram esta e aquela empresa municipal, mas o que é certo é que as promessas estão feitas e as pessoas têm que ser colocadas. Este problema não se nos põem. Até porque nós não temos empregos para oferecer. A competência deve ser a palavra forte das campanhas. O resultado será, inevitavelmente, o reconhecimento dos eleitores.

Aeródromo, campo de golfe, hotel de charme em Maiorca, nova unidade hoteleira perto das Abadias. São projectos deste executivo. Considera-os uma prioridade?

As prioridades serão definidas com o meu gabinete após tomar posse. Até lá direi apenas que são projectos estruturais, contudo não tão estruturantes quanto isso. Há prioridades. Vamos percebê-las.

Concorda com uma eventual reabertura da Maternidade do Hospital da Figueira da Foz?

O Governo estabeleceu o encerramento da maternidade. Este executivo fez alguma força contrária. O que é certo é que está encerrada. Por conseguinte, penso ser necessário apetrechar as instituições de emergência médica por forma a corresponder aos anseios das parturientes e seus familiares. Estranho, é certo, que outros candidatos não se manifestem sobre esta matéria. Resumindo, faremos os possíveis por reabrir este serviço. Caso não seja possível, pugnaremos por tornar melhores as condições das grávidas do concelho, bem como dos seus familiares.

Como se propõe resolver as contas da Câmara? É sabido que grande parte das despesas relaciona-se com o pagamento de ordenados. Prevê a necessidade de se procederem a despedimentos?

Claro que não. A matriz a seguir deve ser a de redireccionar os meios existentes para onde são necessários. O património humano municipal é de ter em grande conta. Deve ser dimensionado. Só depois de tomar posse perceberei a necessidade da reestruturação.
Outros terão medidas mais drásticas. Nós não. Analisar primeiro. Decidir depois.

Qual a solução para o património degradado da autarquia? Caso do Castelo Eng. Silva?

O património de uma autarquia determina a sua estima pelos cidadãos. Recuperar, redimensionar e valorizar o património municipal é uma prioridade do meu executivo. Quer seja no caso que deu, quer seja noutros bem mais prementes, que não sendo propriamente um cartão de visita, são seguramente identificadores das freguesias e dos fregueses do nosso concelho.

Se tiver resultados para tal, aceita o lugar de vereador?

Claro que sim.

O elenco que escolheu não tem provas dadas de política activa no concelho. Mas não precisa de ter. E na vida civil? O que têm feito a favor dos figueirenses, da comunidade, do associativismo local que possa merecer um voto?

Explicar o que os membros das minhas listas têm feito pela sociedade civil, seria dispendioso para o vosso jornal. São cerca de setenta pessoas que, à sua medida, têm participado na evolução da sociedade civil do concelho. Claro que nem todos têm a dimensão curricular de outras candidaturas. Mas os que a têm, não se me afigura que tenham feito algo de muito preponderante. Quem está nesta candidatura são cidadãos interessados pelo seu concelho. Homens e mulheres que aqui vivem e que sabem que o desenvolvimento despretencioso dará melhor futuro a todos. Filhos, netos e outros. A qualidade de vida está nas mãos dos que querem mudar algo. Esta é a única lista em que todos os cidadãos têm lugar. Desde gestores, passando por arquitectos e engenheiros, mecânicos e pedreiros, todos têm lugar num processo que se pretende dinâmico.
A prová-lo está o facto de 90% dos elementos que integram as nossas listas fazerem parte de um projecto associativo cívivo que será fundado no dia imediatamente a seguir ao das eleições autárquicas. Independentemente dos resultados.

PS - Fórum de "Economia do Mar"

Conforme já referi neste blogue, a candidatura socialista aos órgãos autárquicos figueirenses levou a cabo um debate relacionado com a chamada "Economia do Mar", na passada quarta-feira, 26 de Agosto. aço chegar à vossa atenção um artigo do jornal "O Figueirense" (28 de Agosto de 2009) que noticia este evento.

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CANDIDATURA SOCIALISTA PROMOVE “FÓRUM DA ECONOMIA DO MAR”

O CANDIDATO INDEPENDENTE DO PARTIDO SOCIALISTA À CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ, JOÃO ATAÍDE, ORGANIZOU ESTA QUARTA-FEIRA À NOITE, NO AUDITÓRIO DO INSTITUTO PORTUÁRIO DOS TRANSPORTES MARÍTIMOS (IPTM), UM FÓRUM SOBRE ECONOMIA DO MAR. FOI ORADOR CONVIDADO O PRÓPRIO DIRECTOR DO IPTM, MIGUEL SEQUEIRA, RESPONSÁVEL PELA ESTRUTURA DE MISSÃO DE ASSUNTOS DO MAR QUE, EM 2006, ELABOROU O DOCUMENTO "ESTRATÉGIA NACIONAL PARA O MAR", EM SINTONIA COM UM RELATÓRIO EUROPEU DO MESMO TEOR. OS DOCUMENTOS EM CAUSA APONTAM PARA A NECESSIDADE DE "OLHAR PARA O MAR DE FORMA INTEGRADA", ALIANDO SUSTENTABILIDADE AO DESENVOLVIMENTO.


Perante uma plateia maioritariamente composta por apoiantes da candidatura de João Ataíde, o independente explicou a intenção deste e de outros fóruns temáticos que estão em preparação: "colher a opinião pública em questões emblemáticas de ordem programática " do executivo que pretende liderar, construindo "um programa participado pelos mais variados sectores da sociedade civil". Defensor do conceito da "Aldeia do Mar", um projecto que prevê congregar diversas iniciativas ligadas às actividades marítimas (investigação, formação e empreendedorismo), João Ataíde quis voltar a ouvir Miguel Sequeira falar sobre a sua "Estratégia Nacional para o Mar", depois de, tendo-o escutado numa palestra, "ter percebido que a Figueira da Foz preenche, na íntegra, os requisitos" para beneficiar deste plano de acção que é, acima de tudo, uma nova visão.

UMA ESTRATÉGIA NACIONAL PARA O MAR

Miguel Sequeira apresentou a "Estratégia Nacional para o Mar" como um valor acrescentado com muito potencial na Figueira da Foz. Olhar para o "activo mar" de forma integrada, contemplando as vertentes da economia, sustentabilidade, emprego, ambiente e formação, entre outros, pressupõe uma estratégia, defendeu o director do IPTM. Isto porque, explicou, apesar de já existirem, de outros Governos, muitas propostas concretas, apenas uma visão de conjunto permite definir um conjunto de prioridades, uma vez que muitas dessas propostas são concorrentes entre si, no que respeita aos recursos em causa. Para a elaboração desta "Estratégia Nacional para o Mar" foram auscultadas diversas entidades ligadas às questões do mar, apurando-se desde logo o principal obstáculo à concertação pretendida: "muitas vezes a mão esquerda não sabe o que está a fazer a direita", ilustrou, referindo-se à falta de comunicação fluida entre as entidades, nomeadamente as públicas. Mas nem só a comunicação urge. Miguel Sequeira lembrou que, às três utilizações tradicionais do mar (transporte marítimo, pesca e turismo mar e praia), é preciso aliar as novas actividades que fazem do mar um recurso inesgotável de valor. Da náutica de praia à aquacultura, passando pelas energias alternativas, pela biotecnologia e pela prospecção de petróleo e gás, são diversas as novas formas de aproveitar o mar, sendo que, destas, muitas podem combater a sazonalidade associada ao turismo mar e praia, ou o declínio da própria pesca, em alguns sectores. O director do IPTM deu como exemplo os estaleiros navais figueirenses (um já encerrado e em processo de falência), que na sua opinião podem ser convertidos, sem grande dificuldade, numa estrutura ligada às energias renováveis ou à reparação de embarcações ligadas à náutica de recreio. Para tanto, no entanto, Miguel Sequeira reconheceu que é necessário salvaguardar interesses vários, nomeadamente os ligados ao ordenamento do espaço. "Mas as cidades devem ser compatibilizadas com os portos", defendeu, entendendo que algumas áreas que actualmente já não são necessárias para o desenvolvimento de actividades portuárias poderão ser "devolvidas à cidade". Outra linha de acção, de âmbito nacional, passa por despertar os mais novos para o mar, através dos currículos lectivos e do desporto escolar. "Eu comecei aos 12 anos no remo, e muitas das pessoas com quem ainda hoje lido em trabalho também se apaixonaram pelo mar quando eram jovens", confidenciou, considerando que esta é a fórmula para voltar a virar o país para o mar. Sobre a Figueira da Foz em concreto, Miguel Sequeira sublinhou que a cidade tem condições "que nem o Algarve tem", referindo-se ao facto de ter um porto de recreio no centro da urbe, junto à zona histórica, que acredita que pode ser revitalizada aproveitando essa localização.

DA TEORIA À PRÁTICA

O director do IPTM, em funções há cerca de três meses, reconheceu que há muito a fazer para que ideias como a "Estratégia Nacional para o Mar" poderem passar do papel à acção. Mas, sustentou, apesar de "os poderes central e regional terem responsabilidades, quem faz acontecer as coisas é quem está no terreno, as autarquias". Ao poder local compete, no seu entender, "ter ideias e um projecto, actuando depois como um facilitador, um agregador das vontades de investidores e utilizadores". Questionado por João Ataíde sobre a melhor forma de ultrapassar as sempre morosas questões burocráticas, Miguel Sequeira anunciou que "está já no terreno uma comissão interministerial", cujo objectivo é proceder a uma "simplificação processual dos licenciamentos de actividades marítimas", de forma a evitar que os interessados "tenham que ir a nove ou dez capelinhas". Para este fim é indispensável o envolvimento da administração portuária, que "herdou" muitas das competências que eram do IPTM, em particular na Figueira da Foz. "A administração portuária estará certamente interessada na requalificação de áreas sob sua jurisdição, mas que não têm directamente a ver com a sua actividade", disse Miguel Sequeira, obtendo a silenciosa concordância do Comandante Sotto Maior, responsável pela administração do porto da Figueira da Foz, também presente na mesa dos oradores. Do INAG às ARH, passando pela Docapesca, todos os actores ligados ao mar são "necessários a esta concertação". Sentá-los à mesma mesa, "juntamente com potenciais investidores", é, para Miguel Sequeira, a melhor forma de levar a bom porto os projectos que forem definidos como prioritários. Sensível à viabilidade económica das iniciativas, o director do IPTM considerou fundamental que eventuais concessões a privados contemplem um período suficiente para possibilitar a recuperação do investimento. Mas, salvaguardou, enveredar por "projectos especiais e PINs (projectos de interesse nacional) é de evitar". Quando é detectado que há leis que estão mal feitas é preciso falar com o poder central", defendeu, mesmo que tal implique uma maior morosidade na resolução das questões. "Há coisas que não podem, não devem ser apressadas", conclui.
Neste fórum sobre "Economia do Mar" foram ainda debatidas questões colocadas pela plateia, versando sobretudo as burocracias impeditivas de fazer obra, seja pelos poderes públicos (o presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde, João Carronda, referiu os casos da ciclovia entre Coimbra e Figueira da Foz e a Morraceira, projectos que esbarram consecutivamente em diversas entidades da tutela), seja por investidores privados (com o advogado Tiago Castelo Branco a relatar o caso dos investidores holandeses interessados na Navalfoz, que desistiram após uma panóplia de obstáculos processuais e burocráticos). Em resposta, Miguel Sequeira voltou a referir a comissão interministerial que está encarregue de simplificar estas questões. "Há muito trabalho que está a ser feito, mas que só será visível quando estiver concluído", assegurou.

"A Fase Decisiva" - in O Figueirense

O mandatário de candidatura do movimento independente "Figueira 100%", José Augusto Bernardes, publicou no jornal "O Figueirense" (28 de Agosto de 2009) um artigo de opinião relacionado com as eleições autárquicas que se avizinham. Publico, seguidamente, esse texto.

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A FASE DECISIVA

Com a apresentação formal das candidaturas, consumada no último dia 17, encerrou-se mais uma etapa do ciclo que há-de conduzir-nos às eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro. Para trás ficaram episódios mal definidos e muitas mágoas sinceras de pessoas que, sobretudo nos quadrantes partidários, se bateram generosa e fundadamente por outras soluções.
Cabe agora aos eleitores fazer um primeiro esforço de cidadania, olhando para as listas apresentadas e avaliando serenamente a sua credibilidade. Ora, salvo melhor opinião, a valia de uma lista há-de começar por medir-se em função das pessoas que a compõem, aqui contando, ao mesmo tempo, as qualificações técnicas e as qualidades humanas (não creio que o exercício de funções públicas possa fazer-se eficazmente sem a assistência de um e de outro requisito); uma outra componente que deve atrair a atenção dos eleitores é o equilíbrio e a complementaridade dessas mesmas listas: é preferível que os candidatos se completem nas suas aptidões e não é bom que se repitam nelas, pois só assim se alcançará um colectivo robusto, capaz de enfrentar as dificuldades que hão-de surgir nos diferentes sectores da governação autárquica; o terceiro critério a ter em conta é que as listas estejam unidas em função de ideais comuns (valorizando aquilo que deve continuar a chamar-se "espírito de serviço") e não apenas em torno dos interesses das individualidades que as compõem, reflectindo agendas próprias e arranjos de última hora. A esse respeito, torna-se mesmo necessário que os figueirenses possam ajuizar da motivação das pessoas que aceitaram integrar as diferentes candidaturas. É que, diga-se o que se disser, só a motivação (e a liberdade) originária e integral nos dá força para persistir nos caminhos difíceis, sabendo-se que, que no mandato que aí vem, o caminho a percorrer por cada eleito vai ser tudo menos fácil. Ora, se, à partida, o compromisso for tomado essencialmente com a Figueira (e só com a Figueira), estarão facilitadas todas as soluções em prol do concelho; se assim não for, teme-se a reedição de algumas situações infelizes do passado…
Mas, para além de todos estes factores, um outro se afigura decisivo: a personalidade dos cabeças de lista. Talvez mais do que nunca, o êxito do futuro mandato dependerá muito das qualidades do novo Presidente da Câmara: da sua capacidade de coordenação e de diálogo, em primeiro lugar; mas também do conhecimento que ele tiver do concelho (da sua realidade actual e também da sua história recente, pelo menos), do seu zelo político, da sua vontade de fazer obra, corrigindo em cada dia o marasmo em que a Figueira se encontra.
É tudo isto que tem que ser pesado pelos eleitores, neste primeiro momento de avaliação. Depois, virá ainda uma outra fase: a do confronto de ideias. O pior que podia acontecer à Figueira da Foz é que essa fase que há-de seguir-se fosse esquecida ou sequer secundarizada. Ela é verdadeiramente essencial e, para além da simpatia e do carisma de cada candidato (já ostensivamente "vendidas" nos cartazes e nos muitos contactos pessoais que cada um se tem esforçado por proporcionar) importa examinar a consistência e aviabilidade das suas propostas. Já se sabe que, desta vez, não há lugar para utopias. Mais do que projectos inalcançáveis, a Figueira necessita de um programa de acção sério e conjugado que contemple aspectos concretos, com repercussão objectiva na vida das pessoas e das comunidades.
Não há desculpa para que, entre nós, essa fase do processo eleitoral se não cumpra com seriedade, através de debates calmos, elevados e construtivos (destaco, desde já, com particular gosto, a tentativa de auscultação, inteligente e plural, que este jornal tem vindo a fazer às posições das diferentes candidaturas). Para além de todas as nuvens de poeira que costumam levantar-se nestas alturas, é sobretudo nesse plano de razão e de consciência que os figueirenses poderão ajuizar sobre quem está mais bem apetrechado, sobre quem detém mais visão e mais coragem para superar a crise de confiança que atravessamos, levando a Figueira para aquela que se espera venha a ser uma nova fase da sua história.

José Augusto Bernardes - Mandatário da candidatura de Daniel dos Santos à Câmara Municipal da Figueira da Foz

Widget "Autárquicas Figueira"

Transcrevo, abaixo, o mail enviado para a lista de contactos deste blogue que dá conta da criação da Widgetbox "Autárquicas Figueira".

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Caros leitores,

venho pelo presente mail informar-vos da criação da Widgetbox "Autárquicas Figueira", mais uma ferramenta de divulgação de informação online que associei ao projecto do blogue relacionado com as próximas eleições autárquicas, no concelho da Figueira da Foz. Poderão aceder a esta funcionalidade através da seguinte hiperligação: http://www.widgetbox.com/widget/figueira-da-foz-autrquicas-2009

Caso seja do vosso interesse, poderão colocar a Widgetbox "Autárquicas Figueira" no vosso website, blogue, perfil de Facebook, MySpace, entre outros. Para isso, basta acederem à página acima referida, clicar em "GET WIDGET" e seguir as instruções fornecidas. Pretendo, com esta ferramenta, facilitar e aumentar a divulgação dos posts publicados no blogue.

Certo da vossa compreensão e adesão a esta nova funcionalidade, agradeço a atenção prestada. Espero poder continuar a contar com a vossa visita e participação no blogue "Autárquicas Figueira".

Sem mais assunto de momento, apresento os meus melhores cumprimentos.

Atenciosamente,


Pedro Fernandes Martins
http://autarquicasfigueira.blogspot.com
autarquicasfigueira@gmail.com / pedrofernandesmartins@gmail.com
http://www.twitter.com/autarquicasff / http://www.facebook.com/pfmartins

PS - Fórum Acreditar de Novo "Economia do Mar"

A candidatura socialista à CMFF - "Figueira com Rumo" - promoveu, no passado dia 26 de Agosto, uma acção de reflexão e debate relacionada com os assuntos marítimos. Deixo à vossa atenção um texto recebido via e-mail, enviado por responsáveis do PS Figueira.

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Fórum Acreditar de Novo discutiu Economia do Mar
Ataíde compromete-se a implementar estratégia para desenvolver economia do mar

O candidato do PS à Câmara Municipal, Dr. João Ataíde, assumiu o compromisso de implementar uma estratégia local para aproveitamento das potencialidades do mar do Concelho.
“É necessário, em primeiro lugar, que a autarquia promova a articulação entre todas as entidades com competência na área marítima e portuária. Só assim se poderá reduzir o tempo que um investidor espera por uma aprovação, a burocracia, e se poderá fixar um quadro regulamentar estável para que novos investidores apostem no Concelho. E a autarquia tem de implementar algo que é fundamental e não tem feito: diplomacia económica, para captar novos investidores”, referiu o Dr. João Ataíde à margem do Fórum Acreditar de Novo, um espaço de reflexão e debate da candidatura socialista, que realizou a sua primeira sessão no passado dia 26 de Agosto, no auditório do IPTM, tendo como tema de discussão a Economia do Mar e o palestrante, Eng. Miguel Sequeira, Presidente do Conselho Directivo do Instituto Português de Transporte Marítimo (IPTM).
Na sua intervenção, o Eng. Miguel Sequeira – que, no passado, presidiu à Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar, que elaborou a Estratégia Nacional para o Mar (2006-2016), aprovada ainda em 2006 – concordou com a proposta do candidato do PS de se implementar uma estratégia “local, em articulação com a estratégia regional e nacional, para os assuntos do mar”, e realçou as enormes potencialidades que a zona económica exclusiva portuguesa detém, “com mais de 1 700 000 km2, 18 vezes superior à nossa área terrestre”. “Só com uma estratégia nacional para a governação dos assuntos do mar que, pela primeira vez, congrega os esforços das diferentes tutelas, dos agentes económicos, da comunidade científica, das organizações não governamentais e da sociedade civil, co-responsabilizando todos os actores para o aproveitamento do mar como factor diferenciador do desenvolvimento económico e social, valorizando e preservando este património, é que podemos gerir e potenciar uma riqueza com esta dimensão”, referiu, na altura, o Presidente do IPTM.
A audiência, que lotava o auditório, apresentou questões pertinentes, centradas na realidade do Porto Comercial e das actividades marítimas do Concelho da Figueira da Foz.
O Dr. João Ataíde, à margem da conferência/ debate, quis explicitar os termos do projecto, intitulado “Aldeia do Mar”, que apresentou recentemente aos Figueirenses. “A Aldeia do Mar ou, se preferirem, a Cidade do Mar, é um projecto que se insere nesta Estratégia Nacional Para o Mar, nomeadamente na medida que prevê a Aposta na Investigação Marinha nas Áreas da Biotecnologia e da Biodiversidade. Há, portanto, fundos nacionais e comunitários que apoiam projectos nesta área. A autarquia tem a obrigação de lutar e reivindicar o apoio à construção de um projecto deste tipo, que junta investigação científica, formação e empresas”, defendeu o Dr. João Ataíde.

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

PS - Comício de apresentação de candidatos

O jornal "A Voz da Figueira", na sua edição impressa de hoje (26 de Agosto de 2009), noticia o comício que o PS Figueira realizou no passado domingo, 23 de Agosto de 2009, em que apresentou oficialmente os seus candidatos aos órgãos autárquicos do nosso concelho.

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PS realizou um comício para a apresentação dos candidatos do partido

"Trabalho" é o compromisso de João Ataíde

Perante as cerca de 500 pessoas presentes no jantar-comício do passado domingo, o candidato socialista à Câmara da Figueira sublinhou que o que tem para oferecer à população é "trabalho". João Ataíde adianta desde já que, caso seja eleito, a "prioridade" vai para a área social, para colmatar as "grandes assimetrias sociais". Em seguida, apresentou o desígnio do crescimento económico e garante que "não mais a burocracia irá impedir os investidores de se fixarem na Figueira".

Lançou a ideia para um projecto designado por "Aldeia do Mar", que assentará num edifício "onde se reunirão valências ligadas à investigação científica, à formação profissional e onde se poderão instalar empresas, desde que com ligação à economia do mar". Uma das suas primeiras acções seria fazer aprovar "uma empreitada para limpar a cidade, recuperar os pavimentos e os passeios da cidade, e melhorar urgentemente a recolha de lixo".

Já aos presidentes de junta garante que estará "sempre disponível". "Jamais os autarcas das freguesias terão de "pedinchar" para serem recebidos pelo Presidente da Câmara", frisa, anunciando que pretende descentralizar as reuniões de executivo, com sessões periódicas nas freguesias.

para tornar o cidadão activo na administração autárquica, João Ataíde propõe que "uma percentagem do investimento municipal seja decidido pelos cidadãos, após discussões públicas" e colocará à disposição sítios electrónicos para o envio de sugestões e reclamações. Sublinhou ainda que consigo "vai acabar a discriminação de associações e instituições que não apoiem a maioria".

Já sobre a candidatura, sustenta que a apresentação de listas às 18 freguesias do concelho é sinónimo de "vitalidade". João Ataíde enalteceu, ainda, o facto da candidatura ter atraído muitos independentes. "Cidadão com vidas profissionais conslidadas, que não necessitam da política para serem reconhecidos socialmente, é uma mais-valia enorme".

Argumenta também que a "competência" foi o critério estabelecido para a lista à Câmara. "Julgo que reuni um lote de cidadãos, militantes e independentes, com competência técnica e política para gerir uma Câmara Municipal que se encontra numa situação financeira difícil e tem sido muito mal gerida, com um défice de liderança", sustentou.

O clima de confiança esteve sempre presente neste comício onde foram apresentados os candidatos à Câmara, Assembleia e os cabeças de lista às juntas de freguesia.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

PS - Jantar-comício

O PS Figueira levou a cabo, no passado domingo, dia 23 de Agosto, um jantar-comício em que procedeu à apresentação oficial dos seus candidatos ao diversos órgãos autárquicos do concelho da Figueira da Foz. A nível local, o Partido Socialista entra em todas as corridas possíveis - Câmara Municipal, Assembleia Municipal e as dezoito Assembleias de Freguesia do concelho.

O sítio online do PS concelhio enfoca, acima de tudo, as palavras que João Ataíde dirigiu aos presentes no dito evento partidário. Os interessados poderão inteirar-se do conteúdo do discurso do candidato socialista à Câmara Municipal da Figueira da Foz visitando o website que referi.

PSD - listas completas

Divulgo, seguidamente, as listas ordenadas de candidatos do PSD à Câmara Municipal e Assembleia. Esta informação pode ser consultada através do sítio oficial da candidatura social-democrata às autárquicas figueirenses.

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CÂMARA MUNICIPAL

1 - António Baptista Duarte Silva
2 - Maria Teresa de Figueiredo Viana Machado
3 - Luís Miguel Pereira de Almeida
4 - João Armando Pereira Gonçalves
5 - Ana Lúcia São Marcos Coelho Rolo
6 - Tiago Patrício Cadima Jorge
7 - João José Flor Pereira
8 - Maria Olímpia Ferro Sousa Paixão
9 - José Pedrosa Marinheiro

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ASSEMBLEIA MUNICIPAL

1 -Vítor Frederico da Silva Figueiredo Pais
2 - Lídio Manuel Coelho de Neto Lopes
3 - Maria Isabel Gaspar Ferreira de Sousa
4 - António Francisco Guerra Padrão
5 - David Manuel Fajardo Azenha
6 - Ana Elisabete Laborda Oliveira
7 - António Azenha Gomes
8 - Manuel António Fernandes Domingues
9 - Maria Margarida de Oliveira Monteiro Fontoura
10 - Bruno Manuel Samagaio dos Reis
11 - Vitor Manuel Andrade Margato
12 - Maria da Conceição Alberto Ruivo
13 - Paulo Jorge Gonçalves Carmona
14 - Joaquim Francisco da Silva Pereira
15 - Carla Alexandra Cruz de Oliveira Nunes Bettencourt
16 - Valter Rui Carraco Canas
17 - Nuno Manuel Ribeiro Maia Caetano
18 - Cristina de Jesus Barrocas de Oliveira Baptista
19 - Rogério Paulo do Nascimento Gonçalves
20 - Paulo Jorge Martinho Pinto
21 - Eugénia Alexandra Marques Julião Roque
22 - José António São Marcos Manata
23 - Nuno Filipe Sousa Raposeiro Torres
24 - Alda Maria Gomes Ferreira
25 - Fernando Pinto Loureiro
26 - Luís Pedro Góis de Jesus e Silva
27 - Alice José Batista Mendes
28 - Jerónimo Leopoldo Pereira da Silva
29 - Armindo José Cruz Marinheiro
30 - Fernanda Maria Cordeiro Silva Ervedeira
31 - Manuel Jesus Quadros
32 - José Belandino de Almeida Rodrigues
33 - Cristina Maria Matos Ferreira Romão
34 - André Filipe Rodrigues Brito
35 - Paulo Sérgio Marques Teixeira Farias
36 - Margarida Isabel Simões Andrade
37 - António Ferreira Rodrigues
38 - António Alberto da Silva Carvalho
39 - Paula Isabel Brites Azenha
40 - Ludgero Cabete Melanda
41 - João Manuel Veiga Rola Rodrigues Azenha
42 - Dina do Carmo Oliveira Raposeiro
43 - Daniel Ferreira Ruivo
44 - Nuno José da Silva Santos
45 - Renata Lourenço Pelicho Monteiro
46 - João Nuno Lourosa Maltez
47 - José Carlos Guedes dos Santos Simões
48 - Ana Catarina Nunes Freitas
49 - João André Abreu Rocha
50 - Nuno Alexandre de Oliveira Monteiro
51 - Ana Sofia Cardoso Pereira
52 - António Liberto Gomes Fernandes
53 - Rui Miguel Almeida Santos
54 - Ana Isabel Veiga Rola Rodrigues Azenha
55 - Maria da Conceição Fernandes Jorge de Queiroz Abrantes
56 - Carlos André de Andrade Marques
57 - Maria Lucinda Neves Carvalheiro
58 - Luís Carlos Esteves Santos
59 - Maria de Fátima da Silva Canas
60 - José Manuel Pereira da Costa